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Posts Tagged ‘A brasileira de Prazins’

«Os vícios são a arte de viver bem e alegremente. Assim se pensa, embora não se diga.»
(In A Brasileira de Prazins)

 

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«Os vícios são a arte de viver bem e alegremente. Assim se pensa, embora não se diga.»
(In A Brasileira de Prazins)

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«O alferes, com água pela cinta, desatascou-se dos lamaçais de além; e, horas depois, repassando o Ave na ponte da Lagoncinha e vencidas duas léguas de chafurdeiros e barrocas, entrava na sua casa das Lamelas, bebia um grande trago de genebra, e, floreando a espada, bradava: “Viva o Sr. D. Miguel I”.»
(In A brasileira de Prazins)

 

Miguel Stadler

 

 

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Foi apresentado ontem, dia 28 de maio, no auditório do Centro de Estudos Camilianos, o livro “Cartas de amor”, cenas inspiradas na obra “A brasileira de Prazins” de Camilo Castelo Branco.
Uma iniciativa da Casa Museu de Camilo que contou com a colaboração do formador Luís Bizarro Borges e de várias turmas do 4º ano, do primeiro ciclo, de Vila Nova de Famalicão.

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A noite começou chuvosa, mas estávamos muito ansiosos, pois iríamos descobrir mais histórias do mestre da literatura portuguesa, Camilo castelo Branco.
Munidos de agasalhos e de guarda-chuvas, lá começámos o percurso, saímos de Seide em direção ao cruzeiro de Seide S. Paio, a primeira paragem, com muita chuva e uma pequena encenação de um extracto da obra “A brasileira de Prazins”, muito engraçado, mereceu várias gargalhadas, contudo a esposa do melro estava com uma voz muito esquisita, muito varonil.
De novo pés ao caminho, a chuva abrandou e até já começávamos a sentir um calorzinho, já em Requião, atravessámos uma zona bastante rochosa, passámos ao lado do Convento da Fraternidade Cristo Jovem e seguimos até à Capela de Santa Lúzia, aí aconteceu algo de extraordinário após um exorcismo, a chuva parou, como por milagre e a rapariga libertou-se do espríto.
Próxima paragem, Ninães, e mais uma leitura camiliana, desta vez da obra “O Senhor do Paço de Ninães”, um local muito agradável e com alguns pormenores que saltaram aos olhos, como um passadiço entre casas coberto de flores e cabacinhas e um pequeno caminho de degraus em calçada portuguesa.
Continuamos o percurso de regresso a Seide, e de repente, um assalto, o bando do Zé Telhado, mais uma vez nos cruzamos nestas andanças camilianas.
Já no Centro de Estudos Camilianos, mais uma surpresa, o tradicional caldo verde com tora, uns rojões e bela broa minhota com couve e tudo. Regados com vinho verde da região.
Após os comes e bebes, houve tempo para umas cantigas, cantarolámos, dançámos e depois limpámos.
Um Serão bem passado: passeio, livros e comida. Não há nada melhor!
Bem-haja Sr. Camilo. E todos os seus seguidores.

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A Casa de Camilo realiza, pela primeira vez, no dia 18 de maio, às 21h30m, um trilho camiliano inspirado nas obras “A brasileira de Prazins” e “O Senhor do Paço de Ninães”. Um percurso pedestre entre Seide, Requião e Ninães, com algumas leituras camilianas pelo caminho. 
A iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através da Casa de Camilo, com a colaboração da Junta de Freguesia de S. Miguel de Seide; Grutaca – Grupo de Teatro Amador Camiliano; Grucamo – Grupo de Caminheiros de Montanha, Agrupamento de Escuteiros e Café Camiliano.

«Estamos no Minho, o leitor e eu.
Chegamos à «Portela», uma légua andada de Vila Nova de Famalicão, na estrade de Guimarães. Deixada a estrada, entremos numas brenhas de árvores, por atalho tortuoso com o seu dossel de carvalheiras e festões de vides enroscadas nelas. Andou o leitor um quilómetro em vinte minutos, se não parou algumas vezes a respirar o acre saudável das bouças…»
(In O senhor do Paço de Ninães)

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Reler as Novelas do Minho, de Camilo, é uma boa hipótese para tempos de crise. Ali está Portugal, o que prezamos e o que nos enjoa. Camilo, que foi tratado como «o último miguelista de Portugal», dá a volta à província desenhando a galeria dos seus personagens: brasileiros («os de profissão» e «os do Brasil», nunca enganando o ressentimento contra Pinheiro Alves, a quem ficou com o relógio); herdeiros pobres que morrem nas serras, sob a neve e a geada; mulheres de dedos nodosos (um dos primeiros retratos de amor entre mulheres, na nossa literatura, está em «O Cego de Landim») e de peito arfante, melodioso; bacharéis do século dos bacharéis, políticos vingativos e de digestões difíceis; gente corada, apopléctica, mandibulando bacalhaus de cebolada; românticos perdidos; tuberculosos das secretarias, compondo maus versos e acabando na câmara de deputados — está tudo lá, está tudo lá, como está n’ A Brasileira de Prazins, a obra-prima. Para os fanáticos de Cormac McCarthy, lembrem-se que a expressão original é de Camilo. Numa das novelas, é o próprio que se lamenta: «Este país não é para ninguém.»
Francisco José Viegas

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