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Posts Tagged ‘16 de março’

No dia de aniversário, apresentação dos Estudos Camilianos 12: Leituras da Natureza em Camilo Castelo Branco.

 

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Dia de aniversário, Camilo é homenageado, em Lisboa, com uma enorme manifestação de escritores, artistas, estudantes e várias associações. Sendo-lhe oferecida uma coroa de loiros, uma iniciativa de João de Deus.

 

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A Casa de Camilo assinala o 190.º aniversário do nascimento do escritor com a apresentação pública do projeto de ampliação e arranjos exteriores da Casa de Camilo-Museu.

 16 março de 2015


10h30 – Exibição da peça em teatro de marionetas Maria Moisés, adaptada da obra de Camilo Castelo Branco e representada pelos elementos do Serviço Educativo da Casa de Camilo

11h15 – ‘A correspondência de António Lopes Mendes para Camilo Castelo Branco’, palestra de Elísio Amaral Neves e exposição documental.

11h45 – Visita à Casa de Camilo – Museu

15h00 – Inauguração da exposição «Casa de Seide: história e estórias»

15h15 – Apresentação do Projeto de ampliação e arranjos exteriores da Casa de Camilo – Museu

16h00 – Apresentação da edição «Viajar com… Camilo Castelo Branco»

viajar com

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Dava nos olhos de toda a gente
Quando moço, foi um dos mais afamados janotas do seu tempo;
E, já entrado em anos, vestia-se ainda pelo figurino romântico.
Estou a vê-lo nas ruas do Porto, quando ele tinha saúde
para visitar as casas Moré e Chardron, por onde estanciava às vezes,
com a roda escolhida dos seus amigos literatos.
Era alto e magro; e no seu rosto ovado e pálido viam-se
Fundos sinais de varíola. Usava bigode e cabeleira comprida
e quase sempre trazia lunetas escuras, que a espaços
tirava para fixar melhor o seu interlocutor
com os seus pequenos e vivíssimos olhos pretos.
Trajava uma sobrecasaca escura e comprida
com alamares e agaloado a peles, chapéu alto,
e botas à Frederico, com luzidias esporas de fivela.
E sempre de luvas.
O Camilo não tinha essa presença gentil e insinuante,
que atrai e domina logo à primeira.
Era necessário ouvi-lo falar para ficar uma pessoa presa
e encantada da sua conversação erudita e cintilante de graça,
aliada ao trato mais fino e delicado,
que pode dar uma educação fidalga.

José de Azevedo e Menezes

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