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Posts Tagged ‘A viúva do enforcado’


“- Olha, se eu dava a minha filha a esse Herodes!
Credo! Que vá casar com o diabo que o leve,
Deus me perdoe!

(In A viúva do enforcado)

 

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Em 1873, vindo eu de Santo-António-das-Taipas a Guimarães, por uma manhã de junho, entrei no cemitério com um meu amigo.
Estava o coveiro a aplanar com a enxada um valo de sepultura.
– Quem se enterrou aí? – perguntou o meu amigo.
– Foi D. Teresa da rua dos Fornos.
– Ah! Já sei… – disse o meu companheiro.
– Era a viúva do enforcado? – perguntei eu – Que é isso?
E referiu-me a história.
Perguntei-lhe, afinal, por Caetana, porque eu – que excentricidade! – achei aquela Caetana uma peça verdadeiramente nacional, portuguesa de todos os quilates.
(In A Viúva do enforcado)

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«… o escrúpulo é a chave que abre a porta por onde a inocência há-de escapar-se, tarde ou cedo.»
(In A viúva do enforcado)

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A Comunidade de Leitores da Casa de Camilo pretende ser um grupo de pessoas que partilharão informação sobre a vida e a obra de Camilo Castelo Branco, podendo assim alargar os seus conhecimentos.

A Viúva do Enforcado
Inserida na obra “As Novelas do Minho”, conta a história dos amores contrariados de Teresa de Jesus. No primeiro caso, a oposição dos pais, obriga o par a uma acidentada fuga para Espanha, onde ficam a viver. Depois, já viúva, Teresa volta a casar, tendo que fugir com o marido sob ameaça do alcaide, que acabará por mandar enforcar o moço para vingar a desonra e morte da filha.

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«Minhas Senhoras, VV. Ex.as não imaginam como suas mães foram amadas! Nós éramos românticos. Não tínhamos mais dinheiro que estes bancos rotos de hoje em dia; mas tínhamos papéis que valiam mais que eles: eram sonetos. Estes sonetos é possível que não fossem muito boas acções; mas não enganavam tantas famílias como as bancárias. Um rapaz com seis pintos, uma lira de pinho de Flandres e alguns suspiros, fazia conquistas de lágrimas: e quando ele passava, envolto na capote e no mistério, alta noite, a olhar para os terceiros andares, fazia desmaios de amor. Sei de casos lacrimáveis, que hoje fazem sorrir a geração nova, que nasceu com a alma oxidada como um pataco de D. João VI.»
(In A viúva do enforcado)

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«Tinha passado a festa do Natal de 1822 em Guimarães, e levara à sobrinha um grilhão de ouro da sua viúva dentro de uma rosca de pão-de-ló. Gostou muito de a ver entretida com o presépio do Menino Jesus, cheia de devotos carinhos, ora beijando-lhe os pés, ora incensando o recinto do religioso espectáculo, guardando em todos estes actos umas atitudes misteriosas e uns silêncios respeitosos e dignos das primitivas cristandades nos subterrâneos da Roma pagã. Acompanhou o tio Manuel a sobrinha à missa do galo, e embirrou com o fidalgo do Toural que lhe atirou confeitos a ela, e a ele dois rebuçados velhos à cara que pareciam de chumbo.»
(In A Viúva do Enforcado)

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«Os sítios visitados depois de muitos anos de ausência, revivem recordações, figuras, existências e vozes que por aí vimos e ouvimos quando os deixámos».
(In A viúva do enforcado)

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