Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for the ‘Espírito e graça’ Category

«- O Vinho do Porto é o Diabo! – disse o alferes com uma grande experiência dessas façanhas incruentas. – É o Diabo!»
(In A Brasileira de Prazins)

 

Anúncios

Read Full Post »

«O que é a felicidade?
Tal é a primeira pergunta que ao homem se faz. Algumas vezes, respondem as paixões; mas as paixões mentem: convém interrogar o juízo.»
(In Riquezas do pobre e misérias do rico)

 

Read Full Post »

«Ângela, já suposta herdeira do general Noronha, era amada em dobro: formosa e rica. Amavam-na, pediam-na uns morgados que ela nunca tinha vista nem conhecido o nome. As solicitações por escrito ao misantropo velho não recebiam resposta.»

(In Os brilhantes do Brasileiro)

 

 

Read Full Post »

«Aquilo que o mundo tem de mais interessante foi, é, e será sempre um exclusivo das senhoras.
De todos os seus exclusivos, o homem é a peça mais insignificante: ele representa na escala das homenagens de uma linda menina, o mesmo que uma ostra na escala da zoologia.»

(In Dispersos de Camilo)

Read Full Post »


“- Olha, se eu dava a minha filha a esse Herodes!
Credo! Que vá casar com o diabo que o leve,
Deus me perdoe!

(In A viúva do enforcado)

 

Read Full Post »

«Amigo é uma palavra profanada pelo uso, e barateada a cada homem que se nos apresenta, como a palavra de honra, que por aí anda desvirtuando a honra e a amizade.»
(In Lágrimas abençoadas)

Read Full Post »

[…] No meio destas angústias, falta-me só uma: eu não me importo que o banco ultramarino desse à luz mais 4 ladrões inéditos; não me importo que a sociedade se dissolva; o que muito sinto é ter eu de me dissolver; e sinto também que o meu amigo Carvalho [o seu genro] não abunde nas mas ideias. Diz-lhe que o pior é ter a gente de deixar o mundo amanhã ou depois, com a mesma dose de patifes que cá estavam quando entramos. Diz-lhe que a espécie humana foi sempre assim: que no século passado os ladrões eram os nobres que vampirizavam o sangue das classes inferiores; hoje são os burgueses que se estão devorando uns aos outros, porque não há fidalgos que delapidar, nem clero que mandar mendigar, nem povo que se preste a ser roubado. Diz-lhe que as civilizações são todas fatalmente assim. Atribuir a crise social ao luxo é o mesmo que culpar o dezembro por que ele é frio. Não está nos homens o vício: está na instituição. A humanidade vai arrastada por uma onda; mas la virá a ressaca, a reação que a reponha em mar menos aparcelado.

A França já teve três cataclismos e está vigorosa, rica, cheia de indústrias e de desmoralização. Esta ultima qualidade não é boa; mas é fatalmente necessária. Portugal é o país da Europa menos exposto aos grandes cataclismos, e por isso mesmo a nossa prosperidade há de manter-se sempre na mediania em que está. Se fossemos infelizes, ter-se-ia manifestado a febre revolucionaria, o regicídio, os terríveis clamores da fome. O que temos é muitíssimo ladrão […]

 (In Carta de Camilo a sua filha Bernardina Amélia)

 

 

Read Full Post »

Older Posts »