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Archive for the ‘Espírito e graça’ Category

«Diz que as obras do Teatro de S. Carlos foram dirigidas por Santo António da Cruz Sobral. Lá fora há de cuidar-se que temos um Santo António de Lisboa para os milagres e outro Santo António da Cruz para os teatros.»
(In Boémia de espírito)

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«- Credo! Vossemecê bebe chá por almoço?!
– Pois então!
– Ora essa! Cá em casa há chá, que o compra meu tio padre João, mas é para as dores de barriga. À minha boca nunca ele foi, em boa hora o diga!
– As comidas fortes dão-se bem com o seu estômago?
– Ora de dão! Nunca estive doente dois dias a fio.
– Costuma cear?
Pudera não! Almoço, janto, merendo e ceio: é o costume cá de casa; é vossemecê?
– Eu começo agora, desde que vim para a aldeia, a comer melhor; mas não pude ainda habituar-me a cear.
– Pois quem não ceia toda a noite rabeia: é o ditado dos velhos. Então não come mais nada?»
(In Como se casou Silvestre)

 

 

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«Os governos, leitor amigo e entendido, são como as fábricas que recolhem o farrapo sujo das barricas de lixo, e fazem deste farrapo um acetinado papel.»
(In Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado)

 

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«- Se ele não falava em Cassilda, que lucrou Vossa Excelência lembrando-lha? Ai, minhas senhoras, minhas senhoras! Vossas Excelências precisam de ser homens antes de ser mulheres…»
(In A mulher fatal)

 

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«Meu Amigo, as mulheres são como as peras verdes: um homem apalpa-as, e, se o dedo acho duro, deixa-as e não as come.»
(In Amor de perdição)

 

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«Na qual se prova que o autor não tem jeito para escrever romances. Este começa por onde acabam os outros.»

(In Anátema)

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«Foi há vinte anos. Barbosa e Silva e ele eram alunos do colégio da Formiga, nos arrabaldes do Porto. Barbosa estudava alemão. O outro, nada.»

(In A Mulher fatal)

 

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«…
– Então como podes tu sacrificar a tua vida a um ente abominável?
– Porque não tenciono sacrificar-me… O escravo há-de ser ele.
– Não te entendo! O escravo há-de ser ele!…. de que modo?
– Obrigá-lo-ei a servir os meus caprichos.
– Quais caprichos?
– Todos.
– Vais ser esposa infiel?
– Não.
– Vais ter carruagem, e vestidos ricos?
– Vou.
– E se te não der carruagem, nem vestidos?
– Há-de dá-los.
– E se não der?
– Divorcio-me… metade da sua riqueza é minha.
– E queres dar escândalo?
– Escândalo é ser pobre. Vejo-te hoje muito moralista.
– E tu pareces-me filósofa de mais.
– Antes isso.»
(In A Filha do Arcediago)

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«Anda aí o escrivão das Sisas atrás da moça; também não é mau modo de vida, escrivão; mas eu ladrões cá na minha família não nos admito.»
(In A Bruxa de Monte Córdova)

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«Se eu não tivesse receio de levar um bofetão, diria que o homem é para a mulher, o que o rafeiro é para o homem: explica-se facilmente esta relação porque o cão é o bichinho mais humilde que se conhece, tanto assim que lambe as mãos de quem lhe bate.»

(In Dispersos de Camilo)

 

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