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Archive for the ‘Extratos da obra’ Category

«O deus do mar, que ali estava com a boca aberta, parecia rir deles. Um dos pedreiros reparou na cabeça de Neptuno, e disse que lha quebrava, se não fosse a imagem de S. Pedro. Perguntou outro porque tinha ele o gadanho na mão, sendo o costume usar S. Pedro de chaves.»
(In O Judeu)

 

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«E, se eu morrer de repente, já sabeis que trago neste dedo um anel, cujo interior do aro encontrareis decifrado o enigma, sem recorrerdes ao livrinho de S. Cipriano, nem às revelações das mouras encantadas ou desencantadas nos orvalhos de S. João.»
(In O Judeu)

 

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“Saímos para a romaria, não menos alegres que o populacho que enchia a estrada.

Comunicavam-nos a sua alegria de bailadeiras incansáveis, com o vestido arregaçado a meia perna, e os garridos lenços soltos ao capricho das evoluções lúbricas da Sirandinha e Cana verde. Chasqueávamos os carroções, tirados por parelhas de gemebundos bois, costa acima por aqueles algares de Vila Nova de Gaia, a trasbordarem cabeças de numerosíssimas famílias que se empilhavam, sabe Deus como.

Aproveitamos o ridículo de tudo, e até do sério tirávamos o sal que a nossa alegre imaginação lhe emprestava.”

(In Duas horas de leitura)

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«O amor do homem laborioso é de todos o mais durável e folgado nas horas do descanso.»
(In As três irmãs)

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«Nenhum preso tinha as lágrimas tão à flor dos olhos, quando falava de sua mulher.
Abria-se em torrentes de pranto, quando via o sol na Cordoaria, e lhe saía em ânsias do coração a palavra LIBERDADE.»
(In Memórias do cárcere)

 

 

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«Conseguiu Jerónima licença para passar a quarta festa da Páscoa com a sua família. A menina mais velha acompanhou-a ao Porto, e o padre-capelão também. O fim ostensivo do teólogo era acompanhar a morgada com as devidas homenagens; mas a oculta ideia era sondar o pulso da revolução, em fermento, que, segundo ele, devia espatifar o altar e o trono.»
(In As três irmãs)

 

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«…é verdade; mas a primavera há-de raiar para ela naquele horizonte enovelado de túmulos…»
(In Artigos)

 

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