Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Memórias do Cárcere’

«Não era gratuito o professor. O senhor Dias percebia do seu magistério oito tigelas de caldo e duas broas por dia! Como querem que haja instrução na cadeia com tal recompensa! Oito tigelas de caldo! Se o pobre mestre tivesse oito estômagos para elas, morreria oito vezes em cada dia! Que valia ao senhor Dias era vendê-las todas, e aplicar o produto a iguarias, que lhe não toldassem o cérebro dos vapores crassos do feijão. Seria impossível, com tal alimento, conservar-se límpida a inteligência do mestre para o funcionalismo docente.»
(In Memórias do cárcere)

Read Full Post »

«Os génios, quando se abrem, são gratuitos, como as nuvens que chovem a abundância do céu, e também fazem lama na terra.»
(In Memórias do Cárcere)

Read Full Post »

«- Não vás, não me sigas, Rosa. Espera, que eu possa ainda ser perdoado. O meu primeiro dia de liberdade será o da nossa eterna união. A tua vinda deu-me forças. Agora sim: deixas-me a certeza da tua constância e força de alma. Era essa a que me faltava. Cuidei que te faria medo a minha desgraça, Rosa. Levo, como depósito sagrado, o teu coração para os cárceres de Almeida.»
(In Memórias do cárcere)

Read Full Post »

«Os amigos dos primeiros anos da mocidade considera-os a velhice perdidos, se revolverem anos sem novas deles.»
(In Memórias do Cárcere)

Read Full Post »

«É o amor uma criança, que nos faz crianças em todas as idades.»
(In Memórias do Cárcere)

Read Full Post »

«A mim o que mais me espanta é a força da vida humana!»
(In Memórias do Cárcere)

Read Full Post »

«Não era gratuito o professor. O senhor Dias percebia do seu magistério oito tigelas de caldo e duas broas por dia! Como querem que haja instrução na cadeia com tal recompensa! Oito tigelas de caldo! Se o pobre mestre tivesse oito estômagos para elas, morreria oito vezes em cada dia! Que valia ao senhor Dias era vendê-las todas, e aplicar o produto a iguarias, que lhe não toldassem o cérebro dos vapores crassos do feijão. Seria impossível, com tal alimento, conservar-se límpida a inteligência do mestre para o funcionalismo docente.»
(In Memórias do cárcere)

Read Full Post »

«Os amigos verdadeiros são os que nos acodem inopinados com valedora mão nas tormentas desfeitas.»
(In Memórias do cárcere)

Read Full Post »

«Quando o coração pode mais do que a cabeça, meu amiguinho, faz-se muita soma de asneira.»
(In Memórias do Cárcere)

Read Full Post »

«O que é perfume vai para o céu donde veio. O que verdadeiro, sensível e tangível fica na terra, porque é barro, e não sairá jamais do barro.»
(In Memórias do Cárcere)

Read Full Post »

« Newer Posts - Older Posts »