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Archive for the ‘Visitas’ Category


O Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, realiza uma visita de trabalho ao concelho de Vila Nova de Famalicão nesta quarta-feira, dia 17, a partir das 11h00. Esta visita, que corresponde a um convite do presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa, tem por objectivo resolver alguns dossiês pendentes, ao nível da política cultural no município.

Sobre a mesa estarão pelo menos três dos dossiês mais importantes, que são objecto da maior atenção por parte do pelouro da Cultura: a criação de uma rede municipal de museus (para a qual a Câmara Municipal requer apoio governamental para a sua concretização); a preservação da ponte de Lagoncinha (um monumento nacional de atravessamento sobre o rio Ave, que liga os concelhos de Famalicão e Santo Tirso, onde qualquer intervenção de restauro depende directamente do Ministério da Cultura) e o projecto de construção do Museu do Surrealismo (que aguarda enquadramento no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional para uma candidatura a fundos comunitários).

Elísio Summavielle estará em Vila Nova de Famalicão todo o dia, acompanhado pela directora regional de Cultura do Norte, Paula Araújo da Silva. Ambos serão recebidos em S. Miguel de Seide por Paulo Cunha, vice-presidente e vereador da Cultura da Câmara Municipal, dado que Armindo Costa, por compromissos anteriormente assumidos, se encontra em representação do município no estrangeiro.

A visita de Elísio Summavielle começa com uma reunião de trabalho com Paulo Cunha, pelas 11h00, no Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide, seguindo-se, pelas 11h30, no auditório, uma sessão pública com agentes culturais de Vila Nova de Famalicão. Pelas 12h30, Paulo Cunha será o cicerone do secretário de Estado numa visita à Casa-Museu de Camilo Castelo Branco. De tarde, pelas 15h30, o secretário de Estado e o vice-presidente do município visitarão a Fundação Cupertino de Miranda, no centro da cidade de Famalicão, e, depois, o Museu Bernardino Machado, na Rua de Adriano Pinto Basto.

Fonte: Município de Vila Nova de Famalicão

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No dia 15 de Julho de 1866, António Feliciano de Castilho, seu filho Eugénio e o poeta Tomás Ribeiro vieram a S. Miguel de Seide visitar Camilo Castelo Branco. Ana Plácido, para assinalar o acontecimento, mandou erigir uma lápide que ainda hoje se mantém como um dos pontos de interesse do exterior da Casa de Camilo.
Foi sob o signo dessa visita que se iniciou a Acção de Formação Bibliotecas Escolares, Leitura e Literacias no 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e Secundário (30 horas), promovida pelo Centro de Formação Associação de Escolas de V. N. Famalicão e frequentada por um grupo de vinte professores – de Português, de Inglês e de Francês, do segundo e terceiro ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, com o objectivo, justamente, de “visitar” a obra riquíssima do romancista. Mas, como em Camilo, visitar a obra implica visitar a vida, o grupo de formação realizou, no dia 1 de Julho uma visita à casa onde essa atribulada vida se desenvolveu durante mais de vinte e cinco anos e de onde saiu grande parte da produção literária do autor. E, embora esse espaço fosse já conhecido da maioria dos formandos, aquelas paredes, os objectos, os móveis ganham um interesse sempre novo, quando a visita é acompanhada pela leitura de textos camilianos alusivos a esse cenário e quando é guiada e animada pelo Sr. Reinaldo Ferreira.
Castilho e companhia saíram de Seide com saudades daquela “Quinta das Delícias” e da Amélia de Landim. Nós saímos com redobrada motivação para ler e reler a prosa sempre viva do génio de Seide e para a partilharmos com os nossos alunos, tirando-a da prateleira onde incompreensivelmente os programas escolares a deixaram a ganhar pó.
João Paulo Braga

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“ PARTO A SORRIR”

Vila Nova de Famalicão.
Uma seta, uma indicação
Com estilo
A indicar a Casa de Camilo,
Centro de Estudos, Museu,
Que mereceu
Ser distinguida com,
Como sabeis,
O Prémio APOM
O melhor Museu Português 2006.
E, logo a seguir, sobre fundo branco,
A enorme figura,
Escura,
De Camilo Castelo Branco.
Depois, um notório
Auditório
Para onde fomos, velozes
Ouvir um extraordinário
Documentário:
“ Camilo e outras vozes”.
Se, para o Padre Simões,
Por várias razões,
Camilo tem uma vida
Vivida
Em dois labirintos,
Distintos,
Segundo o narrador,
Que é um primor,
Ao aproximar da casa ouvimos,
Sentimos,
Não um, mas vários labirintos
De vozes
Que, velozes,
Nos vão dando informação:
-Primeiro, a de Camilo, pois então!
Depois, a da família e dos amigos
E, também, dos inimigos,
De personagens, daquelas
Dos romances e novelas.
Vozes, também, quem diria
Do Teatro e Poesia
E ainda outras, que tais,
Das polémicas em Jornais,
Todas elas a dizer,
Sem nuances,
De forma bem realçada,
Que Camilo escreveu romances
De encantar
E de “fazer chorar
As pedras da calçada”.
Vozes a advertir:
-Dois labirintos, desde a entrada,
Em que o visitante ao sair,
Pode vir pela porta errada!
Vozes a dizer
Em verso e em prosa,
Para a gente saber,
Que Camilo nasceu na Rua da Rosa
E, se não sabeis,
Em Março, a dezasseis,
De mil oitocentos e vinte e cinco.
Confesso que não brinco
Se vos disser
Que, depois, houve tanto para ouvir
Sentir
E ver
Que se torna impossível descrever…
A poética narração
Da sua paixão,
Da sua esperança,
Quando diz, com amor:
“ Amei dos campos a mais bela flor”,
Referindo-se a Joaquina de França,
Ou quando fala
Dizendo: “faz orgulho amá-la!”,
Ou “é uma alma de ferro esta mulher”
Quando se refere
Ao que passou
Com Ana Augusta, que tanto amou.
E as formas brincalhonas
Como se refere às “primeiras donas”,
Acabando por afirmar
Que foram ambas, depois de finar,
No coro dos anjos desafinar?
E a curiosa maneira de dizer
“ A ideia filosófica em uma mulher”?
De referir, porque não,
A sua carta a Negrão
Sobre Coimbra, “terra de encantos”,
Da sua vida
Vivida
Onde só o homem da vida
Conhece os cantos
E que deixará com saudades
Pelas horas pacatas
Passadas com sumidades
Mais ou menos caricatas.
Depois, um sem número de emoções
Num mundo de recordações:
A cartola que usou,
A secretária onde estudou,
Os tinteiros, onde a pena molhou.
O crucifixo,
Fixo
Na parede, aos pés da cama,
É a chama
Que o iluminou
E o relógio, lendário,
Mostra o horário
Que o orientou.
Mas o que mais nos marcou,
Foi ver a cadeira,
De palhinha e madeira,
Onde se suicidou…
Estes labirintos paralelos,
Alelos
De duas épocas duma vida,
Mostram aquilo
Que Camilo
Foi na vida:
A Arte, a História
A Memória
E a Perfeição,
De mãos dadas, fazem de eleição,
Em Vila Nova de Famalicão,
Um Museu excepcional
Dos melhores de Portugal.

Depois de tanta oferta,
Apesar do labirinto
Pressinto,
Que saímos pela porta certa.
Já com saudade, ao partir,
Com desejo de voltar,
Entrámos, “Parto a sorrir”
Saímos, “ Parto a chorar”!
Polybio Serra e Silva

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Reportagem FAMATV

Na companhia de meia centena de sacerdotes do seu presbitério, o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, esteve na Casa de Camilo, no passado dia 4 de Junho, e foi recebido pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Arquitecto Armindo Costa, e pelo Director do Museu, Professor Aníbal de Castro, que o acompanharam na visita à moradia do escritor.
Antes do almoço oferecido pela autarquia famalicense na cafetaria do Centro de Estudos Camilianos, o Professor Aníbal de Castro proferiu uma conferência sobre “Camilo Místico”, e foi descerrada uma placa evocativa da presença do Bispo do Porto em S. Miguel de Seide.
Mostrando-se grato pela recepção de que foi alvo, D. Manuel Clemente deixou escrita no Livro de Honra da Casa de Camilo a seguinte mensagem:
“Agradecendo muito o excelente acolhimento nesta Casa de Camilo, onde todos nos reencontramos na humanidade comum que o grande Escritor sofreu e ofereceu.
Manuel Clemente, Bispo do Porto
4.VI.09”
 

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Raros são, nos tempos que correm, os museus que reúnem as louváveis características da Casa de Camilo. A ambiência solitária de uma casa rural, até raiando a soturnidade, ligada ao aspecto vivido, lançam um feixe de luz na mente romântica de Camilo, permitindo a qualquer visitante entender, pelo menos, uma fracção da vasta inspiração do romântico. Atrever-me-ia, até, a dizer que será possível atingir uma fracção desta sua inspiração.
O maior encanto da Casa reside, no entanto, na sua capacidade de tornar Camilo real. A figura inatingível da Literatura Portuguesa atinge, de súbito, uma realidade tal que o visitante mais susceptível virá a acreditar que Camilo ainda vagueia pela casa da sua morte, entre seus manuscritos e livros. Sem dúvida, terá havido vários que facilmente visualizaram os mesmos eventos que o carcomido espelho dramaticamente guardando a sala, quando Camilo, cego, terminou a sua vida na fatídica cadeira.
Lamenta-se o facto de os comentários manuscritos estarem encerrados, para se preservarem, nas estantes do escritório. No entanto, não haverá mais fascinante sala para explorar do que a sala onde o génio literário produzia. Será, provavelmente, aí que se sentem as duas facetas de Camilo: de dia, crítico e leviano; de noite, profundo romântico.
Termino com a incontornável constatação de que, embora a casa seja responsável pela maior parte do realismo, nada seria sem o guia adequado. Deixo, desde já, os mais sinceros parabéns ao Senhor Reinaldo Ferreira, pois o seu profundo conhecimento da obra e do autor revela-se, sem dúvida, a parte mais interessante e intrigante da visita.
Ana Rita Tavares
C.L.I.B., Form 11º Ano

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Caro Camilo,
Fui lá a casa. Lá entrei, como intruso. Tudo estava intacto, menos tu. Mesmo a tua vida, ou o que dela a nós e a ti próprio conseguiste mostrar, eu pude encontrar: num pormenor de um quarto, de um objecto, de um dos episódios da tua desaventurada vida que ficaram registados e que, com tanta admiração e cordialidade, me foi descrita. Sim, era um intruso porque, mesmo já lá não estando, a tua memória persiste, a tua vida continua, suspensa.
E fui sem convite! Mas estou certo de que me abririas a porta. Agora, creio que sim. Aquela árvore, a Acácia do Jorge onde o Jorge já não toca flauta, tu e a janela, eu apoderei-me dessa tua imagem, um pouco. E, nesse pouco, reconheci-te. Nisso e nos breves pareceres no bordo dos teus livros, claro. Porque o silêncio estático da inexistência e a quietude intensa das coisas que ficam faziam-me adivinhar-te, como quem espera um amigo que se ausentou e em qualquer ruído escuta um sinal da sua aproximação.
Ouço-te, caro Camilo. E o teu nome pimpão impresso nas longas estantes do meu pai é já para mim a recordação de um amigo. Até breve!
Braga, cinco de Março de 2009
Sofia Teles
C.L.I.B., Form 11º Ano

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