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Posts Tagged ‘Noite de Insónias’

A iniciativa tem como objetivos principais fomentar o gosto pela leitura dos textos de Camilo Castelo Branco e proporcionar a partilha de abordagens e de interpretações da prosa do romancista de São Miguel de Seide.

Para cada sessão é sugerida a leitura prévia de um texto de Camilo, o qual é cedido gratuitamente pela Casa de Camilo, desde que solicitado para o endereço eletrónico geral@camilocastelobranco.org .

 

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AVISO ÀS PESSOAS INCAUTAS

«Esta novela contém adultérios, homicídios, missionários e outros cirros sociais.
Almas, em flor de inocência e candura, não leiam isto que trescala podridão de gafaria, em que forçadamente a leitora, afeita ao ar puro das regiões vizinhas do céu, há de sentir nausear-lhe a alma…»
(In Mistérios de Fafe)

 

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«- Era o que as núpcias demonstravam, como diz a lei romana. Era Inocêncio. O sangue de Pedro vinha a ser o dinheiro de Inocêncio. Lá está o axioma que diz: O dinheiro é sangue. Um filho só pode ser filho de quem é seu pai, quando não herda oitenta contos de outro que foi casado com sua mãe.»
(In O Sangue)

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Novamente com Machado de Assis e as “Memórias póstumas de Brás Cubas”

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Detidos por livre e espontânea vontade na cadeia, e envoltos de alguns capítulos das “Memórias do Cárcere”, quando se comemora os 150 anos da sua publicação, a comunidade de leitores pretende assim, no local onde foram escritas estas histórias, partilhar conhecimentos e sentimentos de um modo mais autêntico e verdadeiro, assim como sentiu e viveu Camilo Castelo Branco.

«Desci um dia às enxovias da Relação. Demorei-me no antro, onde morava o carrasco, aposentadoria devoluta, desde que o último morreu, em 1833, às mãos do povo.
Nem todos os carrascos ali viviam agrilhoados como tigres necessários à vindicta da humanidade. Um velho executor de alta justiça, adido ao tribunal da Relação, quando a decrepitude lhe desnervou as pernas, tinha licença de sair a aquecer ao sol de Deus as mãos com que tinha estrangulado dúzias de gargantas de filhos de Deus. Os rapazes assobiavam-no nas ruas, e ele dizia com sorriso de bondade: Nosso Senhor vos guarde das minhas unhas
(In Memórias do Cárcere)

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