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Posts Tagged ‘Trilho da Cangosta do Estevão’

 

 

 


Passeio por um caminho público, por entre a natureza e o rio Pele, desde a freguesia de Landim a Seide S. Miguel, que dá a conhecer uma época e faz reviver a história do séc. XIX. A caminhada é acompanhada por um elemento dos serviços educativos que fará intervenções, ao longo da caminhada.
(Marcação prévia – Mínimo 25 pessoas)

 

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Dia dos Museus na Casa de Camilo com a peça de teatro “Maria Moisés”, pelo Grupo de Teatro Amador Camiliano, dia 18 de maio, às 21h30.

Noite dos Museus, dia 19 de maio, às 18h00, a Casa de Camilo realiza uma caminhada “Trilho da Cangosta do Estevão” e visitas orientadas à Casa Museu até às 24 horas.

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Que bela manhã! Natureza e literatura.

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No âmbito das Comemorações do Dia Internacional de Monumentos e Sítios, este ano subordinado ao tema “Património Rural – Paisagens Culturais”, realizou-se, ontem de manhã, entre as Freguesias de Landim e Seide, o “Trilho da Cangosta do Estêvão”, uma caminhada camiliana por entre alguns espaços rurais cujas paisagens fisicas e humanas serviram de inspiração e criação literária para Camilo Castelo Branco.
Apesar de o tempo se apresentar chuvoso, cerca de centena e meia de pessoas participaram na iniciativa e assistiram a algumas encenações de textos camilianos relacionados com os locais de passagem. Assim, relembraram-se o Cego de Landim (Novelas do Minho) no Largo da capela de S. Brás, a Marta de Prazins (A brasileira de Prazins) junto à Casa do Pregal, a Maria Moisés (Novelas do Minho) na azenha do Pelhe e Mariana, filha do João da Eira, personagem de O Lobisomem, no largo da Igreja da Matriz de S. Miguel de Seide.   
Os participantes tiveram, ainda, oportunidade de visitar e cumprimentar em sua casa a Senhora D. Maria Castelo Branco, trineta do romancista.
A iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através da Casa de Camilo, contou com a preciosa colaboração do Gabinete de Animação Sócio-Cultural da autarquia famalicense, da Junta de Freguesia de S. Miguel de Seide, do Grutaca – Grupo de Teatro Amador Camiliano, do Grucamo – Grupo de Caminheiros de Montanha e dos alunos do Projecto Municipal de Actividade Física Sénior.

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Nestas noites em que os museus estão de portas abertas ao público, nas comemorações do Dia dos Museus, os funcionários da Casa Camilo Castelo Branco, do Centro de Estudos Camilianos e do Grupo de Caminheiros da GRUCAMO, em Seide, Vila Nova Famalicão, meteram pés a caminho e convidaram o público a percorrer e a viver os trilhos de Camilo, conforme apelidaram de: “Cangosta do Estêvão.”
“Pelos caminhos deste recanto minhoto percorridos pelos passos de Camilo nas suas deslocações a Landim, vamos hoje reviver esses momentos de evasão do nosso romancista.”
Apesar do tempo chuvoso, ultimaram-se os preparativos para a caminhada no átrio do Centro de Estudos Camilianos. Alguns vestidos a preceito, outros bem resguardados de capa e guarda-chuva, partimos nós de autocarro até ao Mosteiro de Landim. Ali começaram as pequenas dramatizações relatando episódios do romancista, das suas Novelas Minhotas e até da Murraça. Foram quatro momentos divertidos, de lanterna em punho alumiando os ‘escritos’ e… os pés das damas de vestido longo, que foram arrastando os seus vestidos rendados nos lamaçais dos caminhos. Houve alturas em que os perigos eram eminentes, não pelos assaltos do Zé do Telhado, mas pelas escuras ruelas, pelos carreiros lamacentos em campos recém-lavrados, pelas silvas encobrindo bermas – onde um passo em falso nos levaria a desaparecer na escura noite ou, no riacho Pele. Valeram-nos os caminheiros da Grucamo, muito experientes nestas cousas de perigos, abrindo braços e protegendo-nos as bordas.
O nosso anfitrião, Camilo Castelo Branco, protagonizado pelo guia do museu, o Reinaldo, cavalheiro de falas de cor, de conhecimento profundo da obra, que leva os ouvintes a pensarem-no possesso pelo pensamento do romancista descabelado – como diria António Joaquim se se apeasse da liteira e assistisse a tal procissão nocturna.
Com Camilo à conversa desde o Mosteiro de Landim, mais o Cego, mais a Brasileira de Prazins e a Maria Moisés, éramos chegados ao Centro de Estudos para descanso da passeata, percorridos 2.400 metros.
E para animar a malta, já que na vida do representante de Camilo há uma boina e uma viola, aí temos o Reinaldo mais a sua cantadeira – a Fátima, que juntamente com o resto do grupo “Pedra D´Água” dão vida a um serão de província.
E como surpresa final, num ambiente descontraído e alegre, retemperaram-se energias com os tradicionais rojões à moda do Minho, pão de milho, caldo verde e um bom vinho; tudo servido em louça de barro com a inscrição de “Casa de Camilo” – para que não restassem dúvidas.
Assim terminou uma noite que ameaçava chuva… mas não choveu e deu vida a um Museu […]
Lucília Ramos

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