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Posts Tagged ‘literatura’

«Eis um homem que não precisa de apelido para ser identificado na vida e na literatura. Dizemos Camilo – e esse nome chega para designar um rosto e uma obra inconfundíveis. Camilo evoca «o romance do romancista», tão dramático como o das suas personagens, e uma longa fila de livros, que toda a gente conhece ao menos de título: Amor de Perdição, Novelas do Minho… Camilo, que constitui todo um capítulo, e fundamental, da literatura portuguesa do século XIX e é tema de especialistas, foi sempre um autor popular: lêem-no tantos letrados como o homem da rua. É popular e ao mesmo tempo complexo, vasto e vário pelo número de títulos e a diversidade de géneros, como um continente ou uma floresta que nunca se conhece por mais que se explore. Há segredos, zonas recônditas que talvez nunca se revelem – nem ao explorador mais animoso e mais audaz. Quem é Camilo? Um enigma que se levanta numa encruzilhada da literatura para desafiar a nossa paciência e a nossa perspicácia.»
(In O essencial sobre Camilo)

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«Numa tarde do princípio de junho desse angustiado e revolto ano de 1890, tão cortado de sobressaltos, agitações e desgraças, no calmo e verdejante retiro aldeão da sua casa de S. Miguel de Ceide, e nesse gabinete de trabalho em que o cercavam os seus adorados livros, companheiros fiéis de toda uma vida de intensa actividade literária. Camilo Castelo Branco, convencido do irremediável infortúnio que condenava os seus derradeiros dias à treva perpétua, abria por sua própria mão as portas de bronze da Morte, metendo na cabeça uma bala de revólver.

 Mas essa bala fatal, que cortava o fio da existência, já tão gasto e adelgaçado pelo sofrimento, rompia também, de vez, os últimos filamentos da nossa tradição literária. Porque a verdade é que, com esse glorioso vulto de escritor, se extingue a linhagem clássica e romântica, e com ele morre a velha língua portuguesa. É um ciclo que se encerra nesse trágico epílogo duma grande vida, laboriosa e fecunda. O seu mausoléu não é apenas a jazida fúnebre dum literato ilustre: é a sepultura de toda uma literatura morta.»

Luís de Magalhães

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«Camilo não foi historiador, e faz gala em não o ser, mas é um dos exemplos mais frisantes de que não há história sem boa literatura.»
Justino Mendes de Almeida

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«Eis um homem que não precisa de apelido para ser identificado na vida e na literatura. Dizemos Camilo – e esse nome chega para designar um rosto e uma obra inconfundíveis. »
João Bigotte Chorão

 

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«Camilo é dos mais fiéis e corajosos lidadores da milícia literária. Não pede baixa do serviço, nem a aceita, enquanto a mão lhe brandir a pena, e do cérebro lhe brotarem ideias. Este homem não é um literato, é uma literatura. As suas obras reunidas constituem uma biblioteca selectíssima, que representa um longo e seríssimo trabalho, e que é para os estudiosos a mais completa escola da boa linguagem portuguesa.»

 Cândido Figueiredo

 

 

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«… Mas abordemos o colosso, o Jeová da literatura portuguesa – Camilo Castelo Branco. Quem quisesse escrever o elogio condigno deste portento de ter, pelo menos, tanto talento como ele.
Não sei que receio me faz estremecer a pena quando vou escrever acerca do Mestre, do homem incomparável que ocupa lugar de honra na esplêndida galeria dos imortais.»

Trindade Coelho

 

 

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«… Mas abordemos o colosso, o Jeová da literatura portuguesa – Camilo Castelo Branco. Quem quisesse escrever o elogio condigno deste portento de ter, pelo menos, tanto talento como ele.
Não sei que receio me faz estremecer a pena quando vou escrever acerca do Mestre, do homem incomparável que ocupa lugar de honra na esplêndida galeria dos imortais.»

Trindade Coelho

 

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«Não aprecio o Camilo Castelo Branco, como homem e na sua vida íntima; mas como escritor público, faço-lhe justiça. Mas ainda há mais.
O meu nome era obscuro e quase desconhecido em literatura. O Camilo viu parte da minha obra e fez-lhe elogios muito além do meu merecimento – se não fosse ele ainda o dicionário estava hoje inédito, e talvez ainda morresse. O Camilo será mau, mas não é egoísta nem invejoso.»
Pinho Leal

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«Camilo ficará iluminado com o seu génio esta nossa querida e abençoada terra portuguesa, enquanto nela bater puro e imaculado um coração que seja, na evocação dos seus personagens para sempre vivos, desde as páginas maravilhosas e intensamente dramáticas do “Amor de Perdição” até à “Queda dum Anjo”, a mais bela obra de ironia e graça de toda uma literatura.»

Vicente Arnoso

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«Na literatura portuguesa contemporânea, Camilo Castelo Branco é a mais poderosa organização estética, exercida em uma prolongada e contínua idealização, refletindo na sua obra todo o estado moral de uma época perturbada pela falta de uma doutrina.»
Teófilo Braga

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