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Archive for the ‘Camilo no Mundo’ Category

O filme “Mistérios de Lisboa” já fez mais de 100 mil espectadores em França.
Entretanto, a obra homónima de Camilo tornou-se num dos 12 livros mais vendidos da FNAC FORUM, no centro de Paris.
Fonte: Público

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Real Gabinete Português de Leitura,  fundado em 14 de Maio de 1837, no Rio de Janeiro. Surgiu de um grupo de imigrantes portugueses, que pretendiam ampliar os conhecimentos e erguer um monumento à cultura portuguesa.
O edifício é um projeto do arquiteto português Rafael da Silva e Castro, a fachada, inspirada no Mosteiro dos Jerónimos de Lisboa, foi trabalhada por Germano José Salle em pedra de lioz em Lisboa e levada de navio para o Rio de Janeiro.
As quatro estátuas que a adornam retratam, respectivamente, Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama. Os escritores Fernão Lopes, Gil Vicente, Alexandre Herculano e Almeida Garrett são homenageados em medalhões.


Inaugurado em 1880, com a presença de D. Pedro, possui o maior número de obras de autores portugueses fora de Portugal. Cerca de 400 mil títulos da Literatura Portuguesa fazem parte do acervo, com a maior coleção de camilianas, (Conjunto de livros escritos por ou sobre Camilo Castelo Branco), fora de Portugal , além da primeira edição de um livro de Os Lusíadas, de 1572, uma raridade que pertenceu à Companhia de Jesus.


Em 1900, o Gabinete Português de Leitura transforma-se em biblioteca pública.
Real Gabinete Português de Leitura

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Camilo Castelo Branco na releitura intertextual de autores portugueses contemporâneos foi o título da comunicação apresentada pelo Prof. Dr. José Cândido de Oliveira Martins no 8.º Congresso Internacional da Associação Alemã de Lusitanistas – Deutscher Lusitanistenta, na Universidade de Munique (Luwig Maximilians Universität, München), de 3 a 5 de Setembro 2009.
O conteúdo dessa intervenção de síntese teve estas ideias principais: a vida e a obra de Camilo Castelo Branco constituíram-se como tema recorrente em vários autores portugueses contemporâneos: Aquilino Ribeiro, Teixeira de Pascoaes, Agustina Bessa-Luís, Luiz Francisco Rebelo, Mário Cláudio, entre outros. Em vários géneros literários (biografia, romance ou teatro), diversos escritores revisitam a figura e a criação camilianas. Assim, é muito interessante reflectir sobre os sentidos e as orientações desse diálogo intertextual com um autor canónico do séc. XIX, cuja recepção tem sido objecto de alguns “clichés” bastante redutores.
Independentemente de existir uma tendência marcada ou uma genealogia de escritores camilianos ao longo do séc. XX, essa recorrência temática parece comprovar a mitificação de que a vida e a obra de Camilo foram alvo, numa espécie de culto feito de admiração e de homenagem; mas também de um certo diálogo tenso e de distanciamento crítico. No cômputo geral, nesses e noutros autores contemporâneos sobressai uma escrita eminentemente intertextual, que reinterpreta Camilo e a sua obra, propondo várias leituras interpretativas. Essa continuada recepção é uma das formas de sublinhar o lugar central de Camilo no cânone da literatura portuguesa.

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Este verão fiz um cruzeiro no mediterrâneo oriental na empresa Costa Crociere (a maior empresa de cruzeiros da Europa). O barco, por acaso o mais recente da frota (construído em 2007) e entre os muitos serviços que oferecia aos hóspedes, tinha uma biblioteca. Obviamente uma biblioteca multilíngue com livros de vários países, sobretudo daqueles que tendo maiores recursos realizam este tipo de férias. A primazia ia para a Itália (país de bandeira do navio) e para a Alemanha, mas também disponibilizava livros em Língua Portuguesa. A secção portuguesa era composta por cerca de cinquenta volumes, com autores desde Lobo Antunes, Saramago, Paulo Coelho, Jorge Amado, autores contemporâneos e com uma forte máquina publicitária. Entre os clássicos, para meu gáudio, encontrei dois títulos de CAMILO CASTELO BRANCO: “A Viúva do Enforcado ” e “Doze Casamentos Felizes”, o que representa 4% das obras à disposição dos passageiros. Este facto não deixa de ser demonstrativo da força e do valor da escrita do nosso maior romântico. Mormente por ser um escritor “nortenho” longe da macrocefalia lisboeta, dum Portugal interior e rural do século XIX. Mesmo assim foi seleccionado destacadamente para representar o que de melhor há na nossa literatura. Penso, ser este mais um forte motivo de regozijo e motivação para o Centro de Estudos Camilianos, continuar a levar a cabo o meticuloso e meritório trabalho de divulgação e promoção deste fantástico escritor que tem ainda devotos leitores em todos os extractos da sociedade Portuguesa.
Bem Hajam.
Rui Domingues

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Em Setembro de 2007, tive a grata oportunidade, conjuntamente com os Professores J. Cândido Oliveira Martins (Universidade Católica, Pólo de Braga) e Ernesto Rodrigues (Universidade de Lisboa), de leccionar um seminário intensivo de estudos camilianos, genericamente intitulado «Camilo Castelo Branco: temas e questões», no programa de pós-graduação de Literatura Portuguesa do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), a convite do Professor Paulo Motta Oliveira, um académico brasileiro de referência incontornável no contexto da literatura portuguesa oitocentista (com especial destaque para Camilo). Na altura, fiquei agradavelmente surpreendido por constatar a empenhada dinâmica e o notável entusiasmo que caracterizam os estudos camilianos na USP.
E tanto assim é que actualmente encontram-se já em fase de finalização diversas teses de mestrado de alunos desse seminário camiliano. Eis alguns exemplos: A ficção camiliana para além de histórias de amor” de Ana Luísa Patrício Campos de Oliveira; Amores contrariados, puros e abnegados?, de Juliana Yokoo Garcia; Lágrimas ou risos? Camilo e a literatura oitocentista, de Luciene Maria Pavanelo; A ficção camiliana: a escrita em cena, de Moizeis Sobreira de Souza; A moral a serviço das conveniências, de Tatiana Alves Moysés. Todos estes estudos abordam questões fulcrais do imaginário camiliano e da escrita de Camilo (temas como o capitalismo de Oitocentos, admiravelmente tipificado nas novelas de Camilo, as intrusões do narrador camiliano, a questão da metaficção, o discurso paródico, a ironia, etc.). E refira-se, a propósito, que todos estes mestrandos projectam já a continuação das suas investigações camilianas no âmbito do doutoramento.
Sérgio Guimarães de Sousa

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