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Arquivo de Janeiro, 2009

Durante os 27 anos que o grande escritor residiu em S. Miguel de Seide, que enriqueceram extraordinariamente a sua obra prodigiosa, – desde o Amor de Salvação, primeiro livro ali escrito, e das Novelas do Minho, até aos volumes da sua última «maneira», Brasileira de Prazins, Maria da Fonte, Vinho do Porto, General Carlos Ribeiro, [...]

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Castelo Branco, Camilo - Poesia . Lisboa : Edição de Ernesto Rodrigues, 2008. 206 p.
Conclui Alexandre Cabral, no verbete “Poeta” do Dicionário de Camilo Castelo Branco (1989, p. 509), ser a «poética camiliana» a sua «área [...] menos estudada». Entende por poética a reunião de poemas, cuja temática se diversificaria em «religiosa, lírica e até satírica» (p. 508). [...]

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No dia 9 de Janeiro, sexta-feira, os alunos do terceiro ano da Escolinha de Famalicão foram visitar a Casa de Camilo, em Seide. Esta visita realizou-se no âmbito da disciplina de Estudo do Meio – o passado do meio local.
Saíram da “Escolinha” pelas 9.30 horas num ambiente de alegria que extrapolou em grande excitação, quando [...]

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“Deus não podia fazer o coração, o amor, a dor, a morte e o aniquilamento. Os homens é que eram capazes de fazer isto. Pior que isto é que não.”
(In Cavar em ruínas)

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O Senhor JOÃO MANUEL GOMES SOUSA LOPES, residente em Vila Nova de Famalicão, ofereceu para o acervo bibliográfico da Casa de Camilo, com capa de brochura e em bom estado de conservação, um exemplar da obra “Nostalgias: Última Prosa Rimada”, da autoria de Camilo Castelo Branco.
Publicada em 1888 com chancela da Tipografia de Manuel Luís de Sousa Ferreira, [...]

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A Livraria Manuel Ferreira, Lda, sita na Rua Dr. Alves da Veiga, n.º 89, 4000 – 073 Porto, doou à Casa de Camilo uma prova fotográfica original emoldurada com imagem do “interior do gabinete de trabalho de Camilo Castelo Branco, em S. Miguel de Seide”, datada, segundo cremos, da década de 30 do século XX.
Com as dimensões de [...]

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Entre 1984 e 1990 realizaram-se todos os anos, em Vila Real, as Jornadas Camilianas, precedidas, em 1983, de um Junho Cultural que já prestava a Camilo uma atenção especial, prenunciando as Jornadas, e seguidas de uns Passos de Camilo, em 1991, que coroaram o ciclo.
Foram organizadas conjuntamente pelos Serviços Municipais de a Cultura e Círculo [...]

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“A mulher, quando ama, tem heroísmos e abnegações de que o homem – o ser mais egoísta do reino animal – é incapaz.”
(In A viúva do enforcado)

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De entre todos os órgãos do corpo humano foi certamente o coração aquele que, desde a mais remota antiguidade, maior riqueza de significados simbólicos à linguagem literária ofereceu na expressão dos sentimentos reais ou fictícios do homem. Para não falar dos Egípcios e das culturas hindus, basta recordar que na Bíblia, tanto no Antigo como [...]

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“Não há metades do coração. Ou todo o amor, ou toda a indiferença, quando não, é uma insustentável impostura, chamada estima.”
(In O senhor do Paço de Ninães)

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