Convidado:
António Lourenço Fontes nasceu em Cambezes do Rio, uma aldeia do Barroso, próxima do Rio Cávado, em 22 de fevereiro de 1940, e teve onze irmãos.
Ingressou no Seminário em Vila Real, em 1950, tendo completado a formação em 1962. Ordenado em 1963, foi colocado em Tourém, onde esteve oito anos. Ainda celebrava Missa em Pitões das Júnias e em Covelães.
O seu meio de transporte, um cavalo, atendendo a que não havia estradas dignas desse nome, servia-lhe para ir para as paróquias celebrar a missa.
Em Tourém criou uma escola, iniciou cursos agrícolas, cursos de bordadura, requisitou leite, farinha, manteiga e óleo à Caritas, começou por dar as refeições confecionadas na casa paroquial, onde vivia com uma irmã.
Ao fim de dois anos o seu meio de transporte muar foi substituído por uma motorizada. Deixou Tourém em 1971 e foi para Vilar de Perdizes, já lá vão mais de 38 anos. Para além desta paróquia tem a seu cargo Mexide e Soutelinho da Raia. Todos os dias celebra Missa em Vilar de Perdizes às oito e meia da manhã.
Filme a exibir:
Terra de Abril, 1977
Título original: Terra de Abril
Género: Documentário
Realização: Philippe Constantini & Anna Glogowsky
Sinopse: No norte de Portugal, em Trás-os-Montes, uma aldeia isolada – Vilar de Perdizes (Concelho de Montalegre) continua, dois anos depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, uma vida sem mudança, ancestral, quase cortada do mundo. Uma terra pobre, um clima rude, uma economia de subsistência, ainda alguns traços vivos de um modo de vida comunitário. Casas de pedra e colmo centenárias, e outras de cimento e tijolo construídas pelos homens vindos de França, da Alemanha ou da América. Homens e mulheres vivem, falam e representam, revelando a sua relação com o poder, a religião, a pobreza e, quando das eleições, com o saber e a ignorância. Enquanto no País se preparam as primeiras eleições livres a comunidade representa o Auto da Paixão. Uma réstia de esperança surge com construção e melhoramento dos emigrantes da aldeia.









