Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for the ‘Extratos da obra’ Category

«O romancista é o escultor das paixões: enfeitá-las, corrigi-las, dar-lhes com palavras a expressão que elas esteticamente não podem exprimir, é seu ofício. E, se o autor me não entende, eu lhe aclaro a ideia…»

(In O Romance dum homem rico)

Anúncios

Read Full Post »

«Deixai falar estas almas de hoje requeimadas e áridas, como o chão onde as folhas do outono se revolvem sopradas pelo suão, mirradas dos afetos nobres.»
(In Crónicas)

 

Read Full Post »

«Anta é um paraíso terreal onde os lobos passam pelos habitantes, e os habitantes passam pelos lobos como nós pelos cãezinhos de regaço.

Lá estive eu no dia 20 de agosto de 1860, comendo de meias com o meu cavalo um vintém de pão negro, que um lavrador me vendeu compadecido, por me ver a fome estampada no rosto e o cavalo arqueado e melancólico como um chorão de cemitério.»

(In Doze casamentos felizes)

Read Full Post »

«No último domingo de julho de 1848, era a celebrada romaria de Santa Ana de Oliveira, situada a curta distância do antigo convento daquele nome, na margem esquerda do Douro, a légua do Porto. É esta uma das popularíssimas festas…»
(In Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado)

 

Read Full Post »

«O deus do mar, que ali estava com a boca aberta, parecia rir deles. Um dos pedreiros reparou na cabeça de Neptuno, e disse que lha quebrava, se não fosse a imagem de S. Pedro. Perguntou outro porque tinha ele o gadanho na mão, sendo o costume usar S. Pedro de chaves.»
(In O Judeu)

 

Read Full Post »

«E, se eu morrer de repente, já sabeis que trago neste dedo um anel, cujo interior do aro encontrareis decifrado o enigma, sem recorrerdes ao livrinho de S. Cipriano, nem às revelações das mouras encantadas ou desencantadas nos orvalhos de S. João.»
(In O Judeu)

 

Read Full Post »

“Saímos para a romaria, não menos alegres que o populacho que enchia a estrada.

Comunicavam-nos a sua alegria de bailadeiras incansáveis, com o vestido arregaçado a meia perna, e os garridos lenços soltos ao capricho das evoluções lúbricas da Sirandinha e Cana verde. Chasqueávamos os carroções, tirados por parelhas de gemebundos bois, costa acima por aqueles algares de Vila Nova de Gaia, a trasbordarem cabeças de numerosíssimas famílias que se empilhavam, sabe Deus como.

Aproveitamos o ridículo de tudo, e até do sério tirávamos o sal que a nossa alegre imaginação lhe emprestava.”

(In Duas horas de leitura)

Read Full Post »

Older Posts »