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Archive for the ‘Lugares da vida e da ficção’ Category


«Vi-os entrar no Hotel da Boa Vista. Sondei, mediante as informações do criado de mesa, os latejos do coração de Aldonça. Pude saber que pediram bifes de cebolada.
Oh! Como eu invejei o boi que ia ser engolido por ela, e assimilado ao sadio sangue que lhe puniciava as maçãs do rosto!
Soube, depois, que se estavam servindo de fiambre e ovos! Ditosa perna suína…»
(In No Bom Jesus do Monte)

 

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«Tomás vem para uma praia muito vizinha do Porto – a Granja. Por lá irei e ele por cá virá.»
(In Correspondência)

 

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«O Douro passa em baixo silencioso e triste, coleando-se no leito fragoso, em que a mão omnipotente do homem abriu dois caminhos marginais, que vão, na orla direita, encontrar o sombrio palácio do Freixo com as suas quatro torres…»
(In O Porto e a Carta, 12-4-1855)

 

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«No dia seguinte, seriam onze horas, estava eu na praia, esperando a maré, quando vi Teresa, procurando alguém entre os grupos. Palpitou-me o coração! Serei eu quem ela procura?… Saí-lhe como por acaso ao encontro, e ela, que mal me vira na quinta, olhando-me perplexa, parecia esperar que eu a conhecesse. Dei-lhe um ar de riso, Teresa fez-me sinal que a seguisse. Parou na praia dos Ingleses, olhou em redor com desconfiança, e disse-me:

….»

(In Cenas da Foz)

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«Resolvi ir para Vizela a fim de ver se com os banhos combato as dores da espinha.»
(In Cartas, de 11-8-1882)

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«Vim aqui ontem hospedar-me, aqui onde já ninguém de boa família e fino paladar se hospeda…

Às nove da manhã, entrou um hóspede no quarto contíguo ao meu. O criado chamava-lhe sr. visconde. Perguntei donde era o visconde. De Travanca, disse. Maravilhou-me ver um título em tão reles estalagem!»

(In Boémia de Espírito)

 

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«Vila Real, 18 de Agosto – Ontem pelas dez horas da manhã andava passeando junto à porta do governador civil o pacífico cidadão Camilo Castelo Branco, em companhia de Luís de Bessa Correia, que deixou de ser administrador desta vila haverá seis dias, por não aturar o despotismo deste miserável governador civil, José Cabral.»

(In O Nacional, de 21-8-1847)

 

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