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Archive for the ‘Grande Prémio de Conto CCB’ Category

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Mário de Carvalho vence a 22.ª edição do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, com a obra “A liberdade do pátio”.
É a segunda vez que o autor é distinguido, já em 1991 vencera este prémio, atribuído pela Câmara Municipal de Famalicão e pela Associação Portuguesa de Escritores.
O anúncio do prémio foi feito no dia 2 de outubro de 2014, no escritório de Camilo Castelo Branco, em S. Miguel de Seide.

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Grande Prémio de Conto Camilo Castelo instituído pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em conjunto com a Associação Portuguesa de Escritores (APE) é entregue ao escritor Eduardo Palaio, pela sua obra «Caixa baixa».
O prémio referente ao ano 2011, tem o valor de 7.500 euros, e foi atribuído por unanimidade pelo júri constituído por Domingos Lobo, Francisco Duarte Mangas, Serafina Martins e Fernando Miguel Bernardes.


Eduardo Palaio é o 21.º escritor homenageado com este prémio.
Nasceu em Sintra, em 1942.
Em 1961 iniciou a sua atividade artística, pelo desenho de humor tendo publicado trabalhos, como colaborador, no Mundo Ri, sob a direção de José Vilhena.
Em 1966 expõe pela primeira vez trabalhos de desenho e pintura.
Nos anos 1970/1980 retoma o cartoon, publicando regularmente num semanário. Participou nos Salões Nacionais de Caricatura e Desenho de Humor e como convidado em 3 exposições internacionais em Cuba (1986/93/98) e no México (1994 e 1998).

Com «Caixa Baixa» venceu a Oitava Edição do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, concurso promovido pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém.

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O júri constituído por Domingos Lobo, Francisco Duarte Mangas e Serafina Martins, decidiu, por unanimidade, atribuir o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco ao livro «Caixa Baixa», de Eduardo Palaio.


Eduardo Palaio
, nasceu em Sintra, em 1942.
Em 1961 iniciou a sua atividade artística, pelo desenho de humor tendo publicado trabalhos, como colaborador, no Mundo Ri, sob a direção de José Vilhena.
Em 1966 expõe pela primeira vez trabalhos de desenho e pintura.
Nos anos 1970/1980 retoma o cartoon, publicando regularmente num semanário. Participou nos Salões Nacionais de Caricatura e Desenho de Humor e como convidado em 3 exposições internacionais em Cuba (dedeté –1986/93/98) e no México (1994 e 1998).
Com Caixa Baixa, venceu a Oitava Edição do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, concurso promovido pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém.

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O escritor Pires de Cabral venceu o “Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco”, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e patrocinado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, com a obra “O Porco de Erimanto”, anunciou esta terça-feira a organização.

O júri constituído por Afonso Cruz, José António Gomes e Serafina Martins, com a coordenação de Fernando Miguel Bernardes destacou a “arquitectura dos enredos, a capacidade de jogar com a perspectiva do narrador, a diversidade dos registos linguísticos (do erudito ao mais coloquial e até ao escatológico) e o trabalho de apuro estilístico do texto” de Pires Cabral.

“A exploração do absurdo e o sentido de humor constituem dois outros traços marcantes de uma colectânea que se distingue pela sua unidade e equilíbrio internos e pela cultura literária evidenciada pelo Autor”, escreveu o júri em comunicado.

O Prémio, no valor de 7500 euros, é entregue anualmente pela Associação Portuguesa de Escritores e conta com o patrocínio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, tendo já distinguido escritores como Mário de Carvalho, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria, Gonçalo M. Tavares e Afonso Cruz.

A data da cerimónia de entrega do prémio ainda não foi divulgada.

António Manuel Pires de Cabral, mais conhecido como Pires de Cabral, nasceu em 1941 em Chacim, Macedo de Cavaleiros. É licenciado em Filologia Germânica, e em 1983 venceu o Prémio Círculo de Leitores com o romance “Sancirilo”.

Em 2006 foi distinguido com o Prémio D. Dinis, atribuído pela Fundação Casa de Mateus.

Publicou poesia, teatro, romance, conto, ensaio e crítica, destacando-se as obras “Algures a Nordeste” (1974), “Solo Arável” (1976), “Sancirilo” (1983), “Desta Água Beberei” (1999), “Memórias de Caça” (1987) e “O Homem que Vendeu a Cabeça” (1987).

Fonte: Público , 17/05/2011

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Começou como realizador de filmes de animação. Ganha a vida como ilustrador. Diverte-se a fazer música. E entretanto descobriu-se escritor. Este ‘artista faz-tudo’ ganhou o Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores.

O primeiro livro de crescidos que leu, depois da banda desenhada franco-belga e das aventuras típicas da adolescência, foi um livro de contos de Dostoievski intitulado O Sonho de Um Homem Homem Ridículo. “Tinha uns 12 anos e julgava que percebia aquilo. Claro que não percebi todas as implicações, mas gostei bastante e isso levou-me a ler outros autores russos, sobretudo contos, de Maximo Gorki e Gogol.” Os livros sempre tiveram uma importância enorme na vida de Afonso Cruz. Ajudou ter a biblioteca do pai. Ajudou o interesse que sempre teve por filosofia e por culturas diferentes. Foi com os livros que fez as suas primeiras viagens, pelos caminhos da imaginação, e foi por causa dos livros, que, já crescido, pôs a mochila às costas e se tornou um viajante. E hoje é ele próprio autor – com o nome na capa de livros, seja como ilustrador, seja como escritor. “É um sonho.”

Afonso Cruz nasceu na Figueira da Foz, em 1971. Mudou-se ainda criança para Lisboa e, percebendo “o jeito” que tinha para desenho, decidiu estudar na Faculdade de Belas-Artes. “Também queria fazer música, mas sempre me disseram que era duro de ouvido. Mesmo assim, com 18 anos, comprei uma guitarra e aprendi sozinho. Fui-me tornando competente não só na guitarra como noutros instrumentos.” Sempre fez parte de bandas com amigos, mas, terminado o curso, o primeiro emprego surgiu na área da animação. Tem o seu nome associado a séries infantis, como A Maravilhosa Expedição às Ilhas Encantadas, A Ilha das Cores, A Rua Sésamo e o O Jardim da Celeste. E chegou mesmo a realizar filmes seus, com subsídio do Estado, participou em festivais, teve menções honrosas.

No entanto, para Afonso Cruz, a animação não era vocação, era um trabalho. “Nunca investi muito nesta carreira. Era um meio de ganhar dinheiro e poder viajar.” Trabalhava seis meses para viajar outros tantos. “Em dez anos visitei mais de 60 países.” Escolhia um destino, comprava o bilhete de avião e partia sem grandes planos. Gostou da Síria, encantou-se com o interior do Brasil, recorda o Gana e a República do Benim, não ficou fascinado com a Índia. “Escolhia as viagens de acordo com aquilo que lia”, conta. A primeira foi à Bolívia porque queria ter uma experiência com índios nómadas: “Acho que a grande diferença entre sociedades não é o comunismo e o capitalismo, nem a religião, mas, acima de tudo, é entre o nomadismo e a sedentarização, e o que isso implica em termos morais, políticos, sociais, influencia tudo.”

Nesse período, Afonso Cruz foi um pouco nómada, é verdade. Mas a sedentarização acabaria por acontecer. Com o nascimento do primeiro filho, iniciou-se uma nova fase (“Ainda viajamos, mas menos e é diferente”), que correspondeu também ao início da sua carreira como escritor, à criação de um grupo musical, os Soaked Lamb, à ascensão da carreira como ilustrador.

Um dia, decidiu, com a mulher, Maria João, deixar a sua casa na Almirante Reis, em Lisboa, e procurar um sítio onde tivessem “uma qualidade de vida melhor”. Estão há dois anos no Monte Novo. Estradas vazias, sempre a direito, o campo alentejano salpicado por poucas casas. Um ar abafado nestes dias de Julho até chegar quase a Almadafe, perto de Casa Branca, que fica perto do Vimieiro, que, por sua vez, fica para lá de Arraiolos, antes de Estremoz. Mudar assim foi um risco. Mas calculado. São freelancers (ela é designer), sabiam bem o que queriam e não se arrependem. Lisboa fica a uma hora e meia de distância, “não custa nada”. Dentro de casa está mais fresco. Uma sala enorme, uma chaminé, estantes de livros, o telefone fixo (a rede de telemóvel não é muito fiável), um amplo espaço de trabalho com computadores e seus acessórios. Têm até um computador de reserva. “Não podemos correr o risco de ficar sem computador, seria trágico.” O gato gordo a dormir no tapete, brinquedos espalhados. Silêncio. Três hectares de terreno, que “está agora um pouco abandonado”. Ele chegou a plantar algumas árvores, transferiu oliveiras, teve uma horta, mas, até no Alentejo, os dias têm só 24 horas. “Não tenho tempo. Tenho tido tanto trabalho”, diz Afonso. Não é um lamento. Antes pelo contrário.

“Este ano tem-me corrido bem”, ri-se. Já lançou um disco, ganhou um prémio literário, editou um livro, ilustrou muitos outros, escreveu mais dois. “Cada vez mais sou um escritor”, admite. “Estou a começar, por isso ligo muito às críticas e fico muito emocionado com as boas e chateado com as más. Neste momento elas tocam-me porque são poucas.” Esta Enciclopédia da História Universal, com que ganhou o Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores (no valor de 7500 euros) é, tal como o nome indica, “uma enciclopédia de factos inventados”, ordenados alfabeticamente e com autores igualmente inventados mas com uma sabedoria e um humor bastantes reais. É uma obra singular e, como o autor reconhece, “difícil de catalogar” – basta dizer que o último texto (penúltimo, porque ainda há a bibliografia) é uma crítica à própria Enciclopédia: “O que sabemos é que não existe nenhuma realidade factual, que as coisas são muito mais aquilo que sentimos do que aquilo que realmente aconteceu”, escreve Théophile Morel. E continua: “O homem não é uma unidade, mas uma multiplicidade, um conjunto de personagens e de personalidades, um conjunto de ideias tantas vezes contraditórias.” E sobre a multiplicidade, Afonso Cruz pode falar com conhecimento de causa.

FONTE: Maria João Caetano, “Diário de Notícias”, 10-07-2010

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A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão entrega na próxima 6.ª feira, dia 17 de Dezembro, pelas 16h30, em cerimónia a realizar no auditório da Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide, o Grande Prémio de Conto Castelo Branco 2009, ao escritor Afonso Cruz pelo seu livro «Enciclopédia da Estória Universal».

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