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Posts Tagged ‘O Nacional’

«Vila Real, 18 de Agosto – Ontem pelas dez horas da manhã andava passeando junto à porta do governador civil o pacífico cidadão Camilo Castelo Branco, em companhia de Luís de Bessa Correia, que deixou de ser administrador desta vila haverá seis dias, por não aturar o despotismo deste miserável governador civil, José Cabral.»

(In O Nacional, de 21-8-1847)

 

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Largo do Carmo

«Da calçada do Carmo à rua da Oliveira é um tiro de pistola. À direita está a frontaria do templo de Nun`Alvares Pereira, escaveirado, corroído pelos vermes da civilização, com o seu pórtico de arabescos góticos, servindo de tenda de barbeiro. Em frente – donde os cavaleiros de D. João I vinham saudar o vulto venerado do condestável, que lhes acenava da fresta do claustro com a orla da túnica, como outrora, nos plainos de Aljubarrota, lhes acenara com a lâmina do montante – defronte, naquele terraço de veneração mística e saudosa, 50 galegos grunhem, reguingam e disputam a vez de encher o barril.
Aí estão duas épocas bem definidas. Na da civilização aparece o galego com a molécula constituinte da moderna sociedade portuguesa. À esquerda – à esquerda de quê? – à esquerda do largo do Carmo estão as guardas pretorianas, espécie de gaiola onde os cães de fila açaimados esperam que os açule um aventureiro político detrás do cofre da fazenda – É o quartel da guarda municipal. Segue-se a rua da Oliveira.»

Camilo Castelo Branco
(In O Nacional, de 15-1-1850)

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A propósito de um colóquio sobre os “Mistérios de Lisboa”, Nuno Ramos de Almeida conversa com a vice-reitora da Universidade Católica sobre Camilo Castelo Branco e a evolução da cultura como motor da nossa identidade

O livro de Camilo Castelo Branco “Mistérios de Lisboa” foi inicialmente publicado em episódios pelo diário portuense “O Nacional”. Começou a ser publicado a 4 de Março de 1853, mas o livro só viu o prelo em 1854. Mais de 150 anos depois, Raúl Ruiz fez um filme dedicado ao livro de Camilo, “em que os pecadores podem ascender à virtude, e a virtude se conquista através de sofrimentos e lágrimas”. Nos passados 11 e 12 de Dezembro realizou-se na Universidade Católica o colóquio internacional “Mistérios de Lisboa”. É com esse pretexto que falamos com a vice-reitora da Universidade Católica, Isabel Gil, a propósito da importância dos mistérios e da obra do escritor.

Fonte: Jornal i
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Iluminou-se ontem o jardim de S. Lázaro em benefício dos pobres. Não se apela em vão para a caridade deste público. Foi luzida a concorrência e bem passada a noite; e, como noite de esmolas é de crer que muitos corações mendigos, dos que pedem por amor de si e não por amor de Deus, fossem remediados em suas fomes e sedes… de frivolidades, que é a linguagem genuína das afeições deste velho globo.
(In O Nacional)

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