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Posts Tagged ‘sangue’

«Voltou Baltasar da cozinha e disse:
– Lastimo-a, prima Dona Mécia. Não há senão galinha e presunto.
– É o mesmo… – murmurou a menina. – Não haverá um ovo?
– Vou perguntar – disse o das Olarias, e saiu.
– Um ovo! – exclamou o senhor donatário de Alijó.
– Um ovo! Pois a prima cuida que chega amanhã com um ovo! Por isso a menina assim está magra e amarela!
– Amarela! – acudiu ela por sua vaidade beliscada. – Eu não sou amarela, sou branca.
– Mas não ter cor de saúde; a vermelha é que é sangue. Brancos são os ossos e não é bom que eles estejam a descoberto.»
(In O Santo da montanha)

 

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«As lágrimas de sangue não se mostram nos olhos.»
(In Cenas inocentes da comédia humana)

 

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«Camilo, pelo feitio étnico do seu espírito, pelo sangue, pelo temperamento e até pela educação, é um português do Norte – um transmontano.
Nasceu em Lisboa, bem sei. Mas isso importa pouco. Na vida do romancista é um detalhe mínimo, acidental. A pátria não é a terra onde se nasce; a pátria é a terra do nosso sangue, e a terra que nos modela o espírito.»

Manuel Laranjeira, in “Ilustração Transmontana”

 

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«Os filhos não é o sangue que os faz, é o amor».
(in A Caveira da mártir)

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«O coração não diz nada. O coração é um vaso onde passa o sangue. O coração que não é isto, e simplesmente isto, é um tolo».
(In O romance de um homem rico)

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“A tranquilidade que por aí se vê nas existências que o mundo considera virtuosas, é tabuleta de uma barata virtude, sem sacrifícios, sem desalentos, sem pejos, nem triunfos. A virtude é a flor regada com lágrimas, e colhida entre os espinhos, com os dedos a escorrerem sangue.”
(In Mistérios de Lisboa)

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“O amor é o sangue mais apressado.”
(In Novelas do Minho)

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