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Posts Tagged ‘O senhor do Paço de Ninães’


«Perguntou o peregrino que conventos demoravam por aqueles sítios.
– A três léguas de aqui há Vairão, de religiosas beneditinas; a três quartos de légua está Santa Maria de Landim, de cónegos regrantes de Santo Agostinho.
– Lembro-me de ter visto em Lisboa – disse Rui – um prior dessa casa… Era D. Jerónimo…»
(In O Senhor do Paço de Ninães)

 

 

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«Vinte e quatro horas depois, fecha-se, com os despojos da fidalga de Pouve, aquele segundo túmulo que o leitor pode ver no adro da igreja, de Santa Maria de Abade.
Soou a fama que no solar de Pouve entrara o fantasma de Rui Gomes matara Leonor pedindo-lhe contas da sua perfídia. As criadas, enquanto vivas, disseram que um ermitão entrara ao quarto de sua ama e saíra deixando-a morta, mas juravam que o tinham visto lhe ouviram a voz, e não era fantasma, bem que, ao sair do quarto, as fizesse tremer de medo.
Esta explicação não quadrava à legenda maravilhosa do povo. Teimavam que o ermitão era o fantasma do fidalgo de Ninães.»
(In O Senhor do Paço de Ninães)

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Camilo Castelo Branco
e os seus admiradores organizaram mais uma caminhada camiliana, da estação dos caminhos-de-ferro de Famalicão até Seide S. Miguel. Com vários figurantes vestidos à moda do século XIX, tivemos momentos hilariantes, culturais e de agradável convívio.
Depois de iniciada a caminhada paramos na praça D. Maria II, onde nos aguardavam um músico e dois cantadores, proporcionando a Camilo algum incómodo e aos participantes valentes rizadas. Continuando, ainda havia vários km pela frente, em Santiago de Antas fizemos um desvio, até a uma bonita zona arbórea de Requião, aí encontrámos Josefa, mãe de Maria Moisés, desesperada…, uma interpretação da história Maria Moisés da obra “ Novelas do Minho”.
De novo pés a caminho até ao Solar de Pouve, uma bonita construção em cantaria, com torre armada e janelas em cruz. Este solar é mencionado na obra camiliana “O Senhor do Paço de Ninães”. Neste belo local assistimos a uma pequena representação teatral da obra “A Morgadinha de Val-d´Amores entre a flauta e a viola”, apresentada pelo núcleo mais jovem do grupo de teatro amador GRUTACA.
Seguimos até Seide, já no prado do Centro de Estudos Camilianos, de novo cantares ao desafio e para finalizar o sorteio de vários cabazes, oferecidos pela empresa PRIMOR.
Uma manhã de domingo muito bem passada, apesar da constante ameaça de chuva.

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A noite começou chuvosa, mas estávamos muito ansiosos, pois iríamos descobrir mais histórias do mestre da literatura portuguesa, Camilo castelo Branco.
Munidos de agasalhos e de guarda-chuvas, lá começámos o percurso, saímos de Seide em direção ao cruzeiro de Seide S. Paio, a primeira paragem, com muita chuva e uma pequena encenação de um extracto da obra “A brasileira de Prazins”, muito engraçado, mereceu várias gargalhadas, contudo a esposa do melro estava com uma voz muito esquisita, muito varonil.
De novo pés ao caminho, a chuva abrandou e até já começávamos a sentir um calorzinho, já em Requião, atravessámos uma zona bastante rochosa, passámos ao lado do Convento da Fraternidade Cristo Jovem e seguimos até à Capela de Santa Lúzia, aí aconteceu algo de extraordinário após um exorcismo, a chuva parou, como por milagre e a rapariga libertou-se do espríto.
Próxima paragem, Ninães, e mais uma leitura camiliana, desta vez da obra “O Senhor do Paço de Ninães”, um local muito agradável e com alguns pormenores que saltaram aos olhos, como um passadiço entre casas coberto de flores e cabacinhas e um pequeno caminho de degraus em calçada portuguesa.
Continuamos o percurso de regresso a Seide, e de repente, um assalto, o bando do Zé Telhado, mais uma vez nos cruzamos nestas andanças camilianas.
Já no Centro de Estudos Camilianos, mais uma surpresa, o tradicional caldo verde com tora, uns rojões e bela broa minhota com couve e tudo. Regados com vinho verde da região.
Após os comes e bebes, houve tempo para umas cantigas, cantarolámos, dançámos e depois limpámos.
Um Serão bem passado: passeio, livros e comida. Não há nada melhor!
Bem-haja Sr. Camilo. E todos os seus seguidores.

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A Casa de Camilo realiza, pela primeira vez, no dia 18 de maio, às 21h30m, um trilho camiliano inspirado nas obras “A brasileira de Prazins” e “O Senhor do Paço de Ninães”. Um percurso pedestre entre Seide, Requião e Ninães, com algumas leituras camilianas pelo caminho. 
A iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através da Casa de Camilo, com a colaboração da Junta de Freguesia de S. Miguel de Seide; Grutaca – Grupo de Teatro Amador Camiliano; Grucamo – Grupo de Caminheiros de Montanha, Agrupamento de Escuteiros e Café Camiliano.

«Estamos no Minho, o leitor e eu.
Chegamos à «Portela», uma légua andada de Vila Nova de Famalicão, na estrade de Guimarães. Deixada a estrada, entremos numas brenhas de árvores, por atalho tortuoso com o seu dossel de carvalheiras e festões de vides enroscadas nelas. Andou o leitor um quilómetro em vinte minutos, se não parou algumas vezes a respirar o acre saudável das bouças…»
(In O senhor do Paço de Ninães)

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«Não há metades do coração. Ou todo o amor, ou toda a indiferença, quando não, é uma insustentável impostura, chamada estima.»
(In O senhor do Paço de Ninães)

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“Não há metades do coração. Ou todo o amor, ou toda a indiferença, quando não, é uma insustentável impostura, chamada estima.”
(In O senhor do Paço de Ninães)

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