Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘José Cardoso Vieira de Castro’

 

 

«Fui de Santo António das Taipas para as cercanias de Fafe, quinta do Ermo, onde me esperava, com os braços abertos e o coração no sorriso, José Cardoso Vieira de Castro»

In, MEMÓRIAS DE CÁRCERE de Camilo Castelo Branco

No âmbito das comemorações dos 158 anos da passagem do escritor Camilo Castelo Branco por Passos, em junho de 1860, o Presidente da Junta da Freguesia de Passos, Fafe, vem, por este meio, convidá-lo (a) a participar na iniciativa cultural «CAMILO em Passos», com a temática «De José Cardoso a Camilo», cuja primeira edição decorrerá no(s) dia(s) 1, 2 e 3 de junho, nas horas e locais definidos no programa em anexo.

O Presidente da Junta

Joaquim Barbosa

Agradeço Confirmação: 918873636 / presidente@jf-passos.pt

 

 

 

Read Full Post »


No dia 7 de Maio de 1870, julgando confirmadas as suspeitas de infidelidade da sua esposa com José Maria de Almeida Garrett, o sobrinho de Almeida Garrett e amigo de casa, acaba por assassinar a jovem, quando esta dormia. No dia seguinte entregou-se às autoridades, confessando o crime.
Foi condenado a 10 anos de degredo para Angola, onde morreu em 1872, aos 35 anos de idade, nos arredores de Luanda, vítima de febre fulminante. O talento e o génio de Vieira de Castro foram consumidos no tremendo drama e desastre da sua vida.

Read Full Post »


Fui de Santo António das Taipas para as cercanias de Fafe, Quinta do Ermo, onde me esperava, com os braços abertos e o coração no sorriso, José Cardoso Vieira de Castro. Falseei a verdade.
Vieira de Castro esperava-me a dormir, naquela madrugada dele, que era meio-dia no meu relógio.
(In Memórias de Cárcere)

Read Full Post »


Durante o século XIX e até ao início da década de 70 da centúria seguinte, Caldas das Taipas foi um activo centro termal do noroeste de Portugal. As características das suas nascentes termais, as suas óptimas condições naturais e geográficas e a sua oferta hoteleira permitiram que, ligado a uma conjuntura favorável às estâncias termais, se registasse, nesse período, uma elevada afluência de aquistas.

Do extenso universo desses aquistas que encontravam, nas Taipas, um ambiente acolhedor e de repouso, decidimos dedicarmos neste artigo, à presença de dois destacados romancistas portugueses: Camilo Castelo Branco e Ferreira de Castro. Embora afastados no tempo, estes vultos da literatura portuguesa constituem duas singulares presenças na história e na memória colectiva desta vila.

Camilo Castelo Branco

A tradição, a história, a obra e o próprio testemunho de Camilo comprovam-nos que este romancista permaneceu nas Caldas das Taipas por inúmeras ocasiões, como veremos de seguida.

No Discurso Preliminar das “Memórias do Cárcere”, Camilo Castelo Branco evoca alguns dos dias em que viveu nas Taipas, enquanto andava perseguido pela justiça por razões amorosas. Ana Augusta Plácido casada com o banqueiro Manuel Pinheiro Alves, envolve-se sentimentalmente a Camilo, chegando em 1859, a fugir definitivamente para os seus braços. Entretanto, o marido de Ana Plácido instaura um processo por crime de adultério, sendo ambos pronunciados. Devido a esta situação, Camilo e Ana Plácido andaram foragidos desde o mês de Maio de 1860, por diversas terras do norte ( Samardã, Vila Real, Guimarães, Taipas, entre outras) até que, cada um por sua vez são presos: primeiro Ana Plácido, a 6 de Junho de 1860 e seguidamente o romancista a 1 de Outubro desse mesmo ano. Com efeito, Camilo permanece na Cadeia da Relação do Porto, até 16 de Outubro do ano seguinte, data em que foram ambos absolvidos.

Foi nesta época acidentada e difícil da sua vida, sensivelmente na primeira quinzena de Junho, que Camilo se refugiou nesta povoação termal. Francisco Martins Sarmento, seu amigo, foi quem lhe arranjou alojamento numa casa vizinha da actual pensão Vilas e próxima dos “Banhos Velhos”. Segundo a tradição, Camilo para não ser reconhecido pelos diversos doentes que frequentavam diariamente este estabelecimento termal em plena estação balnear, tomava banho nas águas sulfurosas à noite (OLIVEIRA 1994: 9). Pode-se estranhar o facto de Martins Sarmento não ter instalado o escritor no seu Solar da Ponte, em Briteiros, situado a poucos quilómetros das Taipas, mas segundo o Dr. Santos Simões “as relações entre ambos não tinham ainda o carácter de intimidade que rapidamente alcançaram e o facto de Camilo andar foragido à justiça obrigou a uma situação de compromisso ” (SIMÕES 1990: 16).

Camilo refere igualmente nas suas “Memórias do Cárcere” que enquanto se encontrava nas Taipas, dava passeios de barco no rio Ave com Martins Sarmento, apreciava as frescas carvalheiras, frequentando, por vezes, os bailes da Assembleia, apesar do receio de ser reconhecido.

Após este período passado nas Taipas, o escritor desloca-se para a Quinta do Ermo (cercanias de Fafe) do seu amigo José Cardoso Vieira de Castro. Tempo depois, Camilo é novamente hóspede de Martins Sarmento, mas agora na sua Quinta da Ponte.

Depois desta temporada que permaneceu nas Taipas, fugido dos agentes judiciais, Camilo não deixou de visitar esta povoação. Na correspondência travada com José Vieira de Castro, entre 1870-1872, Camilo refere em muitas dessas cartas que frequentava as Taipas, juntamente com Ana Plácido, em busca de alívio dos sofrimentos que padecia (CORRESPONDÊNCIA 1968). Numa dessas cartas, o escritor afirma que consultou três médicos para tentarem diagnosticar os males que antecederam a sua cegueira, que o conduziriam ao suicídio em 1890: “Antes de ontem reuni aqui três médicos. Não sei o que pensam de mim. O de Braga chama gastralgia à moléstia. O de Guimarães também. E o das Taipas, que cura há 60 anos, ainda não sabe o que é. Eu sei, e louvo a delicadeza de todos” (CORRESPONDÊNCIA 1968: 37). Igualmente na sua correspondência travada com Martins Sarmento encontramos cartas, nas quais nos apercebemos claramente que, na década de 80, Camilo era ainda um assíduo visitante desta estância. A título de exemplo, podemos mencionar o seguinte extracto datado de 23 de Maio de 1881, escrito por Martins Sarmento e dirigido a Camilo: “Eu conto ir para Briteiros no dia 8 de Junho. Se for para as Taipas veremos se é capaz de ir ver as minhas velharias” (CARTAS 1990: 65).

[…]

Fonte: http://lu-zinha.blogspot.com/

Read Full Post »

A vida pública e particular do tribuno novecentista José Cardoso Vieira de Castro esteve em debate no 1.º Encontro do Ermo, que se realizou a 10 de Outubro, na Quinta do Ermo, sita em S. Vicente de Paços, no município de Fafe, e que contou com a participação de cerca de uma centena de pessoas oriundas de várias localidades do norte do país.
As boas vindas aos participantes foram dadas pelo anfitrião e proprietário da Casa do Ermo, Eng.º Lourenço Castro, co-organizador do evento, e pelo Vereador da Cultura da Câmara de Fafe, Dr. Antero Fernandes.
A iniciativa prosseguiu com um momento musical, concretizado na execução por Nelson de Quinhones, da peça para piano “Souvenirs de Fafe”, da autoria do conhecido compositor Arthur Napoleão, a qual foi originalmente dedicada ao Comendador fafense Albino de Oliveira Guimarães, grande amigo de José Cardoso Vieira de Castro.
Seguiram-se três comunicações: “Vida e Obra de José Cardoso Vieira de Castro”, por Artur Coimbra; “José Maria de Almeida Garrett – O Bom Vilão”, por José Manuel Martins Ferreira e “ Henriqueta Couceiro – a amante de Vieira de Castro”, por Manuel Tavares Teles.
O evento integrou, ainda, uma exibição de jogo do pau a cargo da Sociedade de Recreio Cepanense, e finalizou com um verde de honra para todos os convidados.
José Cardoso Vieira de Castro foi proprietário da Casa do Ermo, local onde o romancista Camilo Castelo Branco, fugido à justiça, se refugiou em 1860, quando Ana Plácido foi pronunciada e presa por crime de adultério na Cadeia da Relação do Porto.

Read Full Post »

A Câmara Municipal de Fafe promoveu, na passada 6ª feira, dia 19 de Junho, pelas 21h30, a apresentação, da obra Roteiro Camiliano em Fafe, de Carlos Alberto Ferreira Afonso.
Roteiro Camiliano em Fafe, tingido de tons literários, é um projecto de três turmas do 11º ano de Literatura Portuguesa, da Escola Secundária de Fafe, juntamente com os seus professores e tem como propósito evidenciar a importância que Fafe teve na vida e na obra de Camilo Castelo Branco. O município apadrinhou a iniciativa e publicou a obra agora dada a conhecer aos fafenses e ao público em geral.
O livro pretende apresentar, ao nível textual e fotográfico, os principais lugares ligados à passagem de Camilo Castelo Branco em Fafe, em 1860, quando se encontrava fugido à justiça por envolvimento amoroso com Ana Plácido, e que se encontram referenciados na obra Memórias do Cárcere. Assim nos surge a Casa do Ermo, do seu amigo José Cardoso Vieira de Castro, “situada no ponto mais despoético e triste do mapa-múndi”, nas palavras do romancista. Mas também a Ponte do Barroco, onde escreveu um poema datado de 15 de Junho de 1860. E a Vila, descrita em traços largos, bem como a lenda da Justiça de Fafe, do jogo do pau e a procissão de Nossa Senhora de Antime.
A relação de Camilo com Fafe levou-o a misturar-se com gentes, costumes e paisagens que coloriram alguns dos seus textos mais conhecidos, como Mistérios de Fafe, O Morgado de Fafe em Lisboa, O Morgado de Fafe Amoroso e as mencionadas Memórias do Cárcere.

Read Full Post »