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Posts Tagged ‘A filha do arcediago’

«Não há nada que me incomode tanto como ter de ler o que escrevo.»
(In A Filha do arcediago)

 

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«Neste mundo há só duas cousas que me afligem: são os maus charutos e madrugadas antes da uma hora da tarde. No mais entendo que este globo é o melhor de todos para quem não tiver calos e reumatismo.»

(In A Filha do Arcediago)

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«A derradeira consolação do infeliz é perdoar. Eu perdoo.»
(In A filha do Arcediago)

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«Valha-nos Deus, leitores, que muito amargo é o dizer a verdade inteira! Há momentos em que o escritor público se vê forçado a corar.»
(In A filha do Arcediago)

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«Acredito que o prazer de uma boa ação é o único prazer sem mistura de dor.»
(In A filha do Arcediago)

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… Lá em cima na lua diz que anda gente como por cá?
– Penso que não há certeza desse fenómeno.
– Desse?…
– Fenómeno…
– Se te não custa, diz-me o que é isso? É algum planeta?
– Nada, não é… Fenómeno é uma maneira de existir na ordem natural das cousas, manifesta de modo que as leis dos sistemas conhecidos não atingem a lei que rege esses actos…
– Ah! Agora entendi… Olha que tu sabes mais do que um frade lóio que aí há muito sábio, e que teve o descoco de dizer que a terra anda à roda!… Que te parece a cavalgadura?
– Eu acho que ele disse cientificamente a verdade.
– Essa é boa! Pois se a terra andasse à roda, também nós andávamos sempre com os focinhos pelo chão… Deixa-te disso…
– É ilusão sua. Há uma razão que nos sustenta na posição direita em que estamos.
– Bem sei que são as costas das nossas cadeiras; mas, se a terra andasse ao redor, caíam as cadeiras connosco.
– Não é essa a razão… É que todos os corpos pendem para o centro da terra… é o que se chama lei da atracção.
– Ah! Agora entendi… todos os corpos saem do centro da terra
Saem, não pendem.
– Sim, pendem para a lei da atrição
(In A filha do Arcediago)

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Se sois como eu, em cousas de romances (que no resto, Deus vos livre, a vós, ou Deus me livre a mim), gostareis de povoar a imaginação de cenas, que se viram, que se realizaram, e deixaram de si vestígios, que fazem chorar, e fazem rir. Esta dualidade, que caracteriza todas as cousas deste globo, onde somos inquilinos por mercê de Deus, é de per si um infalível sintoma de que o meu romance é o único verdadeiro.
Eu sou um homem que sabe tudo e muitas outras cousas. Não espreito a vida do meu próximo, nem ando pelos salões atrás de uma ideia que possa estender-se por um volume de trezentas páginas, que, depois, vil espião, venho vender-vos por 480 réis. Isso, nunca.
Tudo o que eu seu, e muito mais que espero saber, é-me contado por uma respeitável senhora, que não vai ao teatro, nem aos cavalinhos, e que tem necessidades orgânicas, mas todas honestas, e, entre muitas, é predominada pela necessidade de falar onze horas em cada dez. Desde que tive a ventura de conhecê-la, não invejo a sorte de ninguém, porque vivo debaixo das mesmas telhas com esta boa senhora, e posso satisfazer a mais imperiosa necessidade da minha organização, que é estar calado. É que não podemos falar ambos ao mesmo tempo…
(In A filha do Arcediago)

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A Comunidade de Leitores da Casa de Camilo pretende ser um grupo de pessoas que partilharão informação sobre a vida e a obra de Camilo Castelo Branco, podendo assim alargar os seus conhecimentos.

“A FILHA DO ARCEDIAGO”


A Filha do Arcediago, 1854
Narra-se a história da vida de Rosa Guilhermina, filha dos amores ilícitos de Ana do Carmo e do arcediago de Barrosos. Rejeitada à nascença pela mãe, acaba por casar com Augusto Leite, um marido que lhe desbarata a fortuna e de quem tem uma filha, Açucena. Após a fuga do marido e arruinada, reconcilia-se com uma antiga amiga, Maria Elisa. Acaba por casar com o seu amor de juventude, José Bento.

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«O infortúnio ilumina o entendimento. Para o que sofreu não há mistérios de dor no coração do estranho.»
(In A filha do Arcediago)

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“O dinheiro! Vós não sabeis o que são essas oito letras, que só elas valem as vinte e cinco do alfabeto!
O dinheiro, amigos! Eu nunca me cansarei de vos lembrar esta palavra, três silabas distinctas que fazem o único deus verdadeiro deste paganismo ignominioso em que medram os vícios da sociedade.”
(In A filha do arcediago)

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