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Posts Tagged ‘Casa-Museu de Camilo’

Toronto foi a primeira cidade a encantar-se com Mistérios de Lisboa. Depois da estreia num dos mais influentes festivais de cinema do mundo, o filme de Raoul Ruiz, produzido por Paulo Branco, segue para uma maratona de festivais que tem paragens marcadas para mostras sonantes no mundo do cinema, como San Sebástien, em que está seleccionado para a competição, e ainda New York e São Paulo.

Raoul Ruiz, um chileno habituado a Portugal e encantado com a sua cultura, realiza a adaptação difícil dos Mistérios de Lisboa, de Camilo Castelo Branco. O romance de 1854 é uma complexa composição de várias narrativas que têm como único fio condutor a personagem do Padre Dinis, interpretado por Adriano Luz.

Mistérios de Lisboa é, sem dúvida, uma das maiores produções portuguesas dos últimos anos. A vários níveis. A sua duração ultrapassa as 4 horas de duração, tem de orçamento 2,5 milhões de euros, e tem encantado novos públicos, novos rumos para o cinema português.

As primeiras reacções são verdadeiramente positivas, e houve já quem tivesse usado o termo máximo na sua apreciação ao filme: obra-prima. Uma obra-prima portuguesa? É bilhete obrigatório para um cinéfilo português.

Estreia mundial (Toronto): 12 de Setembro

Estreia Portugal: 21 de Outubro

Realização: Raoul Ruiz

Intérpretes: Adriano Luz, Maria João Bastos, Ricardo Pereira, José Afonso Pimentel, Léa Seydoux, Melvil Poupaud, Margarida Vila-Nova, Catarina Wallenstein, Filipe Vargas, Miguel Monteiro, São José Correia, Rui Morrison

Fonte: Blogue CineGlam7

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“Eu estou aqui a falar, mas não sabem quem eu sou. Eu sou o Manoel de Oliveira”: a apresentação estava feita perante uma plateia lotada que escolheu passar a sexta-feira à noite na companhia do cineasta. O pretexto era o regresso de Manoel de Oliveira à Casa de Camilo, em Vila Nova de Famalicão, quase vinte anos depois da estreia do filme “O Dia do Desespero”, que relata a história verídica dos últimos anos de vida do romancista Camilo Castelo Branco. O Centro de Estudos Camilianos emprestou o seu auditório para rever “O Dia do Desespero”, com a promessa de ouvir o mestre recordar e rever os pormenores das filmagens – e os famalicenses não faltaram à chamada.

Em passo apressado, o realizador que em Dezembro cumprirá 102 anos, entrou numa sala cheia. À porta, quem não conseguiu entrar espreitava, tentava vislumbrar a silhueta do mestre. E este fez ecoar os mais sinceros agradecimentos e apresentou-se, poupando palavras ao seu interlocutor, que tinha acabado de perguntar: “Como apresentar quem não precisa de apresentações?”

Manoel de Oliveira descobriu o fascínio por Camilo Castelo Branco, revelado tanto em “O Dia do Desespero”, como nas suas obras “Amor de Perdição” e “Francisca”, porque, tendo sido “um escritor excepcional” é impossível não o descobrir. “Quem é que não o descobriu? O fascínio é evidente”, atirou num tom bem-humorado que manteve, tanto na conversa prévia à exibição do filme, como na demorada sessão de perguntas posterior, levando a plateia inúmeras vezes às gargalhadas.

Sobre os pormenores da rodagem de “O Dia do Desespero”, filmado em 1991 e projectado no Centro de Estudos Camilianos de Vila Nova de Famalicão, o realizador reconheceu não se lembrar de histórias particulares, nem daquela em que terá pedido folhas, importadas da Bélgica, para uma acácia despida. O tom bem-disposto foi pontuado por momentos sérios, especialmente quando o tema era Camilo Castelo Branco. “A vida dele foi funesta”, assegurou o realizador, que vê na figura do escritor o peso de uma “perseguição” de que foi alvo desde criança.

O homem que já foi “muita coisa”, mas agora é só realizador, intercalou o tema camiliano com outro: a morte. “A morte igualiza toda a gente. Ricos e pobres”, afirmou, debruçando-se depois perante a relação que se estabelece entre o seu oposto, a vida, e o cinema.

Para Manoel de Oliveira, “a própria vida não tem nada de original”. “Foi o viver que me ajudou a fazer cinema e não o contrário. O cinema copia o que o Criador cria, portanto não me podem chamar criado”, resumiu.

Apesar de não ser presença habitual nas salas de cinema, o cineasta que começou quando o cinema ainda era mudo – “Fiz cinema mudo, porque não havia som”, disse –, não se escusou a comentar a nova revolução tecnológica pela qual a sétima arte está a atravessar. “Acho que as três dimensões são de mais, porque exageram a própria vida. Por mais voltas que dêem à técnica, nunca a técnica substitui os seres humanos”, defendeu o realizador mais velho do mundo ainda em actividade.

Fonte: AGÊNCIA LUSA, 25-09-2010

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«[…] Eça de Queiroz, grande talento, mas apenas grande talento e jamais criador. E daí a grandeza de Camilo, sempre ele, sem lições de ninguém, descobridor, nascente e nunca torneira de água encanada, servido pelo essencial poder de expressão que lhe provinha de saber português, saber da arte de escrever, sem a qual: nicles! A grandeza de Camilo estava onde só podia estar, nele próprio, em originariamente sentir, no poder do coração e dos nervos. E à parte de qualquer escola: em todas e em nenhuma, como todos os grandes de todos os tempos. Aí o segredo da abelha…»
(In «Nó Cego», de Tomaz de Figueiredo)

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Manoel d’ Oliveira é o próximo convidado da Sessão “Um Livro, Um Filme”, actividade promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através da Casa de Camilo, e que decorrerá no auditório do Centro de Estudos, em S. Miguel de Seide, no dia 24 de Setembro de 2010, pelas 21h30.
O cineasta escolheu para ponto de partida dos seus comentários a película “O Dia do Desespero”, por si realizado e integralmente rodado na Casa de Camilo – Museu, moradia onde o romancista passou grande parte da sua via e pôs termo à vida a 1 de Junho de 1890.

Manoel d’ Oliveira tem a idade do cinema. Contando quase cinquenta filmes em pouco menos de oitenta anos de trabalho, tendo acompanhado activamente as principais mutações técnicas e estéticas da criação cinematográfica (a passagem do mudo ao sonoro, do preto e branco à cor ou do registo fotográfico ao vídeo), o percurso de Manoel d’ Oliveira pode, na sua singularidade, ser visto como uma síntese da história do cinema. De Douro, Faina Fluvial (1931), o primeiro filme do autor, a Singularidades de uma Rapariga Loura (2009), sua mais recente realização, a obra de Manoel d’ Oliveira concilia alguns dos principais antagonismos que marcaram as querelas cinematográficas ao longo de todo o século XX. Fazendo confluir duas concepções de vanguarda, nela se confrontam uma primeira modernidade, em que a «sétima arte» pretende fundar uma linguagem específica, demarcando-se das outras disciplinas artísticas para se definir como uma «arte pura», e uma segunda modernidade, em que o cinema, deixando de procurar a emancipação na ruptura e reconhecendo a especificidade da sua impureza, se propõe como uma «síntese de todas as artes».
Estas duas orientações efectuam-se, em Oliveira, numa consolidação das relações do cinema com a literatura e com o teatro, mas também com a pintura e com a música, aprofundando as correspondências através da transgressão de categorias, como o documentário e a ficção, da hibridação de modelos narrativos e da recusa tanto do realismo como do naturalismo, em vista de uma objectividade da representação cinematográfica.
(Texto de António Preto)

“O Dia do Desespero” conta a história verídica dos últimos anos do eminente escritor português do século XIX, Camilo Castelo Branco.
Esta evocação baseia-se, fundamentalmente, em algumas das suas cartas. Os textos são, poderemos dizê-lo, o fio condutor da evolução dramática de um homem viril, polémico e romântico que contrastava com o espírito funesto, instável e irresignado.
Camilo afunda-se sem remissão num conflito íntimo, ou melhor, interno, “um drama em gente”, como diria Fernando Pessoa.
Havia de ser a cegueira o impulsor para o Acto final da sua vida. Acto final da sua vida? E o Além-Túmulo?

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A casa foi mandada construir pelo primeiro marido de Ana Plácido, Pinheiro Alves, por volta de 1830, quando regressou do Brasil, na posse de avultada fortuna. Camilo viveu com Ana Plácido nesta casa cerca de 26 anos, do inverno de 1863 até ao suicídio em 1890.
A casa sofreu um incêndio em 17 de Março de 1915, foi reconstruída e transformada em museu camiliano, em 1922.
No final da década de 40, do século passado, a casa foi objecto de profundo restauro, ficando, desde então, muito semelhante à que fora habitada pelo romancista.
Em 1 de Junho de 2005, por ocasião dos 115 anos do falecimento do escritor, foi inaugurado, em terrenos fronteiros à Casa de Camilo um edifício da autoria do arquitecto Álvaro Siza Vieira, que compreende um auditório, salas de leitura e de exposições temporárias, cafetaria, gabinetes de trabalho e reservas.
Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1978.

Endereço
Casa de Camilo – Museu / Centro de Estudos
Avenida de S. Miguel, 758
4770-631 S. Miguel de Seide

Organismo Responsável
Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão

Director do Museu
Prof. Dr. Aníbal Pinto de Castro

Contactos
Telefone | 252 327 186 / 252 309 750
Fax | 252 309 759 
Sítio Web | www.camilocastelobranco.org
Blogue | https://casadecamilo.wordpress.com
E-mail | geral@camilocastelobranco.org

Horário de funcionamento
Museu
3.ª a 6.ª, das 10h00 às 17h30 / Sáb. e Dom., das 10h30 às 12h30 – 14h30 às 17h30
Encerra à 2.ª Feiras e Feriados
Centro de Estudos
2.ª a 6.ª, das 10h00 às 17h30 / Sáb. e Dom., das 10h30 às 12h30 – 14h30 às 17h30

Fonte: MAISPORTUGAL.COM

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Durante o século XIX e até ao início da década de 70 da centúria seguinte, Caldas das Taipas foi um activo centro termal do noroeste de Portugal. As características das suas nascentes termais, as suas óptimas condições naturais e geográficas e a sua oferta hoteleira permitiram que, ligado a uma conjuntura favorável às estâncias termais, se registasse, nesse período, uma elevada afluência de aquistas.

Do extenso universo desses aquistas que encontravam, nas Taipas, um ambiente acolhedor e de repouso, decidimos dedicarmos neste artigo, à presença de dois destacados romancistas portugueses: Camilo Castelo Branco e Ferreira de Castro. Embora afastados no tempo, estes vultos da literatura portuguesa constituem duas singulares presenças na história e na memória colectiva desta vila.

Camilo Castelo Branco

A tradição, a história, a obra e o próprio testemunho de Camilo comprovam-nos que este romancista permaneceu nas Caldas das Taipas por inúmeras ocasiões, como veremos de seguida.

No Discurso Preliminar das “Memórias do Cárcere”, Camilo Castelo Branco evoca alguns dos dias em que viveu nas Taipas, enquanto andava perseguido pela justiça por razões amorosas. Ana Augusta Plácido casada com o banqueiro Manuel Pinheiro Alves, envolve-se sentimentalmente a Camilo, chegando em 1859, a fugir definitivamente para os seus braços. Entretanto, o marido de Ana Plácido instaura um processo por crime de adultério, sendo ambos pronunciados. Devido a esta situação, Camilo e Ana Plácido andaram foragidos desde o mês de Maio de 1860, por diversas terras do norte ( Samardã, Vila Real, Guimarães, Taipas, entre outras) até que, cada um por sua vez são presos: primeiro Ana Plácido, a 6 de Junho de 1860 e seguidamente o romancista a 1 de Outubro desse mesmo ano. Com efeito, Camilo permanece na Cadeia da Relação do Porto, até 16 de Outubro do ano seguinte, data em que foram ambos absolvidos.

Foi nesta época acidentada e difícil da sua vida, sensivelmente na primeira quinzena de Junho, que Camilo se refugiou nesta povoação termal. Francisco Martins Sarmento, seu amigo, foi quem lhe arranjou alojamento numa casa vizinha da actual pensão Vilas e próxima dos “Banhos Velhos”. Segundo a tradição, Camilo para não ser reconhecido pelos diversos doentes que frequentavam diariamente este estabelecimento termal em plena estação balnear, tomava banho nas águas sulfurosas à noite (OLIVEIRA 1994: 9). Pode-se estranhar o facto de Martins Sarmento não ter instalado o escritor no seu Solar da Ponte, em Briteiros, situado a poucos quilómetros das Taipas, mas segundo o Dr. Santos Simões “as relações entre ambos não tinham ainda o carácter de intimidade que rapidamente alcançaram e o facto de Camilo andar foragido à justiça obrigou a uma situação de compromisso ” (SIMÕES 1990: 16).

Camilo refere igualmente nas suas “Memórias do Cárcere” que enquanto se encontrava nas Taipas, dava passeios de barco no rio Ave com Martins Sarmento, apreciava as frescas carvalheiras, frequentando, por vezes, os bailes da Assembleia, apesar do receio de ser reconhecido.

Após este período passado nas Taipas, o escritor desloca-se para a Quinta do Ermo (cercanias de Fafe) do seu amigo José Cardoso Vieira de Castro. Tempo depois, Camilo é novamente hóspede de Martins Sarmento, mas agora na sua Quinta da Ponte.

Depois desta temporada que permaneceu nas Taipas, fugido dos agentes judiciais, Camilo não deixou de visitar esta povoação. Na correspondência travada com José Vieira de Castro, entre 1870-1872, Camilo refere em muitas dessas cartas que frequentava as Taipas, juntamente com Ana Plácido, em busca de alívio dos sofrimentos que padecia (CORRESPONDÊNCIA 1968). Numa dessas cartas, o escritor afirma que consultou três médicos para tentarem diagnosticar os males que antecederam a sua cegueira, que o conduziriam ao suicídio em 1890: “Antes de ontem reuni aqui três médicos. Não sei o que pensam de mim. O de Braga chama gastralgia à moléstia. O de Guimarães também. E o das Taipas, que cura há 60 anos, ainda não sabe o que é. Eu sei, e louvo a delicadeza de todos” (CORRESPONDÊNCIA 1968: 37). Igualmente na sua correspondência travada com Martins Sarmento encontramos cartas, nas quais nos apercebemos claramente que, na década de 80, Camilo era ainda um assíduo visitante desta estância. A título de exemplo, podemos mencionar o seguinte extracto datado de 23 de Maio de 1881, escrito por Martins Sarmento e dirigido a Camilo: “Eu conto ir para Briteiros no dia 8 de Junho. Se for para as Taipas veremos se é capaz de ir ver as minhas velharias” (CARTAS 1990: 65).

[…]

Fonte: http://lu-zinha.blogspot.com/

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O edifício das Galerias Palladium, antigos Grandes Armazéns Nascimento, situado no cruzamento da Rua de Santa Catarina com a Rua de Passos Manuel, mostra um interessante relógio com carrilhão e figuras que se movimentam no exterior do edifício.

De três em três horas, saem do relógio e apresentam-se de frente para Santa Catarina, num patamar do 1º andar, quatro imagens representando figuras emblemáticas do Porto: S. João, o Infante D. Henrique, Almeida Garrett e Camilo Castelo Branco. Após um desfile de dois minutos, ao som do carrilhão, as figuras regressam ao relógio.

O edifício foi projectado pelo arquitecto José Marques da Silva (Porto, 1869-1947) para o industrial António Nascimento. Construído em 1914, fazia parte do vasto plano de reconversão da baixa portuense realizado nessa época. A designação actual advém do facto de ter aí existido um café, o Palladium, entre 1939 e os anos 70.





Fonte: ESCRITA(S)

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«Cheguei à margem direita do rio Tâmega, no ponto em que ele extrema as duas províncias do Norte.
A passagem do rio é feita por barcos; quando, porém, as chuvas engrossam a corrente, o Tâmega é mais caudal e perigoso que nenhum outro rio de maior pujança».
(In Doze Casamentos Felizes)

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«A paciência é a riqueza dos infelizes».
(In Boémia do Espírito)

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[…] «Apesar de já estar em funcionamento há algum tempo, na passada quinta-feira, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão apresentou oficialmente a nova linha dos Transportes Urbanos de Famalicão, a Linha Camiliana, que percorre as freguesias e locais habitualmente utilizados pelo romancista Camilo Castelo Branco nas suas obras.

A apresentação do percurso arrancou ao início da tarde no Lugar do Monte, freguesia de Vale S. Cosme, e terminou junto à Casa-Museu de Camilo, em S. Miguel de Seide. Durante a viagem, um grupo de alunos do Curso de Animação Sócio-Cultural da Escola Profissional Cior, em colaboração com o Grupo Folclórico da Casa do Professor de Famalicão, promoveu diversas actividades culturais, envolvendo a dança, a música e o teatro.

No final da viagem, o Vereador Mário Passos reconheceu que a intenção da rota não é só a promoção da utilização dos transportes públicos, mas também a promoção do turismo do concelho: Camilo é um ícone de Famalicão e, por isso, pretendemos promover de forma muito significativa a sua figura, porque através da sua obra sabemos que vamos incrementar o turismo em Famalicão através deste aspecto cultural. Para além dos habitantes de outros concelhos, o responsável sublinha que também se pretende promover Camilo junto dos cidadãos famalicenses porque sabemos que ainda há muitos que desconhecem a sua obra» […]

Fonte: Jornal Opinião Pública, edição de 14 de Julho de 2010

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