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Archive for the ‘Lugares da vida e da ficção’ Category

«No dia seguinte, seriam onze horas, estava eu na praia, esperando a maré, quando vi Teresa, procurando alguém entre os grupos. Palpitou-me o coração! Serei eu quem ela procura?… Saí-lhe como por acaso ao encontro, e ela, que mal me vira na quinta, olhando-me perplexa, parecia esperar que eu a conhecesse. Dei-lhe um ar de riso, Teresa fez-me sinal que a seguisse. Parou na praia dos Ingleses, olhou em redor com desconfiança, e disse-me:

….»

(In Cenas da Foz)

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«Resolvi ir para Vizela a fim de ver se com os banhos combato as dores da espinha.»
(In Cartas, de 11-8-1882)

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«Vim aqui ontem hospedar-me, aqui onde já ninguém de boa família e fino paladar se hospeda…

Às nove da manhã, entrou um hóspede no quarto contíguo ao meu. O criado chamava-lhe sr. visconde. Perguntei donde era o visconde. De Travanca, disse. Maravilhou-me ver um título em tão reles estalagem!»

(In Boémia de Espírito)

 

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«Vila Real, 18 de Agosto – Ontem pelas dez horas da manhã andava passeando junto à porta do governador civil o pacífico cidadão Camilo Castelo Branco, em companhia de Luís de Bessa Correia, que deixou de ser administrador desta vila haverá seis dias, por não aturar o despotismo deste miserável governador civil, José Cabral.»

(In O Nacional, de 21-8-1847)

 

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«Se tiver mais saúde, logo que entregue a livraria, vou passar em Lisboa alguns dias – despedir-me. Não vou aí há 6 ou 7 anos. Aí nasci, aí estão as cinzas de meus pais, e as da minha mocidade.»
(In Carta de Camilo a Luís Magalhães)

 

 

 

 

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«Na tarde desse dia, passeava Monteiro, debaixo da parreira do seu quintal, pelo braço da viúva. As calhandras e os pintassilgos trilavam os seus requebros às margens do rio Pele. As rãs coaxavam nas poças, e as auras ciciavam nas ramarias dos álamos. Era uma tarde de tirar amores do olho de uma couve lombarda.»
(In Novelas do Minho: O cego de Landim)

 

                                                                                                                                       Helena Romão

 

 

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«Tomar a sério a sociedade é endoidecer. Viver com ela em boa paz é escarnece-la. Ou doido ou cínico.»
(In Cenas contemporâneas)

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