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Posts Tagged ‘João Bigotte Chorão’

«Ao contrário de outros escritores, sabe-se porém quando e onde nasceu – a 16 de março de 1825, em Lisboa, na Rua da Rosa, ao Bairro Alto, em casa que existe ainda, assinalada com uma lápide. Não falta quem se espante com o facto de Camilo ser lisboeta, ele que parece um homem do Norte, cenário da sua vida – Vilarinho da Samardã, Friúme, Vila Real, Porto, Viana do Castelo, Famalicão, S. Miguel de Seide – e cenário preferencial da sua ficção. Toda uma geografia literária se pode traçar tendo Camilo por guia.»

(In O Essencial sobre Camilo, de João Bigotte Chorão)

 

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«A pátria de Camilo não é Portugal – a sua pátria verdadeira é o Norte. E poucas terras como Vila Real poderão reivindicar para si o título de sagrado lugar camiliano. Para aqui veio, menino, e moço, e órfão, confiado aos incertos cuidados maternais da tia Rita Emília, irmã daquele Simão Botelho que Camilo salvou do esquecimento eterno, fazendo-o protagonista de uma tragédia – uma das raras tragédias que ainda se escreveu em Portugal. Aqui nasceram o pai e o avô do escritor e também o que viria a ser cunhado – Francisco José de Azevedo, irmão do bom padre António, primeiro mestre de Camilo em letras e virtude. Aqui revelou ele, em verdes anos, feições dominantes do seu carácter, rebelde e pugnaz. Aqui lhe nasceu uma filha, fruto dos amores à margem da lei dos homens e da lei de Deus. Aqui se revelou a sua veia literária como articulista e epistológrafo ao serviço de namorados inábeis para exprimir os seus sentimentos, Aqui foi vago funcionário e dramaturgo representado.

Falar de Camilo em Vila Real é, pois, grave responsabilidade, porque é falar de um santo de casa que faz o milagre de nos reunir ao redor do seu nome e da sua sombra – sombra tutelar, verdadeiro genius loci que invocamos propiciatoriamente para os nossos trabalhos.»

João Bigotte Chorão, In Boletim da Casa de Camilo

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Camilo em Lisboa

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Nos 1.os Encontros Camilianos de São Miguel de Seide foi apresentada por João Bigotte Chorão a
obra “Calvário e Glória de Camilo”, de Eduardo Sucena. Uma biografia de Camilo Castelo Branco, elaborada a partir das mais recentes investigações sobre a vida e a obra do mestre.

 

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Ainda não chegou a hora – chegará ela alguma vez? – de, ultrapassando um triste clubismo literário, reconhecer, com justiça, o que era de Camilo e o que é de Eça. Um conceituado e erudito queiroziano, A. Campos Matos, mostra como a admiração por Eça não impõe o desapreço por Camilo.
No seu recente livro A Guerrilha literária Eça de Queiroz/Camilo Castelo Branco (Parceria A. M. Pereira), documenta, com dados inequívocos, que o velho escritor teve maior interesse e maior conhecimento pela obra do seu camarada mais novo. Camilo comentava livros de Eça, elogiando-os, não sem algumas reservas (O Crime do Padre Amaro, O Primo Basílio) ou não poupando à sua crítica os que julgava ratés (A Relíquia, Madarim). Eça, por seu lado, não tem de Camilo senão um cliché: um grande conhecedor de léxico, que se prevalecia dele para esmagar os adversários e ridicularizar os “brasileiros”. Ao aceitar lugares-comuns sobre Camilo, relevava indiferença ou até desconhecimento da obra camiliana.
O desinteresse por Camilo torna-se mais chocante quando da obra se entende ao homem e ao seu drama. Ignora olimpicamente a morte de Camilo, pois não se conhece nenhuma reacção a esse fim trágico. Se Eça tem precedido no túmulo Camilo, este certamente escreveria um texto em que, sem abdicar do seu espírito crítico, declarava que a originalidade e a graça do seu estilo resgatava defeitos, a ponto de os tornar admiráveis.
João Bigotte Chorão

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A edição do Encontro ‘Saber Trás-os-Montes’ de 2008, organizado pelo Grémio Literário Vila-Realense e tendo de novo por tema a figura de Camilo Castelo Branco, decorrerá nos dias 10, 11 e 12 de Outubro (fim-de-semana), no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, em Vila Real.
Estão previstas intervenções de Aníbal Pinto de Castro, Bento da Cruz, Ernesto Rodrigues, Eurico Figueiredo, João Bigotte Chorão e Maria Alzira Seixo.
Estão também previstas acções complementares, como a apresentação do n.º 49 da Revista Tellus, uma visita ao Fojo do Lobo e a lugares camilianos em Ribeira de Pena, e a apresentação de Camilo e Ana Plácido – Episódios ignorados da célebre paixão romântica, de Manuel Tavares Teles (Edições Caixotim), entre outras surpresas.
Será distribuído diverso material bibliográfico e iconográfico.
Inscrições no Grémio Literário Vila-Realense (e-mail: gremio@cm-vilareal.pt; telefone: 259 303 083).

Programa (sujeito a alterações de pormenor)

Dia 10 de Outubro
Sexta-feira
19h00 – Jantar de Abertura (Estalagem Quinta do Paço)
21h30 – Apresentação de Camilo e Ana Plácido – Episódios ignorados da célebre paixão romântica, de Manuel Tavares Teles por João Bigotte Chorão (Edições Caixotim)

Dia 11 de Outubro
Sábado
09h00 – Recepção
09h30 – Sessão de Abertura e apresentação do n.º 49 da Revista Tellus
10h00 – Prof. Doutor Ernesto Rodrigues: A poesia em Camilo
10h45 – Doutor João Bigotte Chorão: Camilo a ocidente e oriente
11h30 – Pausa para café
11h45 – Prof.ª Doutora Maria Alzira Seixo: Memórias do Cárcere – a cadeia das relações
12h30 – Almoço volante no Grémio Literário Vila-Realense
14h30 – Partida para Ribeira de Pena – Visita a locais camilianos seguida de merenda oferecida pela Câmara Municipal de Ribeira de Pena

Dia 12 de Outubro
Domingo
09h00 – Prof. Doutor Aníbal Pinto de Castro: Apresentação do Centro de Estudos Camilianos de Vila Nova de Famalicão
09h45 – Escritor Bento da Cruz: Realidade e fantasia em Camilo Castelo Branco
10h30 – Pausa para café
10h45 – Prof. Doutor Eurico Figueiredo: “Amor de Perdição”: Paradigma do conflito de gerações
11h30 – Partida para o Fojo do Lobo da Samardã
13h00 – Almoço (Restaurante O Forno)

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