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Arquivos para a Categoria ‘Camilo visto por’

VASCO Pulido Valente declarou [Público, 06 de Setembro de 2009] que leu toda a obra de Camilo Castelo Branco porque o desafiaram a escrever um guião para cinema a partir de “O Esqueleto” e isso lhe trouxe vários embaraços. Por coincidência, eu própria passei a última semana a ler Camilo e percebo o Vasco quando [...]

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Recebi um pedido — de resto, vago — para escrever um guião (de cinema) sobre um romance de Camilo (no caso, O Esqueleto). Resolvi ler a obra toda — uma apreciável empreitada. Não me vou expandir em considerações literárias, para que não tenho competência. Embora não inteiramente analfabeto, três coisas me fizeram impressão. Primeira, a [...]

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Durante os 27 anos que o grande escritor residiu em S. Miguel de Seide, que enriqueceram extraordinariamente a sua obra prodigiosa, – desde o Amor de Salvação, primeiro livro ali escrito, e das Novelas do Minho, até aos volumes da sua última «maneira», Brasileira de Prazins, Maria da Fonte, Vinho do Porto, General Carlos Ribeiro, [...]

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ELEGIA
Camilo foi sempre, como direi,
uma espécie de obsessão e um enigma para mim,
pela diferença da sua escrita, da sua vida e da sua pessoa.
E é inquietante ver fundirem-se tais diferenças
numa aparência que se mistura
com a de qualquer vulgar mortal.
Destas impressões, a mais forte que me ficou
foi a de Camilo como pessoa,
quando ele próprio se sintetiza
com [...]

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“Este forçado das letras que, através de milhares e milhares de páginas e mercê de uma actividade intermitente e multímoda, a tal ponto se multiplicou que foi romancista, foi dramaturgo, foi polemista, foi poeta, foi biógrafo, foi crítico literário, foi bibliógrafo, foi historiador, foi humorista, foi estudioso da literatura, foi jornalista, repórter, tradutor
e sobretudo novelista, [...]

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