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Posts Tagged ‘Grucamo – Grupo Caminheiros de Montanha’

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Mais de três centenas de pessoas desafiaram a chuva e participaram, esta quinta-feira, na Caminhada Camiliana, uma iniciativa promovida pela Casa de Camilo e inserida no programa das Festas Antoninas 2010. Com o objectivo de “envolver o grande romancista de Seide nas festas concelhias”, como explicou o vereador da Cultura da autarquia famalicense, Paulo Cunha, a caminhada recorda o trajecto percorrido, tantas vezes, por Camilo Castelo Branco, entre a estação de caminhos-de-ferro, em Vila Nova de Famalicão, e a sua casa, em S. Miguel de Seide, numa extensão de mais de sete quilómetros.

A animação e a boa-disposição marcam inevitavelmente a iniciativa que, de ano para ano, atrai mais famalicenses. Pelo caminho, os participantes são surpreendidos com vários momentos teatrais e cantares ao desafio, que recordam diversas obras camilianas, com destaque, nesta sessão, para a representação do 1.º acto da peça “O Lobisomem” no Solar de Pouve, graças à simpatia dos seus proprietários.

Camilo Castelo Branco e a Ana Plácido não faltaram à caminhada e a acompanhá-los estiveram inúmeras personagens ressuscitadas dos seus livros, como a Marta de Prazins (A brasileira de Prazins), a Maria Moisés (Novelas do Minho), a Mariana e o João da Eira (O Lobisomem), o Cego de Landim (Novelas do Minho), entre muitas outras. Também marcaram presença a charrete que transportava o escritor e o burro, «bacharel de Coimbra», com as respectivas malas e pertences. De resto, de acordo com Paulo Cunha, “o desejo da organização é de que todos os participantes se vistam à época, revivendo a história e mantendo viva a memória de Camilo Castelo Branco, numa lição para as gerações mais novas”.

A chegada à Casa de Camilo foi sorteada pelos presentes dezena e meia de kits “PRIMOR”, oferecidos pela empresa Carnes PRIMOR, de Vila Nova de Famalicão.

Refira-se que a iniciativa é organizada pelo pelouro da cultura da autarquia famalicense e conta com a co-organização da Comissão das Festas Antoninas, da Junta de Freguesia de S. Miguel de Seide, da GRUTACA – Grupo de Teatro Amador Camiliano e do GRUCAMO – Grupo de Caminheiros de Montanha.

Fonte: Município de Vila Nova de Famalicão

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Reportagem LOCALVISÃO

VER Álbum Web Picasa de Jorge Pimentel

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Nestas noites em que os museus estão de portas abertas ao público, nas comemorações do Dia dos Museus, os funcionários da Casa Camilo Castelo Branco, do Centro de Estudos Camilianos e do Grupo de Caminheiros da GRUCAMO, em Seide, Vila Nova Famalicão, meteram pés a caminho e convidaram o público a percorrer e a viver os trilhos de Camilo, conforme apelidaram de: “Cangosta do Estêvão.”
“Pelos caminhos deste recanto minhoto percorridos pelos passos de Camilo nas suas deslocações a Landim, vamos hoje reviver esses momentos de evasão do nosso romancista.”
Apesar do tempo chuvoso, ultimaram-se os preparativos para a caminhada no átrio do Centro de Estudos Camilianos. Alguns vestidos a preceito, outros bem resguardados de capa e guarda-chuva, partimos nós de autocarro até ao Mosteiro de Landim. Ali começaram as pequenas dramatizações relatando episódios do romancista, das suas Novelas Minhotas e até da Murraça. Foram quatro momentos divertidos, de lanterna em punho alumiando os ‘escritos’ e… os pés das damas de vestido longo, que foram arrastando os seus vestidos rendados nos lamaçais dos caminhos. Houve alturas em que os perigos eram eminentes, não pelos assaltos do Zé do Telhado, mas pelas escuras ruelas, pelos carreiros lamacentos em campos recém-lavrados, pelas silvas encobrindo bermas – onde um passo em falso nos levaria a desaparecer na escura noite ou, no riacho Pele. Valeram-nos os caminheiros da Grucamo, muito experientes nestas cousas de perigos, abrindo braços e protegendo-nos as bordas.
O nosso anfitrião, Camilo Castelo Branco, protagonizado pelo guia do museu, o Reinaldo, cavalheiro de falas de cor, de conhecimento profundo da obra, que leva os ouvintes a pensarem-no possesso pelo pensamento do romancista descabelado – como diria António Joaquim se se apeasse da liteira e assistisse a tal procissão nocturna.
Com Camilo à conversa desde o Mosteiro de Landim, mais o Cego, mais a Brasileira de Prazins e a Maria Moisés, éramos chegados ao Centro de Estudos para descanso da passeata, percorridos 2.400 metros.
E para animar a malta, já que na vida do representante de Camilo há uma boina e uma viola, aí temos o Reinaldo mais a sua cantadeira – a Fátima, que juntamente com o resto do grupo “Pedra D´Água” dão vida a um serão de província.
E como surpresa final, num ambiente descontraído e alegre, retemperaram-se energias com os tradicionais rojões à moda do Minho, pão de milho, caldo verde e um bom vinho; tudo servido em louça de barro com a inscrição de “Casa de Camilo” – para que não restassem dúvidas.
Assim terminou uma noite que ameaçava chuva… mas não choveu e deu vida a um Museu […]
Lucília Ramos

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