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Posts Tagged ‘ateliê de escrita’

Última sessão do ateliê de caligrafia inglesa estamos entusiasmados, finalmente escrevemos frases, ainda ligeiramente corrigidas pela mão firme da professora Marília. Não é uma caligrafia fácil, exige paciência e concentração, nas primeiras sessões foi grande a vontade de desistir. Mas, não desistimos, insistimos e conseguimos.
E já terminou, infelizmente.


Os Calígrafos

No Centro de Estudos Camilianos, à quarta-feira, ao fim da tarde, à volta de uma grande mesa junta-se um grupo “ e aí nos tornamos amigos” partilhamos tinteiros, aparos e algumas histórias.
Aqui, com a professora Marília aprendemos caligrafia, desta vez a letra inglesa.
A professora vai fazendo a cada um a demonstração passo a passo e enquanto vamos praticando ela sempre delicada e simpática, com toda a calma e paciência vai fazendo a avaliação dizendo sempre muito razoável, aceitável, excelente, temos aqui bons calígrafos.
És mesmo simpática Marília incentivas imenso com as tuas práticas.
Em nome do grupo, agradeço a quem nos proporcionou estes momentos de aprendizagem e convívio, assim como ao pessoal desta casa, onde sempre fomos bem recebidos.
Já vou tendo saudades pois esta fase de lições de caligrafia está acabar, espero que uma nova fase aconteça, desta vez para aprender a letra gótica.
Um grande abraço para todos.
Rosa Maria

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Reportagem da FAMATV (Televisão de Famalicão)

“Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto.” O ditado popular parece ter servido de mote às cerca de 150 crianças do 1.º ciclo do ensino básico de Vila Nova de Famalicão, que participaram na criação do livro infantil “Não há limites para os Sonhos”. Desafiados pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através da casa de Camilo, e inspirados pelo escritor Camilo Castelo Branco, os alunos escreveram uma história fantástica, repleta de aventura, humor e peripécias diversas.
Dividido em cinco capítulos (cada turma escreveu um), o livro é composto por 44 páginas que contam a história de um menino, que embarca numa viagem no tempo extraordinária, onde se encontra com personagens históricas como Bernardino Machado e, claro, Camilo Castelo Branco e o seu grande amor, Ana Plácido.
Para Joana Campos, aluna do 4.º ano da Escola Básica de S. Miguel-o-Anjo, de Calendário, que participou na redacção do último capitulo da história, “esta foi uma experiência muito agradável”. “Eu sempre gostei de ler e escrever, por isso adorei esta experiência”. Além disso, a composição do livro levou os alunos a visitarem diversos espaços culturais do concelho, como “o Museu da Industria Têxtil e a Casa de Camilo, entre outros”, salientou. Orgulhosa e feliz com o resultado final, Joana Campos disse estar “ansiosa por mostrar o livro aos pais e familiares”.
Por sua vez, a professora Lídia Santos, do Externato Delfim Ferreira, de Riba de Ave, que orientou os alunos que escreveram o segundo capitulo da história, considerou a experiência “muito interessante e enriquecedora para as crianças”. “Logo que soube do projecto, fiz questão de participar e os meus alunos reagiram muito bem à ideia”, salientou.
Para o vereador da Educação da Câmara Municipal de Famalicão, Leonel Rocha, “este é o terceiro ano que o projecto é desenvolvido e a adesão das escolas tem sido cada vez maior”. Neste âmbito, de acordo com o responsável, no próximo ano lectivo será criada uma oficina da escrita que através de um formador especializado orientará os alunos para a escrita especifica de livros.
Leonel Rocha enalteceu os objectivos do projecto salientando que, para além de “estimular o gosto pela escrita e pela leitura, o projecto sensibiliza o mais novos para o conhecimento do escritor Camilo castelo Branco e a sua obra, permitindo ainda aguçar a curiosidade sobre o património cultural e histórico famalicense”. O responsável aproveitou ainda a oportunidade para agradecer “o empenho e dedicação” dos professores na concretização do projecto.
O livro será agora distribuído pela diversas bibliotecas escolares e bibliotecas municipais onde poderá ser consultado. As escolas participantes na elaboração do conto foram a Didáxis Riba D’Ave, a Escola Particular do Barreiro, o Externato Delfim Ferreira, o Externato “A Escolinha”, a EB1 da Portela (Ribeirão) e a EB1 São Miguel-O-Anjo (Calendário).
Informação do Município de Vila Nova de Famalicão

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Quando recebi o telefonema para participar nesta iniciativa fiquei muito satisfeita e entusiasmada mas ao mesmo tempo apreensiva, uma vez que não sabia como as crianças iriam corresponder à iniciativa. Conhecendo eu os alunos, pensei que teriam todas as capacidades necessárias a um projecto deste tipo, mas quando os confrontei com o que seria necessário fazer, constatei que eles ficaram muito nervosos e ansiosos, passando também esses sentimentos para mim.
A responsabilidade que nos era incutida era, no fundo, maior do que as restantes escolas na medida em que éramos nós a executar a parte principal: a capa.
A partir do momento em que tive a história em mãos, embora ainda incompleta, li-a de imediato e eles ficaram deliciados querendo saber o resto que chegou dias depois. Quando conheceram a história na totalidade, fizeram um desenho individual inspirado na história. Estes desenhos foram guardados por mim sem saber ainda muito bem como iríamos trabalhar a capa e a impaciência deles começava a aumentar. Entretanto, a partir desta história foi-nos permitido espreitar um pouquinho a vida de Camilo Castelo Branco porque a curiosidade ficou aguçada e o texto convidava a imaginação a viajar pela casa do autor. Proporcionou-se assim um maior interesse pelo escritor e chegamos até a ler em sala de aula o Livro Amor de Perdição, uma adaptação da obra para crianças, que apaixonou toda a gente. Quando foi necessário realmente terminar o trabalho, peguei nos desenhos todos, espalhei-os em cima da mesa e com a ajuda da professora de artes e expressões, decidi recortar as partes essenciais de cada desenho e fazer uma montagem numa folha branca. Conseguimos, na minha opinião um resultado muito interessante e a partir do mesmo foi também muito consensual a escolha do título.
No dia de entrega o nervosismo foi imenso e a partir daí, a cada dia crescia a ansiedade de conhecermos a obra final. O momento da apresentação tornou-se também muito especial porque no mesmo dia visitamos a Casa de Camilo para assim terminar em beleza esta aventura. No final tem ainda um sabor muito especial porque a turma é composta por alunos de 3º e 4º ano significando portanto que no próximo ano os alunos que participarão nesta iniciativa já têm um incentivo especial para o fazer.
Da minha parte resta-me dizer que esta responsabilidade foi muito saudável para todos nós, alunos e professora, e recomendamos vivamente a quem de futuro puder participar. Obrigado.
Adriana Alves
LUCIPI – Externato Particular do Barreiro

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Não há dúvida de que foi uma experiência única na vida destes alunos, pois deu-lhes a oportunidade de se sentirem como verdadeiros escritores. Não foi uma tarefa fácil, pois quando lhes lemos o I e II Capítulos, já criados por outras escolas, eles ficaram sérios e diziam que não conseguiriam dar-lhes seguimento. Mas o desafio estava mesmo aí, mostrar que eram também capazes de fazer algo interessante do qual se pudessem orgulhar mais tarde.
E como o lema desta escola é “nunca desistir”, os alunos empenharam-se, e todos os dias, obrigatoriamente, tinham de escrever um pouco da história para terminá-la rapidamente.
A Escrita Criativa surgiu como uma excelente oportunidade para os alunos poderem conhecer mais e melhor a vida de um dos grandes escritores portugueses – Camilo Castelo Branco.
O livro final “A Porta Misteriosa” ficou muito bom e certamente marcará um período importante na vida destes alunos. No futuro será um livro que nós adoptaremos na nossa escola para o trabalharmos sobre várias vertentes pedagógicas.
Albertina Sousa e Teresa Fernandes
EB1 Estrada – Nine

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Somos alunos do 4º Ano da EB1 de Nine e gostaríamos de dar a nossa opinião sobre o Atelier de Escrita do Centro de Estudos Camilianos. Foi uma experiência muito interessante porque se tornou num desafio cultural para nós. Lemos muito sobre Camilo, pesquisámos na Internet e conversámos com as nossas professoras sobre as nossas ideias.
No início ficámos apreensivos, pois quando as professoras leram o I e II Capítulos criados por outras escolas pensávamos que não iríamos conseguir dar seguimento à história. Mas as ideias começaram a surgir, e depois o difícil foi seleccionar as melhores ideias para tornar a história o mais interessante possível. Foi uma forma de estimularmos a nossa criatividade e ao mesmo tempo consolidar os conhecimentos sobre Camilo.
Ah! O livro final “A Porta Misteriosa” ficou espectacular, e irá ficar sempre como uma recordação viva na nossa Vida.
Alunos do 4º Ano da EB1 de Estrada – Nine

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Teve lugar, no Centro de Estudos Camilianos, no dia 18 de Junho de 2008, em Seide – Vila Nova de Famalicão, o lançamento do livro “A Porta Misteriosa”, fruto de um elaborado trabalho de articulação entre escolas, a nível concelhio.
A iniciativa, integrada no Plano Nacional de Leitura, resultou da interacção das escolas convidadas para os ateliês de escrita nos quais a nossa escola participou, com uma turma de 4º ano. Neste ateliê, os alunos tiveram como objectivo partilhar a escrita de um livro, por capítulos.
Neste intercâmbio cultural, os alunos deram continuação ao livro em construção com a escrita do quarto capítulo, onde desenvolveram o mistério do enredo, pesquisando informação em vários suportes, interagindo entre si e com a professora da turma e o professor de Apoio Sócio Educativo que os orientaram.
Este evento cultural teve uma receptividade excepcional dos alunos, que aderiram em bloco e serviu para elevar o nível cultural das nossas crianças e enriquecer a literatura infanto-juvenil do concelho de Vila Nova de Famalicão.
Estes projectos culturais são importantíssimos para valorizar as aprendizagens dos alunos e para os motivar à leitura e à escrita criativa e recreativa. Foi, por isso, uma mais-valia para todos, e os parabéns estendem-se aos alunos, escolas, autarquia e Centro de Estudos Camilianos; em suma, a todos os agentes culturais deste conselho dinâmico, percursor e dinamizador de uma cultura portuguesa para todos.
Será pois uma iniciativa a repetir em anos vindouros.
Maria de Jesus Carvalho
EB123 de Gondifelos

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