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Posts Tagged ‘letras’


«Camilo, o excelso Camilo, que bem merece a glorificação eterna na memória das letras… .»
Rómulo de Carvalho (António Gedeão)

 

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«Contou-me o falecido general Sousa Machado, intrépido batalhador de África, onde foi gravemente ferido no combate de Coelela, que em setembro 1873, sendo alferes, esteve na Póvoa de Varzim, convivendo aí muito com o autor da Brasileira de Prazins.

Uma tarde, encontraram-se, os dois, em um dos cafés da formosa praia, e pegaram de conversar, enquanto os filhos de Camilo brincavam um com o outro. O pai, ao mesmo tempo que lhes vigiava os folguedos, ia discorrendo acerca do nada que valia ser escritor em Portugal.

– Estes, – disse ele, apontando os filhos – livrarei eu de saberem ler e escrever…

– Pois V. Ex.ª diz isso?!… Retorquiu Sousa Machado, sem poder ocultar o seu assombro.

– Digo e hei-de cumprir. Sabe lá quantos desgostos as letras me têm dado!…»

(In Os amores, os ciúmes e a graça de Camilo, de António Cabral)

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«Camilo foi, de facto, não só o último romântico, mas também o derradeiro representante desse nacionalismo das letras, que, dentro dos recursos da língua portuguesa, se ocupou da vida portuguesa, criando tipos radicalmente portugueses.»

Luís de Magalhães

 

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«Não houve carácter mais complexo ou mais complicado, como agora se diz. Singular enfermo; não conheci outro assim; nem o próprio Antero de Quental…
Trabalhou dia e noite. Apesar da penúria das nossas letras, não lhe faltaram meios para se jogar por esse mundo, visitar as grandes cidades, observar monumentos e galerias de arte, percorrer salões da aristocracia do talento e contrastar com espíritos superiores as faculdades raríssimos do seu fecundo e privilegiado cérebro.»

Bulhão Pato

 

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«Camilo foi, sem qualquer margem à dúvida, o primeiro homem de letras que em Portugal se atreveu a fazer da arte da escrita uma profissão – e profissão exclusiva, sem o recurso a uma outra atividade subsidiária de mais segura e estável remuneração.»
Alexandre Cabral

 

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«Ninguém corteja, em distração, um homem que apresenta letras de cento e vinte contos. A presença de um milionário ensina mais cortesia que um compêndio de civilidade.»
(In Vingança)

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Camilo viveu inteiramente das letras e para as letras. Leu e escreveu. Escreveu e leu. E, nos intervalos da leitura e da escrita, viveu uma vida que desdiz dos paradigmas que levam ao altar. Para tudo teve vocação – menos para santo…
Foi autêntico grilheta da pena. Para além do amor – obsessão que o colocou constantemente nas situações mais difíceis – nada mais fez do que escrever, escrever para cumprir uma vocação de raiz e, outrossim, para ganhar o quantum satis de uma existência modestíssima. De tal modo o ganha-pão da escrita o absorveu, que nada mais fez…
A caneta foi o eixo do seu mundo – e o seu mundo…
(In Boletim da Casa de Camilo)

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