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Posts Tagged ‘romancista’

«Camilo foi bom – o génio é uma das formas da bondade – bom até onde pôde sê-lo um nevropata; e nessa bondade houve sinceridade, até onde pode mantê-la um romancista.»

Fialho d´Almeida

 

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«O romancista é o escultor das paixões: enfeitá-las, corrigi-las, dar-lhes com palavras a expressão que elas esteticamente não podem exprimir, é seu ofício. E, se o autor me não entende, eu lhe aclaro a ideia…»

(In O Romance dum homem rico)

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«-Ó Camilo, queres fazer uma vaca? – Disse, ao transpor a porta do antro, um amigo do romancista.
– Muito obrigado. Não aceito. As minhas vacas saem-me sempre porcas…»

(In Os amores, os ciúmes e a graça de Camilo, de António Cabral)

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«Camilo, pelo feitio étnico do seu espírito, pelo sangue, pelo temperamento e até pela educação, é um português do Norte – um transmontano.
Nasceu em Lisboa, bem sei. Mas isso importa pouco. Na vida do romancista é um detalhe mínimo, acidental. A pátria não é a terra onde se nasce; a pátria é a terra do nosso sangue, e a terra que nos modela o espírito.»

Manuel Laranjeira, in “Ilustração Transmontana”

 

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«Escrever as coisas como elas se passam no mundo, como nós as vemos por aí! Então é melhor não dar cópias da realidade. O que a gente quer é que o romancista nos pinte a sociedade, a vida e as paixões melhores ou piores do que são.»
(In O Romance dum homem rico)

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«Eis aqui um excelente poeta, um grande romancista, um bom literato, e um dos escritores mais espirituosos do país.»
Arnaldo Gama

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Camilo atravessava, uma tarde, a Praça Nova, quando encontrou um negociante seu conhecido que sobraçava um grande maço de livros.
– Muitos livros leva você aí, homem! – exclamou o romancista, surpreendido.
– São para meu filho que anda nos estudos – elucidou o negociante – Quatro quilos de sabedoria. Sr. Camilo!
– Quatro quilos de sabedoria! – comentou o escritor – Oxalá não lhe roubassem no peso…

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«Camilo foi bom – o génio é uma das formas da bondade – bom até onde pôde sê-lo um nevropata; e nessa bondade houve sinceridade, até onde
pode mantê-la um romancista.»
Fialho d’Almeida

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Silva Pinto visitou, uma ocasião, Camilo, que estava hospedado num hotel portuense, perto de S. Lázaro. Era de manhã. O romancista estava no quarto.
– Vou almoçar – disse Camilo – Venha daí almoçar comigo.
Entraram na casa de jantar. À mesa estavam dez ou doze sujeitos a contas com pirâmides de costelas. A entrada de Camilo produziu sensação; trocaram-se olhares de pasmo; os garfos e as facas imobilizaram-se; fez-se silêncio. Camilo, fingindo que não reparava nos sujeitos, ocupou o seu lugar à mesa e comentou para Silva Pinto:
– Convença-se o meu amigo que não endireitamos o Mundo. O mais que podemos esperar é o quebrar dos nossos braços, se buscarmos segurar a engrenagem desta máquina. A influência real não é a nossa; é a de certas bestas…
Olhou em redor de si; viu os dez ou doze sujeitos com os olhos fitos nele e com as orelhas muito espetadas – e concluiu:
– É a dessas bestas que aí estão…

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“O melhor romancista em Portugal, por enquanto, há-de ser o que tiver mil leitores que lhe comprem o livro e o aplaudam, contra dez que o leiam de graça e o critiquem no folhetim a dez tostões.”
(In A Doida do Candal)

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