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Posts Tagged ‘A queda dum anjo’

«As devassidões postas em música dão bem a entender que geração esta é!
Brinca-se com o crime, abafando-se os gemidos da humanidade com o estridor das trompas e dos zabumbas.»
(In A queda dum anjo)

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«As maroteiras são como os tremoços: quem come um come um cento. Se você fez a primeira, é regularmente lógico que faça dez a fio.»
(In A Queda dum anjo)

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«A mãe é a flor, os filhos são o fruto.»
(In A queda dum anjo)

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Através do Ateliê de Escrita Criativa, já na sua 10.ª edição, e que teve a orientação de Pedro Chagas Freitas, quatro turmas do 4.º Ano de várias escolas do concelho de Vila Nova de Famalicão redigiram histórias que resultaram no livro hoje apresentado.

“És um anjo” é o resultado desse trabalho que decorreu ao longo do ano letivo 2015-16, o qual teve como mote a obra “A queda dum anjo”, 150 anos depois da sua primeira edição.

Livros, teatro, muita alegria… neste Dia da Criança no Museu de São Miguel de Seide.

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Juramento

«Nos primórdios da humanidade, a boa-fé dispensava os juramentos: hoje em dia, para tudo se faz mister jurar, porque a boa-fé desapareceu velut umbra da face da terra.»
(In A Queda dum anjo)

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«O amor, quando é sério, põe às canhas o mais pespontado espírito, e mais mazorral também.»
(In A queda dum anjo)

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Calisto Elói, morgado de Agra de Freimas, vive numa pequena aldeia, de seu nome Caçarelhos, em perfeita harmonia com a sua esposa, D. Teodora de Figueiroa. O conhecimento dos clássicos, aos quais dedicou as leituras de toda uma vida, encheu-o de uma sabedoria moralista e conservadora que faz com que seja eleito deputado pelo círculo de Miranda. A sua presença em Lisboa e os seus discursos no Parlamento fazem sensação por causa da defesa da moral dos costumes antigos em detrimento do luxo e dos teatros. A experiência da sociedade lisboeta, no entanto, não deixa o morgado imune. A contaminação da personagem e os indícios da queda expressam-se exteriormente através da primeira visita a um alfaiate lisboeta. Esse é o primeiro passo de um percurso que culminará na transfiguração de anjo em alguém que a sua própria mulher não reconhecerá. Esta transfiguração exterior traduz uma metamorfose moral, consumada na defesa de princípios liberais em discursos tão ocos como aqueles que no início condenara e na ligação adúltera que mantém com uma viúva brasileira, D. Ifigénia Ponce de Leão. Com isto, Camilo pretende, usando a história de Calisto como alegoria, traçar o processo de contaminação de um Portugal saudável e incorruptível pelas mudanças políticas, sociais, culturais e religiosas da época.
Confesso que já não pegava em Camilo Castelo Branco desde que estudei o livro Amor de Perdição no Ensino Secundário. Aproveitei que me cruzei com este exemplar bastante em conta na Feira do Livro da Póvoa de Vazim para o adquirir e encontrar-me de novo com a obra camiliana. Através da história de Calisto, Camilo defere duras críticas à sociedade, com especial enfoque na classe política. Mas apesar de essas mesmas críticas serem pungentes, o tom com que o autor aborda ao tema é leve. Camilo utiliza o humor, criando uma série de personagens-tipo para alcançar o ponto a que pretende chegar. É esse humor que, de certa forma, facilita a leitura desta obra e não a torna demasiado maçadora ou cansativa. Foram várias as gargalhadas que dei durante a leitura, principalmente nos momentos de discussão parlamentar. Os discursos da Assembleia em 1820 parecem tão vagos de ideias e tão cheios de palavras vãs como os de hoje. Um livro interessante, que recomendo a quem tem gosto pelos livros considerados clássicos da nossa literatura.
Fonte: Na Companhia dos Livros

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