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Assinatura de Camilo Castelo Branco na página do livro de registos dos leitores da biblioteca pública do Porto, relativo ao dia 8 de novembro de 1871.

 

 

 

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A Biblioteca Pública Municipal do Porto contém no seu acervo milhares de raridades, entre manuscritos e primeiras edições, que são guardadas religiosamente na “Sala Forte”. A manutenção e preservação destes documentos custam cerca de 25 mil euros/ano.

Das cerca de 20 mil peças consideradas preciosidades, destaca-se o “Diário da viagem de Vasco da Gama”, exemplar único em todo o Mundo – inclusive, os responsáveis da biblioteca pretendem candidatá-lo a Património da Humanidade -, classificado como a maior “pérola” da instituição. A obra foi atracção de uma exposição em Berlim, na Alemanha.
Outra raridade é a “Crónica de D. Afonso Henriques”, também bastante requisitada por estudantes e investigadores – a maioria, professores universitários -, que são, aliás, os principais leitores deste tipo de obras.
Das obras rotuladas de raras, destacam-se também vários documentos de temática musical, como o “Manuscrito 714″, do século XV, que pertenceu ao cantor-mor de Santa Cruz de Coimbra e que contém um tratado de música de Johannes de Muris e peças musicais de Dufay e de outros
compositores.
Já do século XIX e XX e que integram o apelidado departamento “Museu de autógrafos”, a biblioteca dispõe de inúmeros espólios, constituído por manuscritos, primeiras edições e objectos pessoais de, entre outros, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis, António Nobre, António Carneiro, Almeida Garrett, José Régio, Antero de Figueiredo, Alberto de Serpa e Alexandre O”Neill.
Fonte: Jornal de Notícias

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Biblioteca Pública Municipal do Porto

 [Ao falar de Augusto Soromenho]

Nunca vi ninguem  que tivesse tantas artes de ganhar inimigos. […] Elle não tinha flôres, nem bifes, nem fraques. Era escrevente em um escriptorio de barreiras, percebia doze escassos vintens por dia, desvelava as noites lendo de emprestimo livros obsoletos; e, nas horas feriadas ao seu emprego quotidiano, ia à livraria publica affligir o empregados pedindo livros em linguas mortas, como se os anemicos e romanticos funccionarios da bibliotheca de S. Lazaro pudessem conhecer e carrejar os pulvureos folios-maximos dos Santos Padres.
Em um d’estes ordinarios conflitos de Soromenho com os guarda salas, por causa da MAGNA BIBLIOTHECA PATRUM ET SCRIPTORUM ECCLESIASTICORUM o encontrou um jornalista [Camilo, claro!] que lia chronicas de frades para estudar o milagre e a lingua, e encher-se de historia, de fé e de vernaculidade.
Camilo Castelo Branco
(In Cancioneiro Alegre)

Consta-nos que entre os concorrentes, se apresenta o Sr. Camilo Castelo Branco. Se no Porto há vislumbre de respeito ao talento, nem a Câmara pode deixar de o apresentar ao Governo como candidato, nem o Governo de o revestir das funções que solicita. A imprensa não é uma coisa absolutamente insignificante neste país, e a imprensa não podia abster-se de protestar contra o escândalo da exclusão. O Sr. Camilo Castelo Branco é um dos escritores mais fecundos do País, e , indiscutivelmente, o primeiro romancista português.
[…] A rejeição do Sr. Camilo Castelo Branco seria um verdadeiro abuso, uma prevaricação municipal.
Alexandre Herculano 
(In Jornal do Comércio)

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