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Posts Tagged ‘Carnaval’

 

«O Nuno estava mais entediado que doente. Logo que chegou a Seide,
mascarou-se, e foi não sei para onde…»

(In Correspondência)

 

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É carnaval

«O Porto começa hoje na sua vida delirante.
O carnaval vem despertar esta grande aldeia do torpor de onze meses. A febre de alguns dias consome-lhe a sensibilidade, e daqui a um mês ele aí está na sua moleza…»
(In Crónicas)

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«Enfarinhados como sábios de carnaval é que eles que aí se estadeiam, os refundidores dos velhos elementos ; e, abusando do desleixo e da calaceirice dos seus contemporâneos, metem afoutamente mãos e pés nas trevas do passado…»
(In História –II)

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Vamos fazer um trabalho plástico alusivo à época carnavalesca com recurso à pintura, à colagem…
Vai ser divertido!

Público-alvo: pré-escolarcrianças em idade escolar dos 3 aos 12 anos

Duração: 1h30

Com marcação

Inscrições: Casa de Camilo. Museu. Centro de Estudos

Telefone | 252 309 750   Fax | 252 309 759

E-mail geral@camilocastelobranco.org

 

 

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“Esta descabida digressão desviou-me das lástimas que eu vinha contando deste Porto de hoje, tão sorna e tristonho na festiva e donosa das suas feições – o Carnaval.
Mas, há vinte anos, o que foi isto! Que saudades, que desenganos…”
(In Quatro horas inocentes)

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Carnaval de Seide


«Minha filha
O Nuno estava mais entediado que doente. Logo que chegou a Seide, mascarou-se, e foi não sei para onde…
Levantei-me muito atordoado às 8 da manhã, e assim estou. Aqui tens o meu carnaval de Seide, menos lírico que o de Veneza…»
(In Correspondência)

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Era em 1850, segunda-feira de entrudo. Entrei no Teatro São João, de braço dado com um amigo que dois anos depois pereceu no naufrágio do vapor do Porto. Era José Augusto da Silva Pinto, um dos mais gentis e galãs mancebos daquele tempo.
Trajava ele um riquíssimo costume de Richelieu com o qual ia distinguir-se naquela noite no baile da Assembleia. Eu vestia uma rota e suja casaca de 1810, que alugara por doze vinténs, e completava o disfarce com um chapéu de castor branco que o meu criado me emprestara…
O contraste impressionou as damas. Não sei até se a democracia cristã do duque de Richelieu, prestando o braço a um maltrapido simulacro de mestre-escola com três meses de atraso, fez marejar nos olhos do público as lágrimas duma piedosa compunção. Às dez horas o meu amigo foi para o baile e eu fiquei no teatro embevecido num primor de olhos divinos que há vinte anos me seguem, e me vão precedendo no curto caminho da cova, que breve me há-de remir, mas eu sei que a luz daqueles olhos há-de ir comigo, céu ou inferno dentro, ou como estrela que entre na sua constelação, ou como lágrima luminosa dum anjo caído no abismo. Ó formosos olhos, nunca puderam prantos apagar-vos essa luz imorredoura! Se eu diria naquele noite de segunda-feira de entrudo…
(In Quatro horas inocentes)

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