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Archive for the ‘Uncategorized’ Category



«Peço-lhe licença para interpor na sua livraria este livro de bagatelas e arqueologias burlescas, à mistura com algumas coisas tristes….»
(In CCB, dedicatória no exemplar que ofereceu a António Cândido, 4 de novembro de 1887)

 

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Local: Jardim do Centro de Estudos
Duração: 1h30.
Outras informações: Atividade condicionada ao bom tempo.

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«Os abadessados ou outeiros eram então cenáculos de moços talentosos e alegres, que se reuniam nas grades de um convento para festejar com glosas e libações a eleição ou reeleição de uma abadessa. Camilo frequentou essas festas mais pagãs do que conventuais.»
(In O Romance do romancista, de Alberto Pimentel)

 

 

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Convidada:
Inês Pedrosa nasceu em 1962. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, trabalhou em diversos jornais e revistas, na rádio e na televisão, tendo recebido vários prémios de jornalismo. É, desde Fevereiro de 2008, directora da Casa Fernando Pessoa, e mantém, desde 2002, uma crónica semanal – primeiro no jornal Expresso, actualmente no jornal Sol. É também cronista da revista Ler.
Publicou dezoito livros, entre os quais se destacam seis romances: A Instrução dos Amantes (D. Quixote, 1992), Nas Tuas Mãos (D. Quixote, 1997, Prémio Máxima de Literatura), Fazes-me Falta ( D. Quixote, 2002), A Eternidade e o Desejo ( D. Quixote, 2007) e Os Íntimos ( D. Quixote, 2010, Prémio Máxima de Literatura) e Dentro de ti ver o mar (D. Quixote, 2012) .

Filme a exibir:

O Fim da Aventura (“The End Of The Affair”)
Drama/102 minutos
Grã-Bretanha / EUA, 1999
Realização: Neil Jordan
Elenco: Ralph Fiennes, Julianne Moore, Stephen Rea, Ian Hart
Sinopse:
Sarah Miles é casada com Henry, um homem que ela ama mas com quem não partilha momentos de intimidade. Quando conhece Maurice Bendrix, os dois sentem uma atração imediata um pelo outro, iniciando um tórrido romance. A sua paixão é devastadora como os bombardeamentos à sua volta, até ao dia em que Sarah desaparece misteriosamente da vida de Maurice.
Dois anos mais tarde, Maurice encontra Henry que lhe confessa desconfiar que a sua mulher o trai. Movido pelos seus próprios ciúmes e ansioso por descobrir o mistério que rodeia o fim do seu romance, Maurice concorda em ajudá-lo. A sua investigação não só faz ressurgir o seu amor por Sarah como o leva a descobrir um terrível segredo que mudará as suas vidas para sempre…

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Os incuráveis padecimentos que se vão complicando todos os dias levam-me ao suicídio – único remédio que lhes posso dar. Rodeado de infelicidades de espécie moral, sendo a primeira a insânia de meu filho Jorge, e a segunda os desatinos de meu filho Nuno, nada tenho a que me ampare nas consolações de família. A mãe destes dois desgraçados não promete longa vida; e, se eu pudesse arrastar a minha existência até ver Ana Plácido morta, infalivelmente me suicidaria. Não deixarei cair sobre mim essa enorme desventura – a maior, a incompreensível à minha grande compreensão da desgraça. Esta deliberação de me suicidar vem de longe como um pressentimento. Previ, desde os 30 anos, este fim. Receio que chegado o supremo momento, não tenha a firmeza de espírito para traçar estas linhas. Antecipo-me à hora final. Quem puder ter a intuição das minhas dores, não me lastime. A minha vida foi tão extraordinariamente infeliz que não podia acabar como a maioria dos desgraçados. Quando ler este papel, eu estarei gozando a primeira hora de repouso. Não deixo nada. Deixo um exemplo. Este abismo a que me atirei é o terminus da vereda viciosa por onde as fatalidades me encaminhavam. Seja bom e virtuoso quem o puder ser.

Camilo Castelo Branco

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A exposição Versões de Um Amor de Perdição, organizada pela Casa de Camilo.Museu-Centro de Estudos, composta por um conjunto de fotografias de três das muitas adaptações cinematográficas da mais famosa obra de Camilo: Georges Pallu, António Lopes Ribeiro e Manoel d`Oliveira.
Está patente, até ao próximo dia 25 de Setembro, na casa onde Camilo Castelo Branco viveu com a sua primeira esposa, Joaquina Pereira de França, em Friúme. Assinalando, assim, os 170 anos do seu primeiro casamento.
Transformada em Museu, a casa recria os aposentos onde terá vivido o romancista. Possui uma exposição permanente onde se aborda a ligação de Camilo com Ribeira de Pena e um espaço de exposições temporárias.

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Convidado:
Ator de primeira linha da sua geração fundou, em 1961, o Teatro Moderno de Lisboa, grupo teatral que passou a integrar, participando em todas as suas peças.
Em 1963, assumiu a direção artística do Teatro Experimental do Porto (TEP), por indicação de António Pedro, onde realizou a sua única experiência como encenador, em “Terra Firme”, de Miguel Torga.
Fez ainda parte de outras companhias, como a companhia de Vasco Morgado e Laura Alves, a companhia Rafael de Oliveira e a companhia sediada no Teatro Maria Matos, tendo realizado numerosas digressões, ao Brasil e a África.
Em 1977, esteve no relançamento do Teatro Nacional D. Maria II, onde permaneceu até 2001. Com o fim da companhia residente do Teatro Nacional, foi dispensado por ser reformado, juntamente com Eunice Munoz, Fernanda Borsatti e Jacinto Ramos. A promessa de que voltariam como atores jubilados, nunca aconteceu.
A sua atividade artística estendeu-se igualmente à rádio e à televisão, tendo sido o primeiro ator a representar na RTP, com o “Monólogo do Vaqueiro” (1957). Para além de ter sido um dos atores que mais teatro fez na televisão, foi também dos primeiros atores a fazer telenovelas, como “Vila Faia” (1982) e “Origens” (1983).
No cinema, estreou-se em 1951, com o filme “Eram 200 Irmãos”, mas foi nos anos 60 que o seu trabalho se tornou mais relevante nesse campo. Da sua filmografia destacam-se “Pássaros de Asas Cortadas” (1963), “Domingo à Tarde” (1965), “O Cerco” (1969), “Cântico Final” (1974) e “Non ou a Vã Glória de Mandar” (1990).
Em 2001 participou no filme “ A Selva” de Leonel Viera e em vários filmes de Manoel de Oliveira.
Cumprindo um velho sonho, protagonizou em 1998, o clássico “Rei Lear”, de William Shakespeare, integrado nas comemorações dos 150 anos do Teatro Nacional e dos 50 anos da sua carreira de ator.
Foi Presidente do Conselho Nacional para a Política da 3.ª Idade e ainda Presidente da Comissão Executiva do Ano Internacional das Pessoas Idosas, em 1999.
Em 1999, foi protagonista da Série “Todo o Tempo do Mundo”, e entre 2000 e 2009 participou em várias novelas, como: “ Olhos de Água”, com o neto mais novo, Henrique de Carvalho, “Filha do Mar”, “Sonhos Traídos”, “ Amanhecer” “ Saber Amar” , “SOS – Criança“ “Inspetor Max”, “Sentimentos”, entre outras.
Em 2001 regressa ao teatro, pela mão de Felipe La Féria, na peça “ Casa do Lago”, com Eunice Munõz.
Em 2009, e depois de oito anos afastado do palco do Teatro Nacional, surge na reabertura da temporada 2009/2010, ao lado de Vergílio Castelo, na peça “ O Camareiro”.
É Conselheiro das Ordens Militares, desde 2006, por nomeação do Presidente da República, Cavaco Silva.

Alguns dos prémios recebidos:
Em 1990 recebeu do Governo Português a Medalha de Mérito Cultural.
Em 1994 recebeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, pelas mãos do então presidente da República.
Em 1998, a Comenda da Ordem de Santiago de Espada.
Prémio de Melhor Ator – 1991
Prémio Bordalo de Imprensa – Carreira – 1995
Comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1992) – atribuída pelo Presidente da República, Mário Soares
Comenda da Ordem Militar de Santiago de Espada (1998) – atribuída, em palco aberto, pelo Presidente Jorge Sampaio, após representação da peça “Rei Lear.
Em Junho de 2009, recebeu, juntamente com Eunice Munõz, o Doutoramento Honoris Causa, pela Universidade de Évora.
No dia 26 de Março de 2010, por ocasião do dia Mundial do Teatro, foi distinguido com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada.

Filme a exibir:

Obra Original: Fernando Namora
Adaptação: António de Macedo
Realização: António de Macedo
Sinopse: Jorge dirige o departamento de Hematologia de um hospital. Um dia, chega Clarisse, que sofre de leucemia em estado avançado. Apaixona-se, e Jorge procura, pela primeira vez, salvar um doente. Clarisse morre, apesar de todos os esforços de Jorge que, cada vez mais desencantado, prossegue os seus trabalhos, com experiências de rotina, que sabe serem inúteis.

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