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Posts Tagged ‘destino’

 

«Camilo Castelo Branco é, sem dúvida, um dos vultos mais singulares da nossa galeria romântica. Tornou-se mesmo a personagem romântica típica, modelo sugestivo das loucuras e desgraças desse período.

Atingido pelos mais duros golpes que podem agitar e ferir um coração de homem; lançado em luta impiedosa contra um destino adverso; vítima do seu desequilíbrio, que nunca lhe permitiu instalar-se num bem-estar duradoiro; abalado por um temperamento sem freios, que exigia sempre novas sensações, novas dores, novos combates – a vocação literária presidiu sempre, no entanto, aos seus tumultos íntimos e pode até dizer-se que deles se alimentou. A sua obra, de facto, modela-se num sofrimento vivido, saboreado, transformado em expressão verbal. Menos infeliz – talvez Camilo não tivesse sido o escritor de génio que fulgura, com estranho prestígio, no olimpo do nosso romantismo.»

 João Ameal

 

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«Há destinos infelizes que mais se exacerbam, quando, ao atirarem-se ao seu termo fatal, encontram obstáculos, que apenas podem retardar-lhes uma hora a extrema queda.»
(In As três irmãs)

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Camilo tomara o comboio n.º 4, descendente, em Vila Nova de Famalicão, com destino ao Porto. O comboio em que viajava descarrilou entre as estações de São Romão e Ermesinde. Eram 4 horas e 50 minutos. Camilo ficou ferido na cabeça e perna direita. Ele para sair da situação crítica em que se encontrava e quando a asfixia era quase completa, rompeu a portinhola que lhe servia de tecto e consegui desta forma libertar-se.
«…Estou sofrendo mais dos nervos que das feridas…»
(In Boletim da Casa de Camilo)

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