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Posts Tagged ‘Alberto Pimentel’

«O talento de Camilo é nosso, estamos há longo tempo familiarizados com ele; tanto o estimamos, que o vamos procurar mal que se anuncia um livro novo. Nós lemos o livro já enroupado em galas de extremada linguagem; mas o seu gabinete lê o esboço da novela tal como lhe saiu do coração. Nós vemos a estátua; o seu gabinete vê Pigmalião…»

Alberto Pimentel

 

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«Os abadessados ou outeiros eram então cenáculos de moços talentosos e alegres, que se reuniam nas grades de um convento para festejar com glosas e libações a eleição ou reeleição de uma abadessa. Camilo frequentou essas festas mais pagãs do que conventuais.»
(In O Romance do romancista, de Alberto Pimentel)

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Igreja do Salvador, Ribeira de Pena, onde casaram Camilo e Joaquina.

Registo de casamento de Camilo e Joaquina

Camilo Ferreira Botelho castelo Branco, filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, e Jacinta Rosa Almeida Espírito Santo, da cidade de Lisboa e do presente assistente nesta freguesia do Salvador, e Joaquina Pereira, filha de Sebastião Martins dos Santos, e Maria Pereira de França, do lugar de Friúme, desta freguesia do Salvador da Ribeira de Pena contraíram o Sacramento do matrimónio por seus mútuos e expressos consentimentos in facie Ecclesiae conforme o Concílio Tridentino e Constituição do Arcebispado com comutação de proclames para depois de recebidos na minha presença e das testemunhas abaixo assinadas,

A 18 de Agosto de 1841.

Este casamento foi uma infâmia!

(Palavras de Camilo a Alberto Pimentel quando este, em 1888, lhe referiu o seu matrimónio com Joaquina)

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«Uma vez, Alberto Pimentel e Camilo conversavam sobre vários assuntos literários. A certa altura, disse Alberto Pimentel:
– Talvez o Sr. Camilo não acredite, mas sei de cor todos os seus pseudónimos?
– Não é possível.
– Quer ouvir… Egresso Bernardo de Brito Júnior; A voz da verdade; F. Fagundes; Gervásio Lopes Canavarro; José Mendes Enxúndia; Rosária dos Gogumelos; Manuel Coco; Anastácio das Lombrigas; A. E. I. O. Y.; Felizardo; João Júnior; O antigo Juiz das Almas de Campanhã; O possesso Anacleto dos Coentros; Archi-Zero, Visconde de Qualquer Coisa…
– Que rica memória, Alberto! – comentou Camilo.
– O curioso é que te esqueceste precisamente do meu pseudónimo mais vulgar…
– ?
– Camilo Castelo Branco!»

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Na abertura da IV edição do Festival de Teatro Amador – Terras de Camilo, que decorreu ontem, dia 13 de Fevereiro, pelas 21h30, no auditório da Casa de Camilo – Centro de Estudos, em S. Miguel de Seide, o Grutaca – Grupo de Teatro Amador Camiliano voltou a apresentar a comédia “O Lobisomem”, escrita em 1850 por Camilo Castelo Branco e publicada postumamente.
A peça foi estreada no ano passado, a 17 de Maio, no âmbito do Dia Internacional dos Museus.
O público presente pôde apreciar um interpretação segura da peça que é, segundo Alberto Pimentel, a história provavelmente exacta do seu galanteio e casamento com Joaquina Pereira, sua primeira mulher. Refere também que esta comédia tem um alto valor psicológico, sobretudo biográfico, porque o autor, retratando-se a si mesmo no papel de protagonista, o estudante disfarçado de lobisomem, faz-se rodear de todo o cenário que circunscreveu a sua vida em Ribeira de Pena, no tempo em que ali casou com Joaquina, do Lugar de Friúme.
O Festival decorrerá neste local entre 13 de Fevereiro e 28 de Março de 2010, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

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