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Posts Tagged ‘Noite dos Museus’

Na noite dos Museus, sábado, dia 16 de maio, o Grupo de Teatro Amador Camiliano – GRUTACA, apresenta a peça “A Morgadinha de Vale d´Amores”, uma comédia de Camilo Castelo Branco, no auditório da Casa de Camilo – Centro de Estudos. Encerrado, assim, o IX Festival de Teatro Amador Terras de Camilo.
Entrada livre.

 

A Casa de Camilo – Museu estará aberta ao público até às 24 horas.

 

 

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A noite começou chuvosa, mas estávamos muito ansiosos, pois iríamos descobrir mais histórias do mestre da literatura portuguesa, Camilo castelo Branco.
Munidos de agasalhos e de guarda-chuvas, lá começámos o percurso, saímos de Seide em direção ao cruzeiro de Seide S. Paio, a primeira paragem, com muita chuva e uma pequena encenação de um extracto da obra “A brasileira de Prazins”, muito engraçado, mereceu várias gargalhadas, contudo a esposa do melro estava com uma voz muito esquisita, muito varonil.
De novo pés ao caminho, a chuva abrandou e até já começávamos a sentir um calorzinho, já em Requião, atravessámos uma zona bastante rochosa, passámos ao lado do Convento da Fraternidade Cristo Jovem e seguimos até à Capela de Santa Lúzia, aí aconteceu algo de extraordinário após um exorcismo, a chuva parou, como por milagre e a rapariga libertou-se do espríto.
Próxima paragem, Ninães, e mais uma leitura camiliana, desta vez da obra “O Senhor do Paço de Ninães”, um local muito agradável e com alguns pormenores que saltaram aos olhos, como um passadiço entre casas coberto de flores e cabacinhas e um pequeno caminho de degraus em calçada portuguesa.
Continuamos o percurso de regresso a Seide, e de repente, um assalto, o bando do Zé Telhado, mais uma vez nos cruzamos nestas andanças camilianas.
Já no Centro de Estudos Camilianos, mais uma surpresa, o tradicional caldo verde com tora, uns rojões e bela broa minhota com couve e tudo. Regados com vinho verde da região.
Após os comes e bebes, houve tempo para umas cantigas, cantarolámos, dançámos e depois limpámos.
Um Serão bem passado: passeio, livros e comida. Não há nada melhor!
Bem-haja Sr. Camilo. E todos os seus seguidores.

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A Casa de Camilo realiza, pela primeira vez, no dia 18 de maio, às 21h30m, um trilho camiliano inspirado nas obras “A brasileira de Prazins” e “O Senhor do Paço de Ninães”. Um percurso pedestre entre Seide, Requião e Ninães, com algumas leituras camilianas pelo caminho. 
A iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através da Casa de Camilo, com a colaboração da Junta de Freguesia de S. Miguel de Seide; Grutaca – Grupo de Teatro Amador Camiliano; Grucamo – Grupo de Caminheiros de Montanha, Agrupamento de Escuteiros e Café Camiliano.

«Estamos no Minho, o leitor e eu.
Chegamos à «Portela», uma légua andada de Vila Nova de Famalicão, na estrade de Guimarães. Deixada a estrada, entremos numas brenhas de árvores, por atalho tortuoso com o seu dossel de carvalheiras e festões de vides enroscadas nelas. Andou o leitor um quilómetro em vinte minutos, se não parou algumas vezes a respirar o acre saudável das bouças…»
(In O senhor do Paço de Ninães)

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Nestas noites em que os museus estão de portas abertas ao público, nas comemorações do Dia dos Museus, os funcionários da Casa Camilo Castelo Branco, do Centro de Estudos Camilianos e do Grupo de Caminheiros da GRUCAMO, em Seide, Vila Nova Famalicão, meteram pés a caminho e convidaram o público a percorrer e a viver os trilhos de Camilo, conforme apelidaram de: “Cangosta do Estêvão.”
“Pelos caminhos deste recanto minhoto percorridos pelos passos de Camilo nas suas deslocações a Landim, vamos hoje reviver esses momentos de evasão do nosso romancista.”
Apesar do tempo chuvoso, ultimaram-se os preparativos para a caminhada no átrio do Centro de Estudos Camilianos. Alguns vestidos a preceito, outros bem resguardados de capa e guarda-chuva, partimos nós de autocarro até ao Mosteiro de Landim. Ali começaram as pequenas dramatizações relatando episódios do romancista, das suas Novelas Minhotas e até da Murraça. Foram quatro momentos divertidos, de lanterna em punho alumiando os ‘escritos’ e… os pés das damas de vestido longo, que foram arrastando os seus vestidos rendados nos lamaçais dos caminhos. Houve alturas em que os perigos eram eminentes, não pelos assaltos do Zé do Telhado, mas pelas escuras ruelas, pelos carreiros lamacentos em campos recém-lavrados, pelas silvas encobrindo bermas – onde um passo em falso nos levaria a desaparecer na escura noite ou, no riacho Pele. Valeram-nos os caminheiros da Grucamo, muito experientes nestas cousas de perigos, abrindo braços e protegendo-nos as bordas.
O nosso anfitrião, Camilo Castelo Branco, protagonizado pelo guia do museu, o Reinaldo, cavalheiro de falas de cor, de conhecimento profundo da obra, que leva os ouvintes a pensarem-no possesso pelo pensamento do romancista descabelado – como diria António Joaquim se se apeasse da liteira e assistisse a tal procissão nocturna.
Com Camilo à conversa desde o Mosteiro de Landim, mais o Cego, mais a Brasileira de Prazins e a Maria Moisés, éramos chegados ao Centro de Estudos para descanso da passeata, percorridos 2.400 metros.
E para animar a malta, já que na vida do representante de Camilo há uma boina e uma viola, aí temos o Reinaldo mais a sua cantadeira – a Fátima, que juntamente com o resto do grupo “Pedra D´Água” dão vida a um serão de província.
E como surpresa final, num ambiente descontraído e alegre, retemperaram-se energias com os tradicionais rojões à moda do Minho, pão de milho, caldo verde e um bom vinho; tudo servido em louça de barro com a inscrição de “Casa de Camilo” – para que não restassem dúvidas.
Assim terminou uma noite que ameaçava chuva… mas não choveu e deu vida a um Museu […]
Lucília Ramos

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