
Cansei-me de ouvir dizer que a segunda cidade de Portugal é um enxame de moedeiros falsos, de contrabandistas, de mercadores de negros, de exportadores, e de magistrados de alquilaria.
Venalidade, crueza e latrocínio são os três eixos capitais sobre que roda, no entender da crítica mordente, o maquinismo social de cem mil almas.
A minha análise aprofunda mais o espírito do Porto. Ali, o viver íntimo tem faces desconhecidas ao olho da polícia, e da economia social.
(In Coração, Cabeça e Estômago)
A cidade da Virgem
Novembro 4, 2011 por casadecamilo