Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Brasil’

Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) considerado o maior nome da literatura brasileira. Foi poeta; romancista; cronista; dramaturgo; contista; folhetinista, jornalista e crítico literário.

Dom Casmurro é um romance, escrito por Machado de Assis em 1899, sendo o personagem principal Bento Santiago, o narrador da história.

Anúncios

Read Full Post »


O Congresso Internacional Camilo Castelo Branco realiza-se nos dias 19 e 21 de Setembro, de 2012, na Universidade de São Paulo, Brasil.
O objectivo deste congresso é fomentar, investigar e divulgar os resultados de estudos relacionados com temas que surgem da pesquisa do livro Amor de Perdição, assim como uma reflexão crítica sobre o autor e a restante obra.
Programa

Read Full Post »

Real Gabinete Português de Leitura,  fundado em 14 de Maio de 1837, no Rio de Janeiro. Surgiu de um grupo de imigrantes portugueses, que pretendiam ampliar os conhecimentos e erguer um monumento à cultura portuguesa.
O edifício é um projeto do arquiteto português Rafael da Silva e Castro, a fachada, inspirada no Mosteiro dos Jerónimos de Lisboa, foi trabalhada por Germano José Salle em pedra de lioz em Lisboa e levada de navio para o Rio de Janeiro.
As quatro estátuas que a adornam retratam, respectivamente, Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama. Os escritores Fernão Lopes, Gil Vicente, Alexandre Herculano e Almeida Garrett são homenageados em medalhões.


Inaugurado em 1880, com a presença de D. Pedro, possui o maior número de obras de autores portugueses fora de Portugal. Cerca de 400 mil títulos da Literatura Portuguesa fazem parte do acervo, com a maior coleção de camilianas, (Conjunto de livros escritos por ou sobre Camilo Castelo Branco), fora de Portugal , além da primeira edição de um livro de Os Lusíadas, de 1572, uma raridade que pertenceu à Companhia de Jesus.


Em 1900, o Gabinete Português de Leitura transforma-se em biblioteca pública.
Real Gabinete Português de Leitura

Read Full Post »


D. Manuel Clemente, recentemente agraciado com o Prémio Pessoa 2009, é o próximo convidado de “Um Livro, Um Filme”, iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através da Casa de Camilo Castelo Branco, e que se realiza no próximo dia 26 de Fevereiro, a partir das 21h30, no Centro de Estudos Camilianos,em S. Miguel de Seide, em Vila Nova de Famalicão.
O ciclo “Um Livro, Um Filme” decorre na última sexta-feira de cada mês, contando com a presença de uma personalidade da sociedade portuguesa, que apresenta e comenta um filme, preferencialmente adaptado de uma obra literária.
D. Manuel Clemente escolheu a película “Palavra e Utopia”, um filme de Manoel de Oliveira sobre a vida e obra do padre jesuíta António Vieira, que conta com os actores Luís Miguel Cintra e Lima Duarte nos principais papéis. O filme, de produção nacional, remete para o ano de 1663, quando o padre António Vieira é chamado a Coimbra para comparecer diante do Tribunal do Santo Ofício. As intrigas da corte e uma desgraça passageira enfraqueceram a sua posição de célebre pregador jesuíta e amigo íntimo do falecido rei D. João IV. Perante os juízes, o padre António Vieira revê o seu passado: a juventude no Brasil e os anos de noviciado na Bahia, a sua ligação à causa dos índios e os seus primeiros sucessos no púlpito. Impedido de falar pela Inquisição, o pregador refugia-se em Roma, onde a sua reputação e êxito são tão grandes que o Papa concorda em não o retirar da sua jurisdição. A rainha Cristina da Suécia, que vive em Roma desde a abdicação do trono, prende-o na corte e insiste em torná-lo seu confessor. Mas as saudades do seu país são mais fortes e Vieira regressa a Portugal. Só que a frieza do acolhimento do novo rei, D. Pedro, fazem-no partir de novo para o Brasil onde passa os últimos anos da sua vida.

Read Full Post »

Após a leccionação de um curso intensivo sobre literatura portuguesa contemporânea na Universidade Federal de Porto Alegre; da participação em dois colóquios internacionais em São Paulo e no Rio de Janeiro, a pretexto da efeméride dos 200 Anos da chegada da corte portuguesa ao Brasil; e da apresentação de uma conferência na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ); desempenhei a função de arguente nos júris de Exame Geral de Qualificação do curso de Pós-Graduação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Universidade de São Paulo (USP), em 11 e 12 de Setembro de 2008, de cinco mestrandos com teses sobre a obra de Camilo Castelo Branco: Ana Luísa Patrício Campos de Oliveira, Juliana Yokoo Garcia, Luciene Marie Pavanelo, Moizeis Sobreira de Sousa e Tatiana Fátima Alves Moysés.
Os seus trabalhos eram conhecidos desde pelo menos pelo Setembro de 2007, altura em que partilhei a leccionação de curso intensivo na USP, ao nível da Pós-Gradução – intitulado “Camilo Castelo Branco: Temas e Questões” -, juntamente com os colegas da Universidade do Minho (Prof. Doutor Sérgio Paulo Guimarães de Sousa) e da Universidade de Lisboa (Prof. Doutor Ernesto Rodrigues).
Cada um dos referidos mestrandos, partindo de um reduzido e diferenciado “corpus” de obras camilianas, procura analisar determinados procedimentos compositivos (da ironia à reflexão metaficcional) e orientações temáticas. Essas análises permitirão superar quer o tradicional lugar-comum que identifica, muito redutoramente, a obra de Camilo à de um escritor de histórias passionais e lacrimejantes; quer a repetida dicotomia passional/satírico com que certa crítica também insiste em polarizar a obra camiliana.
Aliás, muito meritoriamente, estes jovens investigadores têm participado de modo activo em diversas reuniões científicas (Colóquios e Congressos), onde vão apresentando comunicações diversas, com o resultado parcial dos seus trabalhos de investigação sobre Camilo Castelo Branco. Isso mesmo aconteceu no recente no recente 4º Colóquio Internacional do PPRLB, Relações Luso-Brasileiras: D. João VI e o Oitocentismo, que teve lugar no Real Gabinete Português de Leitura, em 17-19 de Setembro de 2008, onde mais uma vez levaram cinco comunicações sobre a obra do escrito de S. Miguel de Seide.
Estes mestrandos brasileiros constituem, a nosso ver, um incentivador exemplo para outros jovens investigadores, quer de Portugal quer de outros países, que, nos seus cursos de pós-graduação (mestrado e doutoramento), podem encontrar na vastíssima obra de Camilo Castelo Branco as mais diversas e fecundas linhas de investigação, desbravando novos rumos hermenêuticos sobre um autor central da literatura portuguesa.
Trata-se, por conseguinte, de um apreciável conjunto de jovens investigadores a quem o dedicado orientador – Prof. Doutor Paulo Motta Oliveira, docente e investigador da USP -, ainda na graduação, conseguir atrair para a literatura portuguesa de Oitocentos, afinal a sua área privilegiada de investigação, desde Camilo a outros autores.
Além das pesquisas pessoais sobre Camilo e outros autores em diversas publicações, Paulo Motta Oliveira é organizador de variados volumes colectivos consagrados ao estudo da literatura portuguesa, como por exemplo: Os Centenários: Eça, Freyre, Nobre, Belo Horizonte, Faculdade de Letras/UFMG, 2001; Literatura Portuguesa Aquém-Mar (Campinas, Editora Komedi, 2005); Literatura Portuguesa: História, memória e perspectivas, São Paulo, Alameda, 2007); e ainda Literatura, história e política em Portugal (1820 – 1856), Rio de Janeiro, EdUerj, 2007).
A título de curiosidade, saliente-se ainda que no Brasil continua a editar-se e a estudar-se a obra de Camilo Castelo Branco. É razão para dizer que em terras de Santa Cruz não se valorizam apenas escritores clássicos como Luís de Camões; e modernos como Eça de Queirós ou Fernando Pessoa. Recorde-se, aliás, que houve obras de Camilo que foram editadas primeiro no Brasil e só depois em Portugal, como aconteceu com Agulha em Palheiro (1ª ed., Rio de Janeiro, 1863); ou outras cuja popularidade levou ao aparecimento de contrafacções editoriais, como foi o caso de uma edição de Doze Casamentos Felizes (Rio Grande, Typ. do «Artista», 1866), na sequência dos folhetins publicados no periódico do Rio Grande, “O Artista”.
Como ilustração dos estudos camilianos no Brasil, e além dos diversos trabalhos de Paulo Motta Oliveira, destaque-se a recente edição do estudo de Flávia Maria Corradin, também docente e investigadora da USP, intitulado Camilo Castelo Branco, Uma Dramaturgia entre a Lágrima e o Riso (Universidade de Aveiro, 2008), centrado na produção teatral de Camilo, desde o melodrama histórico à comédia de costumes burgueses. Esta publicação surge na sequência de uma tese de doutoramento de 1997, apresentada na USP e consagrada justamente a este tema.
Outro rápido exemplo destes estudos camilianos está representado no trabalho desenvolvido do Prof. Doutor Paulo Franchetti da Unicamp, em São Paulo. Em relevantes e conhecidos estudos consagrados a vários autores (de Bocage e Eça de Queirós a Camilo Pessanha e Wenceslau de Morais, por ex.), Paulo Franchetti tem dedicado particular atenção aos estudos de literatura portuguesa. A título ilustrativo da sua atenção sobre a obra camiliana, editou recentemente o romance Coração, Cabeça e Estômago (São Paulo, Martins Fontes, 2003), com estudo crítico introdutório; e num livro de ensaios críticos – Estudos de Literatura Brasileira e Portuguesa (São Paulo, Ateliê Editorial, 2007) – também concede atenção ao estudo da novela camiliana.
José Cândido de Oliveira Martins

Read Full Post »