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Archive for the ‘Espírito e graça’ Category

«O menino é um sarcástico! Se o não visse tão inclinado a rir-se de cousas sérias, contava-lhe uma história triste…

– Se eu gosto muito de histórias tristes…. Verá que me não rio, quando me dizem alguma cousa que me toque o sentimento. A minha família chama-me poeta; os vizinhos chamam-me tolo; não sei bem o que sou; mas o que não sou é insensível… Vê… já não tenho vontade de gracejar… Conte-me agora a história, que eu prometo contar-lhe outra que me fez chorar, porque é uma passagem tão infeliz que, se eu fizesse novelas, escrevia uma.»
(In Cenas contemporâneas)

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«Em volta da riqueza, da formosura, e de um nome distinto costumam reunir-se muitos amigos… ou, pelo menos, muitos que o parecem…»
(In O bem e o mal)

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«As romarias desta região mais idólatra da Europa vão decaindo. Anos de pouco vinho, por via da regra, são anos de pouca devoção. As almas enchiam-se de fé, ao passo que as pipas se enchiam de ar.»
(In Ecos Humorísticos do Minho)

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«Não sucede, às vezes, que as más-línguas só dizem metade da verdade?»
(In Anátema)

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«O progresso é barrigudo: não cabe em ruas estreitas.»
(In A mulher fatal)

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«Joaquim – O animal que viste não é lacrau. O bicho que bota a língua de fora chama-se leopardo.
João – Isso é nome cristão… Leonardo!
Joaquim – Leopardo, asno!
João – Tu não me chames asno, primo! Não me desfeiteies. Quem não sabe, aprende…»
(In O Condenado)

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«- Fui hoje ver à casa da saúde o Duarte Valdez.
– O nosso companheiro de casa em Coimbra?
– Justamente. – Que tem ele?
– Os dias contados…»
(In Que segredos são estes?…)

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«Hermenegilda casou com o morgado de Custóias, e é hoje uma das mais respeitáveis senhoras de Amarante. Bento de Castro da Gama já foi três vezes deputado pelo Minho, e está muito gordo. Eu vou vivendo como Deus é servido, pasmado do muito que tenho visto.»
(In Cenas da Foz)

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«Voltou Baltasar da cozinha e disse:
– Lastimo-a, prima Dona Mécia. Não há senão galinha e presunto.
– É o mesmo… – murmurou a menina. – Não haverá um ovo?
– Vou perguntar – disse o das Olarias, e saiu.
– Um ovo! – exclamou o senhor donatário de Alijó.
– Um ovo! Pois a prima cuida que chega amanhã com um ovo! Por isso a menina assim está magra e amarela!
– Amarela! – acudiu ela por sua vaidade beliscada. – Eu não sou amarela, sou branca.
– Mas não ter cor de saúde; a vermelha é que é sangue. Brancos são os ossos e não é bom que eles estejam a descoberto.»
(In O Santo da montanha)

 

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«Diz que as obras do Teatro de S. Carlos foram dirigidas por Santo António da Cruz Sobral. Lá fora há de cuidar-se que temos um Santo António de Lisboa para os milagres e outro Santo António da Cruz para os teatros.»
(In Boémia de espírito)

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