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Archive for the ‘Camilo visto por’ Category

«Viveu na sua escrita como vive um monge na sua clausura, sequestrado do século pelo condão fastiento e desdenhoso da sua índole, não lhe permitindo gozar da vida senão o sabor mordente e corrosivo da paixão amorosa, – de todas as paixões humanas a que mais frequentemente leva a apetecer a morte. De sorte que ele poderia adoptar para si o epitáfio de Beyle, compendiando a sua autobiografia na mesma breve epígrafe, resignada a altiva, resumo de todo o destino que teve na terra o seu dolorido coração e o seu grande espírito:

Escrevi, amei, vivi

Ramalho Ortigão

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«Camilo […] é, cumulativamente e contraditoriamente, um místico e um fatalista. A metafísica preocupa-o, todavia, secundariamente na conceção da sua obra. Dada uma aventura de amor, de desenlace cómico ou trágico, envolvendo uma paixão profunda, prestando-se a cavaleiros desenvolvimentos de capa e espada, – uma violação de clausura, um escalamento de jardim, uma cavalgada, uma espera, um homicídio, um rapto, com um ou dois personagens burlescas sobre os quais  se descarreguem os sarcasmos – ele narrará essa aventura.»
Ramalho Ortigão

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«Camilo não foi historiador, e faz gala em não o ser, mas é um dos exemplos mais frisantes de que não há história sem boa literatura.»
Justino Mendes de Almeida

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«Camilo Castelo Branco é um artista de raça. A sua obra é assombrosa, genial. As maiores nações do mundo honrar-se-iam de ter este escritor entre as suas primeiras glórias.»
António Cândido

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«A obra de Camilo é um nítido espelho de muitos aspetos bem típicos da nossa personalidade cultural, e o mundo vem aprendendo a apreciar, em cultura, o contraste das identidades.»
Coimbra Martins

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«Quando o coração me falha neste dialecto de escrever livros, volto-me para Camilo, que é sempre rei mesmo em terra de ciclopes.»
(In Camilo génio e figura)

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«A vida do Mestre de Seide é um grande drama, quase sem intervalos. Ou com efémeros intervalos do ato de ontem para o de hoje, atos que decorrem sincronizados por prantos e dores, com intercadências perturbantes de sarcasmos e risos.»
(In Camilo – No drama da sua vida, por Sousa Costa)

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«O pouco que sei da língua portuguesa devo-o a V. S.
Foi pela leitura das suas obras que aprendi a escrever com uma correção, que muitos bacharéis, daí e de cá, invejam.»

Gaspar Silva

 

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«Eis um homem que não precisa de apelido para ser identificado na vida e na literatura. Dizemos Camilo – e esse nome chega para designar um rosto e uma obra inconfundíveis. »
João Bigotte Chorão

 

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«… estupendo novelista português, para mi gusto el más intenso, aunque el más desigual, de todos los novelistas peninsulares del siglo».
 Miguel Unamuno

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