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Posts Tagged ‘Braga’

 

«Braga é um clima doce, uma natureza opulenta, um retalho de paraíso, um ninho de verdura para se amarem as aves, que têm ali uma primavera eterna.»

(In Vinte horas de liteira)

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 A iniciativa tem como objetivos principais fomentar o gosto pela leitura dos textos de Camilo Castelo Branco e proporcionar a partilha de abordagens e de interpretações da prosa do romancista de São Miguel de Seide.
Formador: Sérgio Guimarães de Sousa

  

“Vi esta morgada, há três anos, em Braga, no teatro S. Geraldo. Estava em cena Santo António, o taumaturgo. A comoção era geral. Tanto a morgada, como seu marido, o comendador José Francisco Alvarães, choravam, às vezes; e, outras vezes, riam-se. “

 

 

 

 

 

 

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A peça vai estar em cena de 30 de janeiro a 1 de fevereiro, com sessões às 11 horas e às 15, bilhetes a 10 euros, com cartão quadrilátero a 5 €.

“Depois de, em 2016, ter estreado a tragicomédia ‘Justiça’, a CTB regressa a Camilo Castelo Branco com este ‘Amor de Perdição’ que comove pela «tenacidade dos afetos primaveris tornados desespero por tanto se querer o que se quer e desejar o que se não pode, uma teimosia destemida contra tudo e todos pela afirmação da vontade do sangue, esse amor intravenoso que só consegue transbordar em morte».

Autor: Camilo Castelo Branco
Encenação e fixação de texto: Sílvia Brito
Cenografia: António Jorge
Figurinos: Manuela Bronze
Caderno pedagógico: Ana Cristina Oliveira, Céu Costa, José Barros, Paulo César
Elenco: André Laires, António Jorge, Carlos Feio, Eduarda Filipa, Rogério Boane, Sílvia Brito, Solange Sá.
Duração prevista: 1h20”

Fonte: Theatro Circo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O Bom Jesus, em Braga, foi para Camilo um local muito especial, senão o seu preferido na região minhota. Visitou-o pela primeira vez em 1836, a caminho de Vila Real, após a morte de seu pai.
E lá voltaria…
Em 1864 dedicou-lhe um livro – No Bom Jesus do Monte: “Estas árvores são minhas amigas há vinte e sete anos”.

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«Havia muito mar quando se avistou a barra do Porto; e por isso arribamos a Galiza. A nossa Carlota, assim que pôs os quatro pés e os dois estômagos na hospedaria de Vigo engordou outra vez. O pagão não saía da beira dela. No dia seguinte abalou para Tui por uns calinhos que Deus e a civilização já fizeram desaparecer da face do globo. Ao outro dia passamos Valença; e depois a Ponte de Lima, e da lá a Braga em romagem ao Bom Jesus.»
(In No Bom Jesus do Monte)


O cais de Vigo, na Galiza, em finais do século XIX.
(Foto Pacheco Vigo)

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«Eis aqui um povo que adormeceu rezando o terço e os versos de S. Gregório, e acordou para levar ao templo o coração lavado com que se deitou! Aquele capote, forrado de baeta, com este calor que faz, é sem dúvida um grande saco de penitência debaixo do qual se escondem os cilícios expiatórios, quando vão à missa, e o garrafão do verdasco, quando voltam para casa.»
(In Duas horas de Leitura)

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Alunos das escolas secundárias Alberto Sampaio, D. Maria II, Maximinos e Sá de Miranda participaram, na semana passada, na Escola Secundária Sá de Miranda, no primeiro encontro de Autores do Minho dedicado a Camilo Castelo Branco.
O encontro teve como principal objetivo sensibilizar os alunos para o conhecimento da obra de Camilo, que atualmente não consta do plano curricular.
A professora responsável justificou a escolha da obra camiliana, para este primeiro encontro, devido às muitas referências de Camilo Castelo Branco a Braga.

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Um burro
Camilo necessitou de comprar um burro para o seu serviço e foi à feira a Famalicão. Viu um que lhe agradou e entrou em negociações com o vendedor – que era cigano. Ia a fechar-se o negócio quando o cigano proclamou, no intuito de valorizar o animal:
– Para correr não há melhor! Só digo isto a vossa senhoria: se sair daqui, montado nele, à uma hora da manhã – às duas está em braga.
– Já não me convém…
– Não lhe convém porque razão?
– Ó homem, pois que quer você que eu faça em Braga às duas da manhã?

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Entre 18 e 22 de Julho, a Universidade do Porto vai promover um curso de Verão dedicado a Camilo Castelo Branco. A iniciativa decorre no âmbito de um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Universidade do Porto, celebrado hoje, dia 14 de Junho, na Casa-Museu de Camilo, em S. Miguel de Seide. O documento foi assinado pelo presidente da autarquia, Armindo Costa, e pela vice-reitora da Universidade, Maria de Lurdes Fernandes.
O curso intitulado “Mistérios de Camilo” é composto por cinco sessões e irá decorrer na Casa de Camilo e na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Os temas abarcam diversas áreas da vida e obra de Camilo e serão apresentados por académicos especializados na obra camiliana, entre os quais a antiga ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima. As sessões teóricas serão complementadas com a exibição de um documentário sobre a vida do escritor, de filmes que recriam algumas das suas obras e com a visita guiada aos lugares camilianos de Braga e Porto.
A participação no curso tem o custo total de 100 euros e inclui as deslocações, material de apoio e refeições.
Para o presidente da Câmara Municipal “a colaboração do município nesta formação irá potenciar novas abordagens multidisciplinares e inovadoras no estudo da obra do escritor”, para além de contribuir para “o reforçar das relações de cooperação com várias instituições científicas e culturais, como é o caso da Universidade do Porto”.

FONTE: Câmara Municipal Vila Nova de Famalicão

 

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No âmbito das comemorações dos 200 anos do lançamento da última pedra do Templo do Bom Jesus do Monte, a Confraria do Bom Jesus do Monte abriu ao público a exposição ‘Mulheres de Camilo’, dedicada a Camilo Castelo Branco, escritor português consagrado do século XIX. A inauguração assinalou também o dia da morte do “maior novelista e romantista português do século XIX”, como refere José Carlos Peixoto, mesário da Confraria do Bom Jesus do Monte.
Albergada no Centro de Exposições Cónego Cândido Pedrosa, situado no andar superior da Casa das Estampas, a exposição reflecte também a “ligação forte que Camilo tinha com a estância do Bom Jesus”, referiu João Varanda, responsável da Confraria do Bom Jesus do Monte, recordando a narrativa camiliana intitulada ‘No Bom Jesus do Monte’.
O responsável apelou a Armindo Costa, presidente da Câmara Municipal de Famalicão, a trazer a rota camiliana ao Bom Jesus. João Varanda anunciou ainda a organização do ‘Primeiro Congresso Luso-brasileiro do Barroco’ em Outubro, bem como a assinatura de um protocolo com a Fundação Dr. António Cupertino de Miranda a 24 de Julho para a realização do ‘Seminário sobre o Barroco’.
Recordando os 121 anos do falecimento de Camilo Castelo Branco, o director da Casa-Museu de Camilo Castelo Branco em S. Miguel de Seide, salientou que terá sido no Bom Jesus do Monte que Ana Plácido “cedeu aos encantos de Camilo”.
Marcando presença em 30 cidades, a exposição itinerante ‘Mulheres de Camilo’ nasceu em 1995, estreando-se nas instalações da Fundação Dr. António Cupertino de Miranda. Armindo Costa, presidente da Câmara Municipal de Famalicão, realçou a importância da exposição para quem “lê, estuda, admira Camilo”, concorde ou discorde da sua vida.
Victor Sousa, vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, frisou o estreitamento das relações dentro do ‘Quadrilátero Urbano’, programa estratégico de cooperação que esteve na génese da organização da iniciativa, procurando “enaltecer os valores da região” através de uma exposição que procura encantar o público.
D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, referiu que Camilo encontrou o “silêncio e a oportunidade de reflectir” na estância do Bom Jesus, constituindo um exemplo para a “sociedade apressada e débil” que esquece a importância do diálogo com os outros e em especial com as crianças, no Dia Mundial da Criança.
A exposição fica patente no Bom Jesus até Outubro.

Fonte: Correio do Minho, 02-06-2011

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