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Posts Tagged ‘Camilo’

«O talento de Camilo é nosso, estamos há longo tempo familiarizados com ele; tanto o estimamos, que o vamos procurar mal que se anuncia um livro novo. Nós lemos o livro já enroupado em galas de extremada linguagem; mas o seu gabinete lê o esboço da novela tal como lhe saiu do coração. Nós vemos a estátua; o seu gabinete vê Pigmalião…»

Alberto Pimentel

 

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«Camilo, o excelso Camilo, que bem merece a glorificação eterna na memória das letras… .»
Rómulo de Carvalho (António Gedeão)

 

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«Camilo ficará iluminado com o seu génio esta nossa querida e abençoada terra portuguesa, enquanto nela bater puro e imaculado um coração que seja, na evocação dos seus personagens para sempre vivos, desde as páginas maravilhosas e intensamente dramáticas do “Amor de Perdição” até à “Queda dum Anjo”, a mais bela obra de ironia e graça de toda uma literatura.»

Vicente Arnoso

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Camilo tinha vindo a Lisboa e conversava com António Cândido e Tomás Ribeiro, no quarto do hotel em que se hospedara. Era já na altura em que a cegueira ameaçava cruelmente o romancista. Nisto, entrou Sousa Martins. O grande médico logo se ocupou das enfermidades de Camilo e, numa atitude um tanto ríspida, intimou o romancista a cumprir rigorosamente as suas determinações clínicas, o rosto do escritor iluminou-se dum sorriso e murmurou para Tomás Ribeiro e António Cândido:

– Este Sousa Martins não me perdoa o Eusébio Macário! Ou ele não fosse sobrinho de boticário!

Na verdade, Sousa Martins tinha um tio farmacêutico.

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«Camilo foi bom – o génio é uma das formas da bondade – bom até onde pôde sê-lo um nevropata; e nessa bondade houve sinceridade, até onde pode mantê-la um romancista.»

Fialho d´Almeida

 

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«Camilo é dos mais fiéis e corajosos lidadores da milícia literária. Não pede baixa do serviço, nem a aceita, enquanto a mão lhe brandir a pena, e do cérebro lhe brotarem ideias. Este homem não é um literato, é uma literatura. As suas obras reunidas constituem uma biblioteca selectíssima, que representa um longo e seríssimo trabalho, e que é para os estudiosos a mais completa escola da boa linguagem portuguesa.»

 Cândido Figueiredo

 

 

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«Contou-me o falecido general Sousa Machado, intrépido batalhador de África, onde foi gravemente ferido no combate de Coelela, que em setembro 1873, sendo alferes, esteve na Póvoa de Varzim, convivendo aí muito com o autor da Brasileira de Prazins.

Uma tarde, encontraram-se, os dois, em um dos cafés da formosa praia, e pegaram de conversar, enquanto os filhos de Camilo brincavam um com o outro. O pai, ao mesmo tempo que lhes vigiava os folguedos, ia discorrendo acerca do nada que valia ser escritor em Portugal.

– Estes, – disse ele, apontando os filhos – livrarei eu de saberem ler e escrever…

– Pois V. Ex.ª diz isso?!… Retorquiu Sousa Machado, sem poder ocultar o seu assombro.

– Digo e hei-de cumprir. Sabe lá quantos desgostos as letras me têm dado!…»

(In Os amores, os ciúmes e a graça de Camilo, de António Cabral)

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