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Posts Tagged ‘Camilo Castelo Banco’


«Camilo, na sua imensa galeria de produções literárias, deixou bem assinaladas, para os contemporâneos e para os vindouros, as feições do seu talento…
Cada um dos seus romances principais, estudados de per si, e sem a menor referência a outros igualmente importantes, reúne os dotes variados e opulentos da sua individualidade.»

Ricardo Guimarães, Visconde de Benalcanfor

 

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«A pátria de Camilo não é Portugal – a sua pátria verdadeira é o Norte. E poucas terras como Vila Real poderão reivindicar para si o título de sagrado lugar camiliano. Para aqui veio, menino, e moço, e órfão, confiado aos incertos cuidados maternais da tia Rita Emília, irmã daquele Simão Botelho que Camilo salvou do esquecimento eterno, fazendo-o protagonista de uma tragédia – uma das raras tragédias que ainda se escreveu em Portugal. Aqui nasceram o pai e o avô do escritor e também o que viria a ser cunhado – Francisco José de Azevedo, irmão do bom padre António, primeiro mestre de Camilo em letras e virtude. Aqui revelou ele, em verdes anos, feições dominantes do seu carácter, rebelde e pugnaz. Aqui lhe nasceu uma filha, fruto dos amores à margem da lei dos homens e da lei de Deus. Aqui se revelou a sua veia literária como articulista e epistológrafo ao serviço de namorados inábeis para exprimir os seus sentimentos, Aqui foi vago funcionário e dramaturgo representado.

Falar de Camilo em Vila Real é, pois, grave responsabilidade, porque é falar de um santo de casa que faz o milagre de nos reunir ao redor do seu nome e da sua sombra – sombra tutelar, verdadeiro genius loci que invocamos propiciatoriamente para os nossos trabalhos.»

João Bigotte Chorão, In Boletim da Casa de Camilo

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«… Mas abordemos o colosso, o Jeová da literatura portuguesa – Camilo Castelo Branco. Quem quisesse escrever o elogio condigno deste portento de ter, pelo menos, tanto talento como ele.
Não sei que receio me faz estremecer a pena quando vou escrever acerca do Mestre, do homem incomparável que ocupa lugar de honra na esplêndida galeria dos imortais.»

Trindade Coelho

 

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Ana Augusta Plácido

Era num baile. Ondulava

D´ouro e sedas o salão:

O ar, que ali se aspirava,

Escaldava o coração.

Tinha fogo o olhar da virgem,

Fogo d´amor, de vertigem,

Qual o que inflama o pudor;

Tinha a mulher, anjo ou fada,

Uma existência encantada,

Um condão fascinador!

(In Inspirações)


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«Camilo foi, de facto, não só o último romântico, mas também o derradeiro representante desse nacionalismo das letras, que, dentro dos recursos da língua portuguesa, se ocupou da vida portuguesa, criando tipos radicalmente portugueses.»
Luís de Magalhães

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Leitura encenada da obra de Camilo Castelo Branco ”Maria Moisés”, domingo, dia 22 de junho, às 10h30, no auditório do Centro de Estudos Camilianos. Entrada gratuita.

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Apareceu um folheto, que parece ter por objeto refutar-me. Dizem-me que é de um mancebo principiante. Releva, sem dúvida, algum talento no autor. Com o tempo, e estudando, este pode vir a ser um escritor sofrível, e habilitar-se enfim, para tratar destas ou doutras questões, com honra sua e proveito para o país.
( Alexandre Herculano, In Polémicas de Camilo)

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