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Folhetim “Cinco Filhas para Casar”, uma adaptação de Odete de Saint-Maurice, a partir do romance “Estrelas Propícias”, de Camilo Castelo Branco.

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“A Queda dum Anjo” de Camilo Castelo Branco traduzido para língua mirandesa

O livro de Camilo Castelo Branco “A Queda dum Anjo”, que conta a história de um político transmontano que se deslumbra com Lisboa quando chega a deputado, terá uma versão em mirandês, indicaram hoje os responsáveis pela iniciativa.

“Faz todo o sentido esta tradução do livro de Camilo Castelo Branco, porque um das principais personagens da história [Calisto Elói] é natural de Caçarelhos, uma aldeia do concelho de Vimioso, onde, estou certo, que há 150 se falava o mirandês”, frisou à agência Lusa o tradutor e escritor Alfredo Cameirão.

A edição é da Câmara de Vila Nova de Famalicão, em parceria com a Casa de Camilo, um espaço localizado naquele concelho do distrito de Braga onde há quase três décadas são realizadas atividades relacionadas com a vida e obra de Camilo Castelo Branco, que ali viveu.

A tradução de “A Queda dum Anjo” para língua mirandesa é um dos destaques de uma programação que assinala os 150 anos desta obra camiliana, sendo que, na opinião de Alfredo Cameirão, a afirmação da língua mirandesa fica enriquecida ao ter no seu “corpus” a tradução de “uma obra tão importante” para a literatura portuguesa como é o romance de Camilo Castelo Branco.

“Trata-se de um trabalho minucioso, na sua tradução. No entanto, só havia duas soluções: ou fazer a tradução, ou recusar o convite [das entidades de Famalicão], e nessa medida, não estamos em tempo de recusar um convite desta dimensão cultural. A língua mirandesa não poderia perder esta oportunidade”, enfatizou, o escritor e investigador, contando que demorou “largos meses” a fazer a tradução.

O diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira, explicou à Lusa o porquê desta tradução, lembrando que Calisto Elói é oriundo das Terras de Miranda e a língua mirandesa a segunda língua oficial em Portugal.

“Acredito que deve ser inédito na história da edição literária em Portugal fazer um livro que tem exclusivamente a língua da própria personagem”, referiu.

A obra será apresentada na tarde de 18 de outubro na biblioteca da Assembleia da República, em Lisboa, depois de um passeio no Chiado, pelo roteiro de infância de Camilo Castelo Branco que nasceu na Rua da Rosa.

A apresentação em Lisboa inclui uma mesa redonda com Francisco José Viegas e Pedro Mexia sob o tema “A atualidade da “Queda dum Anjo, de Camilo Castelo Branco” e integra o programa da 3.ª edição dos Encontros Camilianos que têm início a 07 de outubro e vão desenvolver-se em quatro localidades.

Em Famalicão será entregue o Grande Prémio de Conto à escritora Teresa Veiga, bem como apresentado o carimbo dos CTT evocativo dos 150 anos da primeira edição de “A Queda dum Anjo”.

No dia 15 de outubro, será realizada uma visita a Caçarelhos e Miranda do Douro, cenários do romance camiliano.

Uma peça de teatro, uma exposição e uma feira do livro encerram um programa, cuja parte científica conta com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros, algo destacado por José Manuel Oliveira.

Também o presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, apontou o “objetivo de promover o debate e a reflexão interdisciplinar em torno das temáticas camilianas”, lembrando que é finalidade destas iniciativas “melhor divulgar da vida e da obra de Camilo Castelo Branco e sedimentar a sua política de intervenção cultural e científica a favor da língua e da cultura portuguesas”.

“Mensagem”, de Fernando Pessoa ou “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões são outros trabalhos literários mais emblemáticos já traduzidos para a segunda língua oficial em Portugal, nesses casos pelo já desaparecido escritor e investigador Amadeu Ferreira.

Fonte: LUSA

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A estreia da peça “Amor de perdição” foi um sucesso, pelas reações e comentários manifestados no final da apresentação.
A Antena 1 Rádio esteve presente e transmitiu um direto e no programa da tarde fez uma reportagem mais alargada sobre esta iniciativa da Casa de Camilo.

Ouça aqui.

 

 

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Convidado:
Carlos Daniel de Bessa Ferreira Alves
Paredes, a 14 de janeiro de 1970)
Jornalista da RTP. Apresenta o “Jornal da Tarde” da RTP1 e comenta futebol na “Grande Área” da RTP-Informação.
Licenciou-se em Sociologia (1994) pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP)
Começou a sua carreira no jornalismo em 1989, na Rádio Comercial e depois na Antena 1. Em 1991, passa para a RTP, onde se tornou pivô de vários espaços informativos. Entre 1993 e 1997 também colaborou com a TSF.
Em 2000 transferiu-se para a SIC, onde esteve até 2001, apresentado o Jornal da Noite ao fim-de-semana e como editor de desporto. Nesse mesmo ano regressou à RTP, onde foi Subdiretor de Informação da RTP entre 2001 e 2006 e Diretor-Adjunto da RTPN entre 2008 e 2010.
Atualmente apresenta o “Jornal da Tarde” da RTP1 e comenta futebol no programa “Grande Área” do mesmo canal. Anteriormente apresentou o “Trio d’Ataque“, assim como “Debate da Nação”, “À Noite As Notícias” na RTP N, e moderou os espaços de debate político “Debate da Nação” na RTP1, e ainda “Contra-Análise”, “Ordem do Dia” e “Termómetro Político” na RTP N/RTP Informação.

 Filme a exibir:

Hannah Arendt
De:
Margarethe von Trotta
Com: Barbara Sukowa, Axel Milberg, Janet McTeer
Género: Drama, Biografia

Classificação: M/12
Outros dados: FRA/LUX/ALE, 2013, Cores, 113 min.
Hannah Arendt (1906-1975), filósofa e jornalista judia, exilou-se nos EUA em 1941, após a fuga do campo de concentração de Gurs, durante os anos negros da Segunda Grande Guerra.  Em 1951, obteve cidadania norte-americana e nesse mesmo ano foi publicado o seu livro “As Origens do Totalitarismo”. Esta obra tornou-se um clássico dentro da comunidade intelectual e lançou a sua carreira nos Estados Unidos. Em 1961, deslocou-se a Jerusalém para cobrir o julgamento do criminoso de guerra nazi Adolf Eichmann para a revista “The New Yorker” e o seu artigo, publicado em cinco partes, teve um enorme impacto mediático. As suas ideias foram alvo de críticas violentíssimas quer pela descrição dos conselhos judaicos, quer pela exposição da personalidade de Eichmann.

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A RTP INFORMAÇÃO em reportagem na Casa de Camilo. Museu-Centro de Estudos, a mais visitada do país.


Fonte: RTPInformação

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Quando a cadeia se torna espaço de cultura acontecem “As Novas Memórias do Cárcere”. Cento e cinquenta anos depois de Camilo Castelo Branco, um grupo de reclusos do Estabelecimento Prisional de Guimarães passou ao papel o quotidiano e assim nasceu um filme que a RTP seguiu e que vai ser desvendado entre Outubro e Novembro.
Fonte: RTP

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