“Os indivíduos vulgares são os menos inteligíveis”.
(In Estrelas Propícias)
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A Câmara Municipal de Fafe promoveu, na passada 6ª feira, dia 19 de Junho, pelas 21h30, a apresentação, da obra Roteiro Camiliano em Fafe, de Carlos Alberto Ferreira Afonso.
Roteiro Camiliano em Fafe, tingido de tons literários, é um projecto de três turmas do 11º ano de Literatura Portuguesa, da Escola Secundária de Fafe, juntamente com os seus professores e tem como propósito evidenciar a importância que Fafe teve na vida e na obra de Camilo Castelo Branco. O município apadrinhou a iniciativa e publicou a obra agora dada a conhecer aos fafenses e ao público em geral.
O livro pretende apresentar, ao nível textual e fotográfico, os principais lugares ligados à passagem de Camilo Castelo Branco em Fafe, em 1860, quando se encontrava fugido à justiça por envolvimento amoroso com Ana Plácido, e que se encontram referenciados na obra Memórias do Cárcere. Assim nos surge a Casa do Ermo, do seu amigo José Cardoso Vieira de Castro, “situada no ponto mais despoético e triste do mapa-múndi”, nas palavras do romancista. Mas também a Ponte do Barroco, onde escreveu um poema datado de 15 de Junho de 1860. E a Vila, descrita em traços largos, bem como a lenda da Justiça de Fafe, do jogo do pau e a procissão de Nossa Senhora de Antime.
A relação de Camilo com Fafe levou-o a misturar-se com gentes, costumes e paisagens que coloriram alguns dos seus textos mais conhecidos, como Mistérios de Fafe, O Morgado de Fafe em Lisboa, O Morgado de Fafe Amoroso e as mencionadas Memórias do Cárcere.
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“Uma mente brilhante”, de Ron Howard
Por Simone de Oliveira
“Uma Mente Brilhante” é um filme de desafios, como, de desafios foi a vida de John Nash.
A linha que separa o louco do génio é muito ténue, o que nos leva a reflectir.
O complicado universo dos números é aqui desmontado. Ficamos a perceber a sua frieza e a sua importância, provando-se mais uma vez que são uma arma, uma arma que apaixona muita gente.
Este filme dá-nos a conhecer uma personalidade, um prémio Nobel, e mostra-nos ainda a vida difícil de um génio.
Uma história verídica brilhantemente representada por Russell Crowe.
Simone de Oliveira
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A programação do Teatro-Cinema de Fafe prosseguiu no passado sábado, dia 20 de Junho, pelas 21h30, com a apresentação da peça O Morgado de Fafe em Lisboa, de Camilo Castelo Branco, pela companhia Nova Comédia Bracarense.
Camilo Castelo Branco, tão bom conhecedor dos costumes em vigor na capital e na província, coloca ao seu jeito irónico e satírico estas duas realidades humanas em cena aberta na comédia social O Morgado de Fafe em Lisboa. E se o autor conhecia bem as realidades do Minho profundo e da capital já que penetra com acutilância no âmago característico de cada uma delas, para as colocar num cómico frente-a-frente, também conhecia como ninguém toda a vastidão moral da alma humana, morasse ela no peito embalsamado da aristocracia decadente ou no peito despido e ingénuo do provinciano primário e sincero. Assim era o país em meados do séc. XIX (1861), dividido entre uma burguesia pretensiosa, fátua, ociosa, marcadamente calculista, particularmente na forma como organizava os casamentos de família, onde o dinheiro tinha um papel mais importante que o amor, e uma sociedade popular, composta de lavradores, comerciantes, pequenos industriais e baixo clero, laboriosa, pertinaz, derreada com impostos e trabalho, sem tempo para devaneios ultra-românticos ou chás dançantes nos salões da frivolidade e do ócio…
Foram personagens e intérpretes desta comédia os seguintes actores: Barão de Cassurrães – Vasco Oliveira; Baronesa de Cassurrães – Ana Leite; Morgado de Fafe – Diamantino E.; António Soares – António Manuel; Luís Pessanha – Manuel Barros; João Leite – Miguel Araújo;D. Leocádia – Fátima Araújo; Francisco de Proença – Luís Marado; 1ª dama – Ana Rita; 2ª dama – Marta Leite; 3ª dama – Matilde; Criado – Rui Lucas; Juiz – Bruno Boss e Escrivão – Tiago Pintas.
O encenador é Fernando Pinheiro.
A peça “O Morgado de Fafe em Lisboa” tem sido apresentada em várias cidades do norte de Portugal no âmbito da publicação da obra homónima de Camilo Castelo Branco editada pela Editora Opera Omnia.
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Entre as acções promovidas na Área de Exposições Temporárias do Museu de Vila Real (Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real) conta-se um ciclo de conferências quinzenais (mensais nos anos 2001 e 2004) que se designou por Histórias ao Café e que decorreu entre 3 de Outubro de 1997 e 27 de Dezembro de 2005. Este ciclo procurou “valorizar alguns dos mais importantes aspectos da história local, usando geralmente certos documentos (em parte reproduzidos neste livro) como pretexto museológico; evocar e recrear pela regularidade da sua realização as antigas tertúlias de tanta tradição nas terras da província no séc. XlX e princípio do séc. XX, em particular em Vila Real”[…]; “sensibilizar os participantes para as questões do património lato sensu; e contribuir para o esforço do sentimento de pertença à comunidade”.
“Para a apresentação dos temas convidaram-se personalidades com diferentes formações, que se responsabilizaram pela investigação (na sua grande maioria acompanhados pelo coordenador do projecto, Elísio Amaral Neves) e comunicação, a que se sucedia, no dia programado, um espaço de debate, por vezes bem animado, que possibilitou uma melhor compreensão da identidade vila-realense da comunidade ao longo dos tempos”.
O livro agora disponibilizado on-line reúne “os textos dos 182 temas publicados nas 162 fichas distribuídas nos dias das sessões (coleccionáveis e arquiváveis em parte própria) e justifica-se, entre tantas outras razões, como forma de reconhecer o inequívoco entusiasmo que atingiu todos os conferencistas, muitos deles responsáveis por mais de uma comunicação, cujo conteúdo, à medida que a iniciativa se foi consolidando e progredindo no tempo, se foi tornando igualmente, cada vez mais exigente e completo.”
Por ser uma das Terras com maior tradição camiliana, este facto não deixou de ter expressão concreta nos temas abordados, podendo o leitor encontrar neste livro informação directa e indirectamente ligada à vida e à obra de Camilo Castelo Branco, designadamente:
- 1ª Edição do “Agostinho de Ceuta, p.33;
- O Mausuléu de Camilo, p. 90;
- António Lopes Mendes, p. 161;
- Manuel Duarte de Almeida, poeta vila-realense, 164;
- Camilo e a Taça, p. 302;
- José Cabral Teixeira de Morais, p. 331;
- Camilo Castelo Branco e a Cadeia da Relação, p. 365;
- Camilo e Vila Real, p. 429.
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A chuva que se fez sentir nos últimos dias não foi suficiente para esmorecer a centena e meia de pessoas que, no dia 10 de Junho, pelas 09h30, se concentrou junto à Igreja românica de S. Tiago de Antas para participar na 4.ª edição da Caminhada Camiliana.
Associando-se às Festas da Cidade, a Casa de Camilo, em co-organização com o GRUCAMO – Grupo de Caminheiros de Montanha, e em colaboração com a Junta de Freguesia de Seide e a GRUTACA – Grupo de Teatro Amador Camiliano, promoveu um novo percurso pedestre entre as freguesias de S. Tiago de Antas e de S. Miguel de Seide.
Durante o trajecto não faltaram o entusiasmo e a alegria contagiante das pessoas presentes, a dramatização de textos camilianos e cantares ao desafio.
A Caminhada Camiliana contou, mais uma vez, com o Patrocínio das Carnes PRIMOR, que ofereceu três generosos cabazes para serem sorteados pelos participantes no evento.
Ver fotos (SLIDE)
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“Mais novelas do que contos, estas três histórias de Teresa Veiga (n. 1945) planam, antes de tudo, sobre o mistério dos destinos à maneira da mitologia rural. A evocação das Parcas (na primeira, com o mesmo título), da licenciosidade (na segunda) e do demónio (na terceira) elevam-nas e orientam-nos para o universo do fantástico, onde até mesmo o explicitamente impresso nos deixa suspensos sobre dúvidas. Estruturalmente muito bem organizadas estas novelas registam círculos quase inteiros de vida narrados por terceiros. Desde a inversão de vontades: a de uma mãe curiosa e dinâmica que se esforça por introduzir a filha, pouco entusiasta e algo apática, no universo das viagens (entendidas como aventura de descoberta) e da arte; passando pela evocação do dom-juanismo: na pessoa do marquês de Bradomín, actor profícuo (e discretíssimo, como convém) de um vasto número de episódios de sedução consumada, num curto período de tempo e no espaço de apenas um casarão; até à fragmentação do diabo em forma de gente: capaz de fecundação, mas perecível enquanto figuração do mesmo. Os enquadramentos desenvolvem-se numa linguagem plana, sugerindo distância relativamente ao hipotético realismo mágico que uma leitura menos atenta possa evocar (não é casual a referência a Isabel Allende colocada na boca de uma visitante impertinente em «O Maldito, Marianina, e o Feitiço da Rocha da Pena»). Com estas novelas entramos no universo do fantástico e é flectindo sobre ele que Teresa Veiga escreve.” [Cotovia, 172 págs.]
Crítica assinada por Dóris Graça Dias (LER - Janeiro de 2009).
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Na companhia de meia centena de sacerdotes do seu presbitério, o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, esteve na Casa de Camilo, no passado dia 4 de Junho, e foi recebido pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Arquitecto Armindo Costa, e pelo Director do Museu, Professor Aníbal de Castro, que o acompanharam na visita à moradia do escritor.
Antes do almoço oferecido pela autarquia famalicense na cafetaria do Centro de Estudos Camilianos, o Professor Aníbal de Castro proferiu uma conferência sobre “Camilo Místico”, e foi descerrada uma placa evocativa da presença do Bispo do Porto em S. Miguel de Seide.
Mostrando-se grato pela recepção de que foi alvo, D. Manuel Clemente deixou escrita no Livro de Honra da Casa de Camilo a seguinte mensagem:
“Agradecendo muito o excelente acolhimento nesta Casa de Camilo, onde todos nos reencontramos na humanidade comum que o grande Escritor sofreu e ofereceu.
Manuel Clemente, Bispo do Porto
4.VI.09″
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Depois de terem assistido no auditório da Casa de Camilo – Centro de Estudos à leitura da obra “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, adaptada para os mais novos por Pedro Teixeira Neves, os alunos que frequentam a EB1 Agra Maior Vermoim e o Centro Social de Bairro realizaram vários desenhos inspirados na trágica história de amor de Simão Botelho e de Teresa de Albuquerque.