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Posts Tagged ‘João Bigotte Chorão’

Os «Encontros Camilianos de São Miguel de Seide» inserem-se num dos objetivos primaciais da Casa de Camilo – Centro de Estudos: promover o debate e a reflexão interdisciplinar em torno das temáticas camilianas, contribuindo, desse modo, para a melhor promoção e divulgação da vida e da obra de Camilo Castelo Branco, bem como para sedimentar a sua política de intervenção cultural e científica a favor da Língua e da Cultura portuguesas.

 

 

Da reflexão e do debate resultará um importante contributo para a formação de docentes das disciplinas de Português e de História do Ensino Básico e Secundário, atendendo à presença de obras do novelista nos programas e nas metas curriculares desses níveis de ensino.

Prestaremos homenagem ao camilianista João Bigotte Chorão, que recentemente nos deixou. Ensaísta, crítico literário e fervoroso cultor dos temas referentes a Camilo Castelo Branco, foi colaborador e participante ativo nas atividades culturais e científicas promovidas pelo Centro de Estudos Camilianos, há mais de três décadas. Legou um conjunto inestimável de obras sobre o novelista de São Miguel de Seide, todas de leitura obrigatória, as quais revelam um camilianista de alma e coração, com dotes invulgares de pensamento e de escrita segura e contagiante.

 

 

 

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«Eis um homem que não precisa de apelido para ser identificado na vida e na literatura. Dizemos Camilo – e esse nome chega para designar um rosto e uma obra inconfundíveis. »
João Bigotte Chorão

 

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«Mesmo os escritores de génio são filhos da sua circunstância – da família em que nasceram, do meio em que viveram, dos autores que leram, das mulheres que amaram. A grande literatura, essa em que se revê, em cada época, o homem universal, não perde o seu estatuto por ser subjectiva e situada.»

(In O Essencial sobre CAMILO, de João Bigotte Chorão)

 

 

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A Casa Museu de Camilo e o Centro de Estudos Camilianos vêm comunicar a todos os seus Amigos e Colaboradores o falecimento do Dr. João Bigotte Chorão.

Queremos expressar à Dra. Maria José Mexia e ao Dr. Pedro Mexia os nossos mais sentidos pêsames e o testemunho da nossa eterna gratidão e profunda saudade a quem emprestou à causa camiliana todos os seus dotes de inteligência e de coração de maneira tão competente, altruísta e apaixonada.

Descanse em Paz, vivendo sempre na obra e no exemplo que nos deixou.

Obrigado, Bom Amigo.

 

 

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«Ao contrário de outros escritores, sabe-se porém quando e onde nasceu – a 16 de março de 1825, em Lisboa, na Rua da Rosa, ao Bairro Alto, em casa que existe ainda, assinalada com uma lápide. Não falta quem se espante com o facto de Camilo ser lisboeta, ele que parece um homem do Norte, cenário da sua vida – Vilarinho da Samardã, Friúme, Vila Real, Porto, Viana do Castelo, Famalicão, S. Miguel de Seide – e cenário preferencial da sua ficção. Toda uma geografia literária se pode traçar tendo Camilo por guia.»

(In O Essencial sobre Camilo, de João Bigotte Chorão)

 

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«A pátria de Camilo não é Portugal – a sua pátria verdadeira é o Norte. E poucas terras como Vila Real poderão reivindicar para si o título de sagrado lugar camiliano. Para aqui veio, menino, e moço, e órfão, confiado aos incertos cuidados maternais da tia Rita Emília, irmã daquele Simão Botelho que Camilo salvou do esquecimento eterno, fazendo-o protagonista de uma tragédia – uma das raras tragédias que ainda se escreveu em Portugal. Aqui nasceram o pai e o avô do escritor e também o que viria a ser cunhado – Francisco José de Azevedo, irmão do bom padre António, primeiro mestre de Camilo em letras e virtude. Aqui revelou ele, em verdes anos, feições dominantes do seu carácter, rebelde e pugnaz. Aqui lhe nasceu uma filha, fruto dos amores à margem da lei dos homens e da lei de Deus. Aqui se revelou a sua veia literária como articulista e epistológrafo ao serviço de namorados inábeis para exprimir os seus sentimentos, Aqui foi vago funcionário e dramaturgo representado.

Falar de Camilo em Vila Real é, pois, grave responsabilidade, porque é falar de um santo de casa que faz o milagre de nos reunir ao redor do seu nome e da sua sombra – sombra tutelar, verdadeiro genius loci que invocamos propiciatoriamente para os nossos trabalhos.»

João Bigotte Chorão, In Boletim da Casa de Camilo

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Camilo em Lisboa

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Nos 1.os Encontros Camilianos de São Miguel de Seide foi apresentada por João Bigotte Chorão a
obra “Calvário e Glória de Camilo”, de Eduardo Sucena. Uma biografia de Camilo Castelo Branco, elaborada a partir das mais recentes investigações sobre a vida e a obra do mestre.

 

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Ainda não chegou a hora – chegará ela alguma vez? – de, ultrapassando um triste clubismo literário, reconhecer, com justiça, o que era de Camilo e o que é de Eça. Um conceituado e erudito queiroziano, A. Campos Matos, mostra como a admiração por Eça não impõe o desapreço por Camilo.
No seu recente livro A Guerrilha literária Eça de Queiroz/Camilo Castelo Branco (Parceria A. M. Pereira), documenta, com dados inequívocos, que o velho escritor teve maior interesse e maior conhecimento pela obra do seu camarada mais novo. Camilo comentava livros de Eça, elogiando-os, não sem algumas reservas (O Crime do Padre Amaro, O Primo Basílio) ou não poupando à sua crítica os que julgava ratés (A Relíquia, Madarim). Eça, por seu lado, não tem de Camilo senão um cliché: um grande conhecedor de léxico, que se prevalecia dele para esmagar os adversários e ridicularizar os “brasileiros”. Ao aceitar lugares-comuns sobre Camilo, relevava indiferença ou até desconhecimento da obra camiliana.
O desinteresse por Camilo torna-se mais chocante quando da obra se entende ao homem e ao seu drama. Ignora olimpicamente a morte de Camilo, pois não se conhece nenhuma reacção a esse fim trágico. Se Eça tem precedido no túmulo Camilo, este certamente escreveria um texto em que, sem abdicar do seu espírito crítico, declarava que a originalidade e a graça do seu estilo resgatava defeitos, a ponto de os tornar admiráveis.
João Bigotte Chorão

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