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Posts Tagged ‘António Feliciano de Castilho’


Foi a 15 de julho de 1866 que «o príncipe da lira portuguesa» António Feliciano de Castilho visitou a Tebaida de Ceide, onde foi recebido com mostras de maior alegria e admiração, no meio de iluminações e desnates. Ao «príncipe» ficaram associados os nomes de Tomás Ribeiro, Eugénio de Castilho e Vieira de Castro, embora este à última hora tivesse de adiar a visita. Lá está a «Pedra» a relembrar para a posteridade a data e os intervenientes neste convívio de artistas, que tanto animou e alegrou aquela soturna e triste «Casa Assombrada».

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«Meu querido amigo
[…] Lisboa! Porque me está V. Ex.ª gabando Lisboa! A água é má; os laranjais do Tejo não sobrepujam em perfumarias os escoadouros marginais; a imprensa são pântanos; os escaravelhos literários querem à força que lhes cheiremos a maçã. Como hei-de almejar ver-me aí entre cafres que desembestam (ficando eles sempre bestas) as suas azagalas até ao santuário em que V. Ex.ª trabalha para nos ensinar e honrar! Fora burros! Deixe-me V. Ex.ª cuidar que no Porto há mais ladrões e menos bestas. Nos primeiros há de bom sequer o silêncio da ignorância conscienciosa.
(Carta de Camilo a António Feliciano de Castilho)

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No dia 15 de Julho de 1866, António Feliciano de Castilho, seu filho Eugénio e o poeta Tomás Ribeiro vieram a S. Miguel de Seide visitar Camilo Castelo Branco. Ana Plácido, para assinalar o acontecimento, mandou erigir uma lápide que ainda hoje se mantém como um dos pontos de interesse do exterior da Casa de Camilo.
Foi sob o signo dessa visita que se iniciou a Acção de Formação Bibliotecas Escolares, Leitura e Literacias no 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e Secundário (30 horas), promovida pelo Centro de Formação Associação de Escolas de V. N. Famalicão e frequentada por um grupo de vinte professores – de Português, de Inglês e de Francês, do segundo e terceiro ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, com o objectivo, justamente, de “visitar” a obra riquíssima do romancista. Mas, como em Camilo, visitar a obra implica visitar a vida, o grupo de formação realizou, no dia 1 de Julho uma visita à casa onde essa atribulada vida se desenvolveu durante mais de vinte e cinco anos e de onde saiu grande parte da produção literária do autor. E, embora esse espaço fosse já conhecido da maioria dos formandos, aquelas paredes, os objectos, os móveis ganham um interesse sempre novo, quando a visita é acompanhada pela leitura de textos camilianos alusivos a esse cenário e quando é guiada e animada pelo Sr. Reinaldo Ferreira.
Castilho e companhia saíram de Seide com saudades daquela “Quinta das Delícias” e da Amélia de Landim. Nós saímos com redobrada motivação para ler e reler a prosa sempre viva do génio de Seide e para a partilharmos com os nossos alunos, tirando-a da prateleira onde incompreensivelmente os programas escolares a deixaram a ganhar pó.
João Paulo Braga

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