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Arquivos para a Categoria ‘Grande Prémio de Conto CCB’

Grande Prémio de Conto Camilo Castelo instituído pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em conjunto com a Associação Portuguesa de Escritores (APE) é entregue ao escritor Eduardo Palaio, pela sua obra «Caixa baixa».
O prémio referente ao ano 2011, tem o valor de 7.500 euros, e foi atribuído por unanimidade pelo júri constituído por Domingos Lobo, Francisco Duarte Mangas, Serafina Martins e Fernando Miguel Bernardes.


Eduardo Palaio é o 21.º escritor homenageado com este prémio.
Nasceu em Sintra, em 1942.
Em 1961 iniciou a sua atividade artística, pelo desenho de humor tendo publicado trabalhos, como colaborador, no Mundo Ri, sob a direção de José Vilhena.
Em 1966 expõe pela primeira vez trabalhos de desenho e pintura.
Nos anos 1970/1980 retoma o cartoon, publicando regularmente num semanário. Participou nos Salões Nacionais de Caricatura e Desenho de Humor e como convidado em 3 exposições internacionais em Cuba (1986/93/98) e no México (1994 e 1998).

Com «Caixa Baixa» venceu a Oitava Edição do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, concurso promovido pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém.

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O júri constituído por Domingos Lobo, Francisco Duarte Mangas e Serafina Martins, decidiu, por unanimidade, atribuir o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco ao livro «Caixa Baixa», de Eduardo Palaio.


Eduardo Palaio
, nasceu em Sintra, em 1942.
Em 1961 iniciou a sua atividade artística, pelo desenho de humor tendo publicado trabalhos, como colaborador, no Mundo Ri, sob a direção de José Vilhena.
Em 1966 expõe pela primeira vez trabalhos de desenho e pintura.
Nos anos 1970/1980 retoma o cartoon, publicando regularmente num semanário. Participou nos Salões Nacionais de Caricatura e Desenho de Humor e como convidado em 3 exposições internacionais em Cuba (dedeté –1986/93/98) e no México (1994 e 1998).
Com Caixa Baixa, venceu a Oitava Edição do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, concurso promovido pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém.

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O escritor Pires de Cabral venceu o “Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco”, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e patrocinado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, com a obra “O Porco de Erimanto”, anunciou esta terça-feira a organização.

O júri constituído por Afonso Cruz, José António Gomes e Serafina Martins, com a coordenação de Fernando Miguel Bernardes destacou a “arquitectura dos enredos, a capacidade de jogar com a perspectiva do narrador, a diversidade dos registos linguísticos (do erudito ao mais coloquial e até ao escatológico) e o trabalho de apuro estilístico do texto” de Pires Cabral.

“A exploração do absurdo e o sentido de humor constituem dois outros traços marcantes de uma colectânea que se distingue pela sua unidade e equilíbrio internos e pela cultura literária evidenciada pelo Autor”, escreveu o júri em comunicado.

O Prémio, no valor de 7500 euros, é entregue anualmente pela Associação Portuguesa de Escritores e conta com o patrocínio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, tendo já distinguido escritores como Mário de Carvalho, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria, Gonçalo M. Tavares e Afonso Cruz.

A data da cerimónia de entrega do prémio ainda não foi divulgada.

António Manuel Pires de Cabral, mais conhecido como Pires de Cabral, nasceu em 1941 em Chacim, Macedo de Cavaleiros. É licenciado em Filologia Germânica, e em 1983 venceu o Prémio Círculo de Leitores com o romance “Sancirilo”.

Em 2006 foi distinguido com o Prémio D. Dinis, atribuído pela Fundação Casa de Mateus.

Publicou poesia, teatro, romance, conto, ensaio e crítica, destacando-se as obras “Algures a Nordeste” (1974), “Solo Arável” (1976), “Sancirilo” (1983), “Desta Água Beberei” (1999), “Memórias de Caça” (1987) e “O Homem que Vendeu a Cabeça” (1987).

Fonte: Público , 17/05/2011

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Começou como realizador de filmes de animação. Ganha a vida como ilustrador. Diverte-se a fazer música. E entretanto descobriu-se escritor. Este ‘artista faz-tudo’ ganhou o Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores.

O primeiro livro de crescidos que leu, depois da banda desenhada franco-belga e das aventuras típicas da adolescência, foi um livro de contos de Dostoievski intitulado O Sonho de Um Homem Homem Ridículo. “Tinha uns 12 anos e julgava que percebia aquilo. Claro que não percebi todas as implicações, mas gostei bastante e isso levou-me a ler outros autores russos, sobretudo contos, de Maximo Gorki e Gogol.” Os livros sempre tiveram uma importância enorme na vida de Afonso Cruz. Ajudou ter a biblioteca do pai. Ajudou o interesse que sempre teve por filosofia e por culturas diferentes. Foi com os livros que fez as suas primeiras viagens, pelos caminhos da imaginação, e foi por causa dos livros, que, já crescido, pôs a mochila às costas e se tornou um viajante. E hoje é ele próprio autor – com o nome na capa de livros, seja como ilustrador, seja como escritor. “É um sonho.”

Afonso Cruz nasceu na Figueira da Foz, em 1971. Mudou-se ainda criança para Lisboa e, percebendo “o jeito” que tinha para desenho, decidiu estudar na Faculdade de Belas-Artes. “Também queria fazer música, mas sempre me disseram que era duro de ouvido. Mesmo assim, com 18 anos, comprei uma guitarra e aprendi sozinho. Fui-me tornando competente não só na guitarra como noutros instrumentos.” Sempre fez parte de bandas com amigos, mas, terminado o curso, o primeiro emprego surgiu na área da animação. Tem o seu nome associado a séries infantis, como A Maravilhosa Expedição às Ilhas Encantadas, A Ilha das Cores, A Rua Sésamo e o O Jardim da Celeste. E chegou mesmo a realizar filmes seus, com subsídio do Estado, participou em festivais, teve menções honrosas.

No entanto, para Afonso Cruz, a animação não era vocação, era um trabalho. “Nunca investi muito nesta carreira. Era um meio de ganhar dinheiro e poder viajar.” Trabalhava seis meses para viajar outros tantos. “Em dez anos visitei mais de 60 países.” Escolhia um destino, comprava o bilhete de avião e partia sem grandes planos. Gostou da Síria, encantou-se com o interior do Brasil, recorda o Gana e a República do Benim, não ficou fascinado com a Índia. “Escolhia as viagens de acordo com aquilo que lia”, conta. A primeira foi à Bolívia porque queria ter uma experiência com índios nómadas: “Acho que a grande diferença entre sociedades não é o comunismo e o capitalismo, nem a religião, mas, acima de tudo, é entre o nomadismo e a sedentarização, e o que isso implica em termos morais, políticos, sociais, influencia tudo.”

Nesse período, Afonso Cruz foi um pouco nómada, é verdade. Mas a sedentarização acabaria por acontecer. Com o nascimento do primeiro filho, iniciou-se uma nova fase (“Ainda viajamos, mas menos e é diferente”), que correspondeu também ao início da sua carreira como escritor, à criação de um grupo musical, os Soaked Lamb, à ascensão da carreira como ilustrador.

Um dia, decidiu, com a mulher, Maria João, deixar a sua casa na Almirante Reis, em Lisboa, e procurar um sítio onde tivessem “uma qualidade de vida melhor”. Estão há dois anos no Monte Novo. Estradas vazias, sempre a direito, o campo alentejano salpicado por poucas casas. Um ar abafado nestes dias de Julho até chegar quase a Almadafe, perto de Casa Branca, que fica perto do Vimieiro, que, por sua vez, fica para lá de Arraiolos, antes de Estremoz. Mudar assim foi um risco. Mas calculado. São freelancers (ela é designer), sabiam bem o que queriam e não se arrependem. Lisboa fica a uma hora e meia de distância, “não custa nada”. Dentro de casa está mais fresco. Uma sala enorme, uma chaminé, estantes de livros, o telefone fixo (a rede de telemóvel não é muito fiável), um amplo espaço de trabalho com computadores e seus acessórios. Têm até um computador de reserva. “Não podemos correr o risco de ficar sem computador, seria trágico.” O gato gordo a dormir no tapete, brinquedos espalhados. Silêncio. Três hectares de terreno, que “está agora um pouco abandonado”. Ele chegou a plantar algumas árvores, transferiu oliveiras, teve uma horta, mas, até no Alentejo, os dias têm só 24 horas. “Não tenho tempo. Tenho tido tanto trabalho”, diz Afonso. Não é um lamento. Antes pelo contrário.

“Este ano tem-me corrido bem”, ri-se. Já lançou um disco, ganhou um prémio literário, editou um livro, ilustrou muitos outros, escreveu mais dois. “Cada vez mais sou um escritor”, admite. “Estou a começar, por isso ligo muito às críticas e fico muito emocionado com as boas e chateado com as más. Neste momento elas tocam-me porque são poucas.” Esta Enciclopédia da História Universal, com que ganhou o Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores (no valor de 7500 euros) é, tal como o nome indica, “uma enciclopédia de factos inventados”, ordenados alfabeticamente e com autores igualmente inventados mas com uma sabedoria e um humor bastantes reais. É uma obra singular e, como o autor reconhece, “difícil de catalogar” – basta dizer que o último texto (penúltimo, porque ainda há a bibliografia) é uma crítica à própria Enciclopédia: “O que sabemos é que não existe nenhuma realidade factual, que as coisas são muito mais aquilo que sentimos do que aquilo que realmente aconteceu”, escreve Théophile Morel. E continua: “O homem não é uma unidade, mas uma multiplicidade, um conjunto de personagens e de personalidades, um conjunto de ideias tantas vezes contraditórias.” E sobre a multiplicidade, Afonso Cruz pode falar com conhecimento de causa.

FONTE: Maria João Caetano, “Diário de Notícias”, 10-07-2010

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A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão entrega na próxima 6.ª feira, dia 17 de Dezembro, pelas 16h30, em cerimónia a realizar no auditório da Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide, o Grande Prémio de Conto Castelo Branco 2009, ao escritor Afonso Cruz pelo seu livro «Enciclopédia da Estória Universal».

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O escritor Afonso Cruz é o vencedor do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco relativo ao ano 2009. A obra “Enciclopédia da Estória Universal”, editada pela Quetzal mereceu a unanimidade do júri da Associação Portuguesa de Escritores, constituído por Clara Rocha, José António Gomes e José Ribeiro Ferreira e coordenador Fernando Miguel Bernardes. O Prémio, promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão com o apoio da Associação Portuguesa de Escritores tem o valor pecuniário de 7500 euros.
No seu blog, afonso-cruz.blogspot.com, o escritor define-se da seguinte forma: “Afonso Cruz escreve e, além de ilustrador, realiza filmes de animação – às vezes de publicidade, às vezes de autor –, toca e compõe para a banda de blues/roots “The Soaked Lamb”. Produz a sua própria cerveja e usa chapéu. Em Julho de 1971, na Figueira da Foz, era completamente recém-nascido e haveria, anos mais tarde, de frequentar lugares como a António Arroio, as Belas Artes de Lisboa, o Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira e mais de meia centena de países”.
Em “Enciclopédia da Estória Universal” o escritor reúne, em 133 páginas, várias ficções curtas, que no seu todo compõem uma breve descrição do que pode ser entendido como uma exploração da meta-literatura, em que os autores e as personagens da ficção se confundem ou coincidem, ocultando as barreiras entre quem escreve e é escrito, entre o real e o fictício.
“Este é um livro de factos – e de ficções, burlas, citações – esquecidos ou ignorados pela História e encruzilhados uns nos outros em forma de labirinto. Um espaço entre mordomos e coronéis, metáforas, mentiras, assassínios, deuses duplos, cabalistas fabulosos, ascetas hindus e narrativas absolutamente orientais”, lê-se na contracapa.
Refira-se que o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco já galardoou escritores como Mário de Carvalho, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria e José Eduardo Agualusa foram alguns dos distinguidos, anteriormente, com este galardão. Teresa Veiga foi a única escritora que bisou este Prémio.
Fonte: Portal do Município de Vila Nova de Famalicão

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A escritora Teresa Veiga vai receber na próxima sexta-feira, dia 27 de Novembro, pelas 16h00, o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo 2008, pela obra “Uma Aventura Secreta do Marquês de Bradomín”, da editora Cotovia. A cerimónia de entrega do galardão decorre no auditório do Centro de Estudos Camilianos, uma unidade de investigação literária da Casa-Museu Camilo Castelo Branco, em S. Miguel de Seide.
Promovido pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), com o patrocínio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, o Grande Prémio de Conto tem o valor pecuniário de 5 mil euros e foi decidido, por unanimidade, por um júri composto por Clara Rocha, Fernando J. B. Martinho e Liberto Cruz.
Nascida a 24 de Março em Lisboa, Teresa Veiga – de quem pouco se sabe, porque não dá entrevistas nem revela a sua verdadeira identidade – licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa em 1968, especializou-se e exerceu entre 1975 e 1983 o cargo de conservadora do registo civil nos arredores da capital.
Depois, decidiu estudar Filologia Românica, curso que concluiu em 1981, tendo sido professora de Português e Francês no ensino secundário durante vários anos.
Sobretudo conhecida como contista, Teresa Veiga, embora com poucos livros publicados, tem visto reconhecida pela crítica a sua obra, composta por títulos como “Jacobo e Outras Histórias” (1981), “O Último Amante” (1990), “História de Bela Fria” (1992), “As Enganadas” (2003) e o romance “A Paz Doméstica” (1999), editados pela Cotovia.
Esta é a segunda vez que a autora recebe o galardão, depois de em 1992 o ter recebido pela obra “História da Bela Fria”.
Outros autores distinguidos com o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco foram Mário de Carvalho, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria, José Eduardo Agualusa, José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo, Paulo Kellerman, Gonçalo M. Tavares e Ondjaki.
Gabinete de Imprensa
da Câmara Municipal de V. N. de Famalicão
23 de Novembro de 2009

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“Mais novelas do que contos, estas três histórias de Teresa Veiga (n. 1945) planam, antes de tudo, sobre o mistério dos destinos à maneira da mitologia rural. A evocação das Parcas (na primeira, com o mesmo título), da licenciosidade (na segunda) e do demónio (na terceira) elevam-nas e orientam-nos para o universo do fantástico, onde até mesmo o explicitamente impresso nos deixa suspensos sobre dúvidas. Estruturalmente muito bem organizadas estas novelas registam círculos quase inteiros de vida narrados por terceiros. Desde a inversão de vontades: a de uma mãe curiosa e dinâmica que se esforça por introduzir a filha, pouco entusiasta e algo apática, no universo das viagens (entendidas como aventura de descoberta) e da arte; passando pela evocação do dom-juanismo: na pessoa do marquês de Bradomín, actor profícuo (e discretíssimo, como convém) de um vasto número de episódios de sedução consumada, num curto período de tempo e no espaço de apenas um casarão; até à fragmentação do diabo em forma de gente: capaz de fecundação, mas perecível enquanto figuração do mesmo. Os enquadramentos desenvolvem-se numa linguagem plana, sugerindo distância relativamente ao hipotético realismo mágico que uma leitura menos atenta possa evocar (não é casual a referência a Isabel Allende colocada na boca de uma visitante impertinente em «O Maldito, Marianina, e o Feitiço da Rocha da Pena»). Com estas novelas entramos no universo do fantástico e é flectindo sobre ele que Teresa Veiga escreve.” [Cotovia, 172 págs.]
Crítica assinada por Dóris Graça Dias (LER - Janeiro de 2009).

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